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10 de novembro de 2008

Hora de Voltar

Título Original: Garden State

País de Origem: EUA
Gênero: Dramédia
Ano de Lançamento: 2004
Direção: Zach Braff

Andrew (Zach Braff) é um ator relativamente conhecido por seu trabalho na televisão e que vive numa vida entorpecida pelo lítio devido a um trauma psicológico do passado. Após a morte de sua mãe ele volta à sua casa em Garden State, 9 anos depois de ter partido. Apesar de um reencontro um tanto amargo com o pai, Gideon (Sir Ian Holm), o reencontro com velhos amigos da escola faz Andrew se sentir em casa novamente e confortável com a situação ele decide tirar umas “férias” dos remédios. Na sua visita Largeman conhece Sam (Natalie Portman) uma garota que é tudo que ele não é, uma explosão cores, esperanças e tiques, que dá a ele coragem para abrir o coração para a alegria e a dor do abismo infinito que é a vida.

Escrito e dirigido por Zach Braff, “Hora de Voltar” nos faz refletir a respeito da vida individualista que levamos, sensibilizando o espectador ao mostrar através do sofrimento de Largeman, que nada na vida é mais importante que a estrutura de uma família. e ele mais do que ninguém sabe disso, já que foi mandado para um internato pelos próprios pais. Braff surpreende pela sutileza com que lida com os acontecimentos da vida de Andrew, um cara que, forçado a fugir de suas tragédias e consequentes emoções ao invés de enfrentá-las, sobrevive numa espécie de “coma induzido” livre de qualquer sentimento devido aos antidepressivos que toma há anos.

O filme chega a indagar se vale a pena viver sem sentir. A resposta está diante dele, e é descoberta a partir do momento em que, ao voltar para sua cidade natal ele conhece Sam e decide parar com a medicação. Ela mostra a ele que não vale a pena fugir das emoções, por que, sim, a vida machuca, mas é praticamente tudo que temos, ou pelo menos o que temos de mais valioso então por que nos desperdiçar em uma vida banal com medo de sentir?

Zach Braff surpreende ainda com os diálogos sensíveis e coerentes, com a direção segura e uma atuação convincente. Ele se entrega ao filme de tal forma que cada cena transcende o cuidado dele. E os méritos não vão todos para ele, claro. A presença da talentosíssima Natalie Portman, que estava no auge com Closer na época, só tem a acrescentar. A entrega dela ao personagem também é visível, interpretando de forma tal que é impossível não se apaixonar. Firme e leve ao mesmo tempo. E sem contar que ainda tem a Jean Smart (Regina Newly de Samantha Who?), o Jim Parsons (Sheldon de The Big Bang Theory) e claro o Sir Ian Holm (Bilbo bolseiro de O Senhor dos Anéis).

E além de tudo isso ainda tem a trilha que é excelente. Traz canções interpretadas por artistas como Coldplay, Lionel Richie, Remy Zero e foi escolhida com a ajuda do próprio Zach Braff. Sim, ele achou pouco dirigir escrever e atuar, então se meteu na produção da trilha e reuniu um número agradável de músicas que dão todo um charme ao filme. A compilação ganhou o Grammy de “Compilation Soundtrack Album for a Motion Picture, Television or Other Visual Media” em 2005, e é realmente excelente, só senti falta de Orange Sky do Alexi Murdoch, (que eu já conhecia de The O.C.). A música está no filme, mas não no CD.

"Hora de Voltar" é um filme despretensioso e simples ao mesmo tempo em que é muito sensível. É um projeto pessoal do Zach Braff, mas que parece falar particularmente com cada um de nós, o que torna o filme ainda mais legal de assistir. Eu mesmo me identifiquei com o Andrew, acho que por isso gostei tanto do filme, mais até do que esperava!

Cotação: 9,0

7 comentários:

Hugo Bessa disse...

Não vi esse filme, mas parece bem interessante. Vou deixar anotado. Parabéns pelo blog. Curti bastante.
Abraço

http://www.episodiosemserie.blogspot.com/

Museu do Cinema disse...

Nunca tinha ouvido falar nesse filme!

Kamila disse...

Perdi a chance de ver "Hora de Voltar", na FOX, recentemente... Sempre quis assistir a este filme do Zach Braff!

Vinícius P. disse...

Não cheguei a achar "Hora de Voltar" tão bom quanto a maioria, mas sem dúvida é um trabalho diferenciado e mereceu o destaque entre determinado público. Sem dúvida o Braff mostrou ser um diretor promissor.

Matheus Pannebecker disse...

Acho esse filme bem legal! A trilha sonora é ótima e o grande destaque é a Natalie Portman, excelente!

Xarão disse...

Vi esse filme justamente por causa da trilha. Valeu a pena. É uma obra muito boa e me identifiquei igualmente.

Marcel Gois disse...

Hugo, valeu. E quando puder assista mesmo, vale a pena. E parabén pelo blog, muito bom tb!

Cassiano, rsrsrs, acontece. Eu só soube dele depois que vi "Um Beijo a Mais", um remake de um filme italiano que tem o Zach no elenco. Foi ver mais coisas que ele tinha feito no cinema e achei esse. Vi que tinha a Portman e pronto. Tinha que ver! =D

Kamila, assista da próxima vez que tiver a chance. É muito bom!

Vinícius, grande trabalho do Braff. Ótima surpressa.

Matheus, adoro a Natalie, qualquer filme com ela já me atrai. =D E ela está realmente ótima nesse.

Xarão, excelente a trilha não é?! Muito boa mesmo!