23 de agosto de 2011

Quero Matar Meu Chefe

Dale (Charlie Day), Kurt (Jason Sudeikis) e Nick (Jason Bateman).


Em Quero Matar Meu Chefe (EUA, 2011), Kevin Spacey, Colin Farell e Jennifer Aniston dão vida a três tipos de chefes bem distintos, mas com um ponto em comum: fazer da vida de seus empregados um inferno. E conseguem.

Jason Bateman, Jason Sudeikis e Charlie Day dão vida aos pobre coitados que sofrem nas mãos de seus chefes. Pedir demissão não é uma opção, então, com a ajuda dos conselhos duvidosos de um ex-presidiário trapaceiro, os três amigos criam coragem para se livrarem de seus respectivos chefes. E repito, pedir demissão não é uma opção.

O filme segue a mesma linha de comédia de "Se Beber Não Case". Mas de alguma forma achei "Quero Matar Meu Chefe" menos forçado. Mais engraçado até.

Uma boa surpresa é que ninguém tenta roubar pra si toda a atenção do filme. São personagens igualmente importantes e que contribuem de forma harmônica pra o desenvolvimento do filme.

É um prato cheio pra quem gosta de filmes desse tipo.

E não sei se foi impressão minha, mas o personagem de Charlie Day foi pra mim uma extensão do personagem dele em "It's Always Sunny in Philadelphia", as tiradas cômicas são bem parecidas, e pra mim isso foi um ponto a favor. Adoro o Charlie.

20 de agosto de 2011

Enrolados

Flynn Rider x Rapunzel



Enrolados (EUA, 2010) é a 50º animação produzida pelos Estúdios Walt Disney e até o momento, é o filme de animação mais caro já feito, com um orçamento de US$ 260 milhões. Estrelado por Mandy Moore , Zachary Levi e Donna Murphy, o filme tem sua história adaptada do conto de fadas alemão: "Rapunzel", dos Irmãos Grimm.

Além da história adaptada, o filme também teve seu título adaptado. Inicialmente se chamaria "Rapunzel" mesmo, mas devido ao fracasso na bilheteria do conto de fadas antecessor (A Princesa e o Sapo), os magnatas da Disney decidiram mudar de estratégia e deixar de privilegiar seu público alvo inicial: as meninas. Passaram então a pensar nas crianças como um todo buscando atrair a atenção de meninas e meninos. Tanto que pela primeira vez eu vejo um príncipe com tanto destaque, e carisma, quanto a princesa. É como se o príncipe tivesse sido promovido de um simples "featuring" para um "duet".

A Disney, claro, foi muito criticada por essa mudança e acusada de só pensar nos lucros. Eu, sinceramente adorei a mudança, penso que apenas refazer a história não seria um atrativo suficiente pra despertar a curiosidade, as mudanças foram essenciais. Deixaram o filme com uma cara nova, mais atraente, de fato.


Cause way down deep inside we've got a dream...

5 de agosto de 2011

The Good Life

Jason (Mark Webber) e Frances (Zooey Deschanel)


por Marcel Gois

[Jason]: "They call the hole left by the passage of a bullet through the body a permanent cavity. A permanent cavity is what cops strive for when shooting someone dangerous. They say the best bullet for the job when trying to incapacitate someone dangerous is the one that's bigger, the one with the most velocity, the one that creates the largest permanent cavity, the one that kills faster. What I think would be worse is being hit by a smaller caliber bullet over... and over... and over. A lifetime full of pain. Who needs 10 to 15 seconds more? -- But it's not pain. It's laughing with your friend at a time when you shouldn't. It's the sweat in your palms wanting to know someone you see and the pit in your stomach when they actually see you. It's being touched by hands that aren't your own. It's the thrill of an escape that almost wasn't. It's the embarrassment you feel, naked for the first time. It's helping a friend find something they lost. It's a smile, a joke, a song. It's what someone does that they like doing. It's what someone does that they like remembering. It's the thinking of things you may never do and the doing of things you may never have thought. It's the road ahead and the road behind. It's the first step and the last and every one in between, because they all make up the good life".

Texto extraído do filme "The Good Life (Canadá/EUA, 2007)".
Escrito e dirigido por Stephen Berra.
Estrelado por Mark Webber, Zooey Deschanel e Harry Dean Stanton.
Participações de Bill Paxton, Chris Klein, Patrick Fugit, Drea de Matteo.

Sinopse: Jason (Mark Webber) se revesa entre dois empregos para ajudar sua mãe, trabalhando em um cinema que exibe filmes antigos e em um posto de combustível. Até que um dia conhece a misteriosa Frances (Zooey Deschanel) que faz com a que sua vida mude.

Não é o suprasumo do cinema mundial. É apenas o retrato despretensioso das angústias de um jovem adulto de uma cidade de interior. É simples, sensível. E com personagens misteriosos e bem interpretados.

27 de fevereiro de 2011

83rd Annual Academy Awards | Winners Predictions

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Só para não perder o costume, aí vão minhas apostas para o Oscar 2011 que acontece hoje a noite.

Melhor Filme: O Discurso do Rei
Melhor Diretor: David Fincher | A Rede Social
Melhor Ator: Colin Firth | O Discurso do Rei
Melhor Atriz: Natalie Portman | Cisne Negro
Melhor Ator Coadjuvante: Christian Bale | O Vencedor
Melhor Atriz Coadjuvante: Hailee Steinfeld | Bravura Indômita
Melhor Roteiro Original: O Discurso do Rei
Melhor Roteiro Adaptado: A Rede Social
Melhor Direção de Arte: A Origem
Melhor Fotografia: A Origem
Melhor Figurino: Alice no País das Maravilhas
Melhor Montagem: A Rede Social
Melhor Maquiagem: O Lobisomem
Melhor Trilha Musical: A Origem
Melhor Mixagem de Som: Bravura Indômita
Melhor Edição de Som: A Origem
Melhores Efeitos Visuais: A Origem
Melhor Canção: “I see the Light” | Enrolados
Melhor Filme de Animação: Toy Story 3
Melhor Filme Estrangeiro: Incendies | CANADÁ
Melhor Documentário em Longa-Metragem: Exit Through The Gift Shop
Melhor Documentário em Curta-Metragem: Poster Girl
Melhor Curta: Wish 143
Melhor Curta Animado: Day & Night

19 de dezembro de 2010

Talking About Short Films #25 | Eu Não Quero Voltar Sozinho

Eu Não Quero Voltar Sozinho (Brasil, 2010)
Direção: Daniel Ribeiro
Gênero: Drama

por Marcel Gois

Não é surpresa pra ninguém (que nos acompanha) que curtas também tem espaço garantido aqui no blog, assim como teve na 5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos que aconteceu aqui em Aracaju até o última quinta-feirta (16/12). E é justamente sobre um dos curtas exibidos na mostra que venho falar aqui hoje. "Eu Não Quero Voltar Sozinho" conta em 17 min um pouco sobre a dia a dia de Leornardo (Ghilherme Lobo), um adolescente cego que se depara com uma mudança em sua rotina depois da chegada de um novo aluno em sua escola. Ao mesmo tempo em que ele tenta lidar com o ciúme da sua melhor amiga Giovana (Tess Amorim), Leo tenta entender os sentimentos despertados pelo seu novo amigo Gabriel (Fábio Audi).

É Daniel Ribeiro (diretor de Café Com Leite, que já passou por aqui) mais uma vez abordando o tema homosexualidade em seu trabalho. Dessa vez sob uma ótica diferente. Se no premiado "Café com Leite" os protagonistas já eram adultos e sabiam muito bem o que queriam pra suas vidas amorosas, aqui, em "Eu Não Quero Voltar Sozinho", a descoberta do desejo pela pessoa do mesmo sexo é a 'bola' da vez. Devo dizer que admiro a capacidade do Daniel em conseguir tratar o tema com tanta sutileza unindo questões socialmente relevantes e, aqui em especial, admiro ainda a coragem em trata o tema sob uma ótica quase infantil e conseguir fazer um trabalho digno de todos os elogios.

Pré adolescentes descobrindo o amor, carinho e respeito por uma pessoa do mesmo sexo. Filmado de uma forma linear e condizente com o trabalho sutil do Daniel, já visto no seu curta anterior, como se um derivasse do outro. Um curta simples e bem produzido, com uma direção segura e um roteiro eficiente, sem se tornar piegas em momento algum, tudo muito discreto e de bom gosto. Mais do que recomendado!

Já fiquei sabendo que existe um projeto pra transformar o curta em longa metragem. É esperar pra ver. Eu sou team Daniel Ribeiro. Tiro o chapéu pra ele e espero mais coisas boas sempre.

13 de dezembro de 2010

O Filho da Noiva

El Hijo de la Novia (Argentina, 2001)
Direção: Juan José Campanella
Gênero: Dramédia / Romance

por Dudu Lessa

Em uma determinada cena do filme 'O Filho da Noiva', o protagonista Rafael Belvedere (intepretado por Ricardo Darín), cansado da rotina exaustiva de gerenciar um restaurante herdado pelo pai, comenta sobre vender o estabelecimento para uma grande rede de restaurantes. “Hoje é muito difícil ser sozinho. As grandes redes conseguem preços de atacado. Mas você lutou por isso, por um mundo mais eficiente.”, diz Rafael. O pai, ao ver o filho argumentar isso enquanto discutia no celular com um estranho e subornava um policial que o havia parado, responde: “Não lutei por um mundo mais eficiente. Lutei por um mundo melhor”.

A dualidade entre eficiência e qualidade de vida é um dos planos de fundo que regem a produção argentina de 2001. Em meio a uma crise econômica, o protagonista vê a sua vida à prova quando sofre um infarto, e percebe que não consegue gerenciar o restaurante da família, o relacionamento com a sua namorada, a proximidade com a filha e a sua relação com a mãe, que vive em um asilo e sofre de Alzheimer.

Mas a tragicomédia de Juan Jose Campanella (El Secreto de tus Ojos, 2009) não se baseia apenas nisso: em uma sutil crítica à Igreja Católica, Campanella aborda, com precisão, os direitos dos idosos e o contraste entre o dogma cristão e a realidade humana quando o pai do protagonista, interpretado por Hector Altério, decide casar-se na Igreja pela primeira vez com a sua mulher, Norma (Norma Aleandro), que vive numa realidade confusa devido à doença.
Sem ser piegas sobre o amor, o diretor e roteirista levanta essas questões com graça e humor: em uma cena, Rafael discute com sua namorada através da câmera do interfone; em outro momento, o amigo de infância do protagonista declara-se apaixonado pela namorada do amigo durante a gravação de um filme, no qual ambos interpretam figurantes. (Ambas a cenas são antológicas!)

A direção de Campanella é segura e inova pouco – salvo as exceções das cenas citadas acima. Entretanto, o time de atores escolhidos reforça o sucesso do filme ao expor a dificuldade em perceber, no caos do dia-a-dia, a importância de amar e dar prioridade aos sentimentos e às relações.

Por fim, a lição d’O Filho da Noiva é clara e se resume em um diálogo do protagonista com o potencial comprador do restaurante. Ao questionar se Rafael tinha um ‘plano B’ para o estabelecimento, devido à crise que se instalou na América Latina em 2001, Rafael responde, objetivo: ‘Esta crise? Quando não vivemos em crise?’. ‘O Filho da Noiva’ trata, com maestria, sobre a arte em lidar com os inúmeros problemas da vida, e a paz em saber ver, no caos, a beleza e o amor.

5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos: Abutres

Carancho (Argentina, 2010)
Direção: Pablo Trapero
Gênero: Drama

por Marcel Gois

Começou na última sexta-feira (10.12), aqui em Aracaju, a 5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul. Pela primeira vez ela chega à capital sergipana, com filme e curtas que abrangem temas sociais relevantes, divididos em programas diversificados e horários acessíveis. A abertura da mostra, que aconteceu no Cinemark Jardins, aconteceu com filme “Abutres”, a mais recente produção de Pablo Trapero (diretor do ótimo Leonera), que traz no elenco um dos atores argentinos mais populares, o Ricardo Darín, no papel de um advogado sem escrúpulos, que se aproveita de vítimas de acidentes para usufruir de indenizações.

Na Argentina, milhares pessoas morrem em acidentes de trânsito a cada ano. E atrás de cada uma das tragédias que acontecem existe uma máfia em busca de prêmios dos seguros através das brechas encontradas na lei passando a perna inclusive na família das vítimas que recebe uma porcentagem mínima do dinheiro adquirido. Sosa (Ricardo Darín) é um advogado que já teve sua licença casada e agora trabalha num escritório de quinta categoria e vive em hospitais públicos e delegacias em busca de potenciais clientes. Luján (Martina Gusman) é uma jovem médica recém chegada do interior e que por azar começa a trabalhar na unidade hospitalar onde Sosa ‘bate ponto’. A história entre os dois começa quando ela tenta salvar a vida de um homem que Sosa considera ser um cliente em potencial.

Trapero dessa vez explora ainda mais sua habilidade em retratar a realidade nua e crua (como foi visto antes em Leonera) dando ao filme um tom de documentário. Ele faz isso com a câmera na mão mostrando toda a confusão e tensão que é presenciar um acidente de perto e imprimindo na tela uma sensação de desconforto que é presente durante quase toda a projeção. O impacto que o filme causa é dirigido com muita segurança e destreza, capaz de deixar os espectadores de olhos grudados na tela, apesar das imagens impregnadas de sangue.

A dupla de atores principais desaponta em grande estilo, durante toda a projeção, mas principalmente na sequência final na qual o diretor demonstra toda sua habilidade e audácia em um plano sequência breathtaking. Juro que acabei o filme com uma dor no peito de tão tenso. Sem falar na sensação de desconforto com tanto acidente na tela.

O filme foi recebido como uma crítica pelas autoridades judiciárias do país, depois de ficar demonstrada na tela toda a habilidade desses ‘profissionais’ em forjar acidentes, criar vítimas e assim consegui extorquir o seguro através de falcatruas e conchavos com as próprias ‘vítimas’. E não por acaso o longa foi o escolhido para representar a Argentina na disputa pelo Oscar 2011 de melhor filme estrangeiro.

2 de dezembro de 2010

Oscar Race 2011: Minhas Mães e Meu Pai

The Kids Are All Right (EUA, 2010)
Direção: Lisa Cholodenko
Gênero: Drama / Comédia

por Marcel Gois

Você junta Annette Bening, Julianne Moore, Mark Ruffalo e Mia Wasikowska depois pensa: tem como dar errado? Olha. Eu acho que tem. E como tem. Principalmente quando essa união é feita para relatar o drama de uma família moderna formada por duas lésbicas que concebem um casal de filhos através de doação de esperma escolhido num banco de espermas. O risco de se tornar dramalhão é grande e o risco de tornar a relação homoafetiva uma caricatura não verdadeira também é alto (veja bem, falo aqui da relação em si. Sem entrar no mérito da “personalidade fashion” das duas personagens por que prefiro falar das coisas boas do filme. rsrs).

Enfim, nada disso acontece. O casamento de Nic (Annette Bening) e Jules (Julianne Moore) é tratado de forma sutil inclusive com uma pitada de comicidade até certo ponto, quando Jules perde os eixos ao se envolver com Paul (Mark Ruffalo), a.k.a. the sperm donor. A traição traz um elefante branco pra o meio da sala de jantar da família virando não só a relação dela com a Nic um completo caos, como também desregula a boa relação dela com os filhos. Big drama, uh? Not so much. O filme é um pouco longo. Ok. Poderia ter tido uns minutos a menos, achei que se arrastou um pouco no final, mas o ápice do enredo prolonga o drama o suficiente para não deixar a história se tornar bad novela mexicana.

Annette Bening e Julianne Moore numa química excelente, casal bem resolvido, adepto do bom vinho e bons tratos com a natureza. Mark Ruffalo convincente como um solteirão de meia idade adepto de amizades coloridas, porém pronto para um relacionamento mais sério e com uma vida profissional bem sucedida, e Mia e o meio-irmão, Josh Hutcherson, também convincentes como irmãos com interesses pessoais diferentes ao mesmo tempo em que só querem ver a família bem. Talvez esse seja o maior triunfo do filme: o elenco. Digo maior, não único, porque a trilha sonora também se destaca. O que dizer de um filme que já começa com “Cousins” de Vampire Weekend? Que mais coisa boa vem por aí. No mínimo! E pra encerrar bem ainda acaba com “The Youth” de MGMT.




OSCAR RACE:

"Minhas Mães e Meu Pai" figura nas listas de previsões para o Oscar de 2011 em categorias como Melhor Filme, Melhor Atriz (Annette Bening e Julianne Moore), Melhor Ator Coadjuvante (Mark Ruffalo) e Melhor Roreito Original (Lisa Cholodenko & Stuart Blumber). Sem contar que o filme garantiu recentemente 5 indicações no Independent Spirit Award nas categorias Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz (com Annette Bening), Melhor Ator Coadjuvante (com Mark Ruffalo) e Melhor Roteiro.

2 de maio de 2010

Talking About Short Films #24 | Predileção

Estava eu atrás de informações sobre filmagens em 3D aqui no Brasil quando me deparei com a notícia de que a Pitty e o Nasi (ex-vocalista do Ira!) estariam cotados para o filme "Aqui É o Crime", de Tiaraju Aronovich, inspirado no caso do bar Bodega, que pasmem, será rodado em 2D e em 3D numa produção Brasil-Canadá. Segundo rumores os dois devem ficar com os papéis de investigadores da Polícia Civil encarregados do caso. Ah, e o título ainda é provisório. Mas enfim, o que isso tudo tem a ver com o curta?

Então, curioso pra saber se esse seria o primeiro longa em 3D do Brasil fui além na minha pesquisa e descobri que, antes dele, um longa 3D dirigido Márcio Garcia deve ser lançado pela Total Filmes e esse sim promete ser o 1º longa em 3D do país. Que orgulho.

Intitulado de "O Golpe", o filme foi escrito pelo ator em parceria com a roteirista Carol Castro (que foi responsável pela adaptação do texto do cof cof filme cof cof High School Musical: O Desafio) e contará a história de dois casais que passam por um processo de traição seguido de golpe. Márcio Garcia promete seguir a produção com as características de ação exploradas em seu primeiro curta-metragem, "Predileção" (2009), que conta a história de sete homens e uma mulher que pretendem assaltar um banco.

O curta tem 17 minutos de duração e conta com Milhem Cortaz, Gulhermina Guinle e Rodrigo Lombardi no elenco.

Pois é, foi assim que cheguei no curta (primeiro trabalho do Márcio Garcia atrás das câmeras):

Trailer


Thoughts?



*****

E por falar em Márcio Garcia e direção de filmes, vale ressaltar que o filme em 3D deverá ser a 3a produção do ator como diretor, já que além do curta ele está atualmente dirigindo a Juliana Paes e o Rodrigo Lombardi no filme "Bed and Breakfast".

Na trama, a Juliana Paes é uma vendedora de loja, que recebe uma herança de US$4,5 milhões de seu pai, o qual ela não conheceu e para receber a fortuna, a personagem tem que ir até aos Estados Unidos e conta com ajuda de Andy, vivido por Rodrigo Lombardi, seu par romântico na história.

Parte do longa foi rodado, no começo do mês passado, em uma loja de departamentos do Rio de Janeiro e em julho eles viajam para Los Angeles, onde deve rodar o resto das cenas do filme, que ainda traz no elenco nomes como Priscila Marinho, Debora Lamm, Daniel Avila e Luiza Valdetaro.

2 de abril de 2010

Filmes do Mês | Fevereiro e Março



01. O Segredo dos Seus Olhos [Juan José Campanella, 2009] A+ (10.0)
"O diretor Juan José Campanella bebe da decadência característica dos personagens dos filmes noir e do ritmo de filmes de ação americanos para traçar uma trama completa e claustrofóbica. [...] O Segredo de Seus Olhos é um filme que se preocupa em condensar ritmo e intensidade dramática, com subtexto pesado, mas não menos instigante que o thriller que digerimos. Para viver, passamos por momentos extremos, intensos, onde tomamos decisões precipitadas e colhemos seus frutos. Existe o tempo para o arrependimento e a busca de um novo caminho, para outros, a existência torna-se um martírio por viver cativo das conseqüências de seus atos." [Pedro Tavares, Cinema O Rama]





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02. Educação [Lone Scherfig, 2009] A- (9.0)
"Acompanhar a maneira como Jenny é educada, primeiro pela escola autoritária e depois, pela vida aparentemente receptiva e calorosa, é delicioso. A cada descoberta, nos envolvemos mais com a garota. É isto, aliás, o que deve ser aplaudido no roteiro de Nick Hornby: a capacidade com que o mesmo nos aproxima das tramas e das personagens, até mesmo daquelas legadas à caráter secundário, como Helen, vivida por Rosamund Pike e Miss Stubs, interpretada por Olivia Williams. No fim, ele acaba se revelando como um poderoso retrato sobre a mulher do século XX, num momento em que a classe feminina ensaiava os primeiros passos em busca da libertação das amarras sociais, embora fosse, quase sempre, bruscamente freada pelo tradicionalismo machista imposto por sua sociedade." [Weiner Gomes, A Grande Arte]





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03. Ilha do Medo [Martin Scorsese, 2010] B+ (8.0)
"Se eu assistisse Ilha do Medo sem saber quem estava por trás das câmeras e, ao final da sessão, me perguntassem quem é o diretor do filme, eu certamente faria uma lista de vários nomes. No entanto, nunca colocaria o nome de Martin Scorsese. Ao menos para mim, esse mais novo longa-metragem do diretor é diferente de tudo que ele já realizou. Aqui ele abondona o conhecido estilo policial e aposta em um suspense psicológico. As mudanças de Scorsese trazem resultados posivitos e negativos – mas, acima de tudo, uma experiência diferente da filmografia dele." [Matheus Pannebecker, Cinema e Argumento]



04. O Fantástico Sr. Raposo [Wes Anderson, 2009] B+ (8.0)
"A animação é um stop-motion riquíssimo em detalhes e expressões e os personagens tem perfeita sincronia e dinâmica. O roteiro tem diálogos bem elaborados e uma premissa divertida, aliás o senso de humor, marcado pela ironia do diretor, se faz presente aqui também. A construção psicológica dos personagens também é algo relevante, já que a maioria, traz complexos, nuances e virtudes peculiares e que se misturam entre a psiquê humana e o instinto animal. Outro ponto fortíssimo do filme é sua trilha sonora, algo que Anderson sabe sempre cuidar muito bem em seus projetos, e que inclui Alexandre Desplat, The Beach Boys e The Rolling Stones." [Lucas Oliveira, Leio Ouço Vejo]


05. É Proibido Fumar [Anna Muylaer, 2009] B+ (8.0)
"E é uma pena que o roteiro não invista em cenas como a do jantar ou a da foto que ilustra o post, já que são esses momentos que fazem É Proibido Fumar um filme agradável e familiar ao espectador. Familiar no sentido de próximo, algo não apenas crédito dos protagonistas, mas também da direção de arte, que contextualiza boa parte de uma sub-trama com a casa de Baby e informa sobre os personagens [...]. Tudo numa direção inspirada de Muylear [...], e ainda que o filme pareça perder um pouco de seu charme quando muda de tom, já estava alicerçado numa ótima narração sobre pessoas, relacionamentos e pessoas em relacionamentos, de qualquer natureza. Ah sim, e sobre vícios." [Jeff Ribeiro, Receio de Remorso]

06. O Mensageiro [Oren Moverman, 2009] B+ (8.0)
"O conflito reside no próprio soldado, a batalha é emocional e as armas necessárias talvez não sejam mais que autocontrole e uma rigidez que não pode se fragilizar. Oren Moverman compõe, tanto no roteiro quanto na direção, um lado da guerra até então carente de atenção, quando o soldado já tá dentro do caixão e outros soldados sobreviventes precisam informar o falecimento para sua família. [...] E com uma premissa que poderia tender para a emoção barata, a maior sensação é um forte impacto – e por vezes, não deu para piscar ou se mexer na poltrona. Resultado de um elenco irretocável [...] e uma direção inspirada e direta, precisa em revelar seus personagens e surpreendente pelo apuro estético." [Jeff Ribeiro, Receio de Remorso]

07. Simplesmente Complicado [Nancy Meyers, 2009] B+ (8.0)
08. A Jovem Vitória [Jean-Marc Vallée, 2009] B+ (8.0)
09. A Princesa e o Sapo [Ron Clements e John Musker, 2009] B+ (8.0)





10. Adam [Max Mayer, 2009] B- (7.0)
[...] todo filme que tem como título o nome do personagem principal nos revela uma história em que esta determinada personagem vai mostrar algo para uma personagem secundária, de forma a fazer com que esta pessoa faça as mudanças necessárias – e positivas – em sua vida. É justamente isto que acontece em “Adam”. [...] A experiência de assistir a este filme é muito interessante porque “Adam” é um filme pequeno, sem muitas pretensões, mas que apresenta uma história que cativa – apesar da pressa do diretor em concluir as coisas e do fato de ele colocar dois pontos de mudança no seu roteiro (somente um, o segundo – e mais forte dos dois – que se apresenta, já era necessário). Entretanto, o aspecto mais notável deste filme é a performance do inglês Hugh Dancy. [Kamila, Cinéfila por Natureza]

11. Um Olhar do Paraíso [Peter Jackson, 2009] B- (7.0)
É quase que impossível não se criar expectativas a cerca do trabalho de um diretor consagrado por uma trilogia que marcou época e que, ainda assim, deixa inúmeras pessoas em todo o mundo em pleno êxtase ao conferi-la, ou revê-la. [...] O roteiro é o ponto fraco da história. Ele está cheio de falhas e não é preciso ser ‘exper’ para compreender que ele se perde ao meio do filme e tudo passa a ser jogado sem muito cuidado. Nem mesmo uma boa direção nem uma montagem eficaz ajuda a melhorar tal fato. Contudo ainda há o que se elogiar além das poucas boas atuações, o apelo visual é realmente muito bonito e cheio de luz. Assim como a direção de arte e fotografia que se mostram competentes. [Robson Saldanha, Portal Cine]

12. Brilho de Uma Paixão [Jane Campion, 2009] B- (7.0)





13. Um Sonho Possível [John Lee Hancock, 2009] C+ (6.0)
Baseado em fatos reais, traz Bullock como Leigh Anne Tuohy – mulher rica que passa ajudar um garoto negro sem-teto e descobre seu talento para o futebol americano. Não é preciso pensar muito para adivinhar todo o resto da trama e talvez por isso mesmo Um Sonho Possível tenha alcançado grande identificação com o público comum. John Lee Hancock – que certamente ficou feliz com esse projeto após o fracassado O Álamo – sabe como conduzir sua história de forma com que o espectador passe a se preocupar com aqueles personagens, ainda que nenhum deles seja particularmente complexo. [Vinícius Pereira, Centra de Prêmios]

14. Lembranças [Allen Coulter, 2010] C+ (6.0)
15. In The Loop [Armando Iannucci, 2009] C+ (6.0)
16. O Solista [Joe Wright, 2009] C+ (6.0)





17. O Desinformante! [Steven Soderbergh, 2009] C- (5.0)
É uma pena que Soderbergh não consiga se livrar de seu próprio ego e se colocar de maneira mais despojada e menos sisuda na direção e no roteiro de seus longas, e neste aspecto “O Desinformante” segue o mesmo padrão de outros filmes do diretor, já que seu roteiro, por horas enfadonho, só começa a decolar e ganhar interesse depois de muitos minutos de projeção. [...] Steven Soderbergh só encontra como próprio inimigo em seu ofício o excesso de formalismo e pedantismo que permeia suas produções. Esta aqui poderia caminhar para algo bem melhor, já que possui óbvios potenciais, mas acaba caindo na frieza e na falta de comunicação do diretor com o público. [Wanderley Teixeira, Raining Frogs]

18. Garota Infernal [Karyn Kusama, 2009] C- (5.0)
Embora tenha todos os elementos para ser um bom filme de terror e momentos bem interessantes, o longa esbarra na falta de consistência do roteiro e na má escolha de uma montagem não linear com algumas idas e vindas e no uso excessivo de narração em off. Em outras palavras, pode-se dizer que o filme peca pelo excesso. [...] Divertido, esse terror sensual cumpre bem o seu papel de entreter e promete agradar muita gente, principalmente quem gosta de ver Fox em ação. Talvez decepcione quem gosta mesmo de um bom terror, os fãs de Cody e quem já não agüenta mais a mesma história adolescente, ainda que ela venha espirrada de sangue. [Cecília Barroso, Cenas de Cinema]

19. O Lobisomem [Joe Johnston, 2010] C- (5.0)
20. O Fim da Escuridão [Martin Campbell, 2010] C- (5.0)
21. Maldita Sorte [Mark Helfrich, 2007] C- (5.0)





22. Nine [Rob Marshall, 2009] D+ (4.0)
Existem filmes que não precisam de muito para nos deixar ansiosos. Nine era um ótimo exemplo. Apesar de não ter um diretor tão incrível, um filme que conta com um time tão surreal como Daniel Day-Lewis, Judi Dench, Marion Cotillard, Penelope Cruz e outros grandes nomes, merece atenção. [...] Por isso, foi uma péssima surpresa constatar que o promissor musical acabou sendo, desde já, uma das maiores decepções desse ano. [...] E nem entrei nos méritos de roteiro ou direção, ambos tão decepcionantes quanto todo o resto – se bem que Rob Marshall nunca foi extremamente talentoso, mas ele pode fazer mais que isso – mas nem preciso me aprofundar mais, o filme já tem problemas o suficiente. Pois é, esse ano, ninguém quis virar italiano… [Marcelo Silva, Comentando Cinema]

23. Virus [Alex Pastor e David Pastor, 2009] D+ (4.0)
24. A Teta Assustada [Claudia Llosa, 2009] D+ (4.0)





25. Lua de Sangue [Stephen Tolkin, 2007] E+ (2.0)