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7 de agosto de 2008

XXY

Título Original: XXY
País de Origem: Argentina | França | Espanha
Gênero: Drama
Ano de Lançamento: 2007
Direção: Lucía Puenzo

Em XXY, Lucía Puenzo trata de um fenômeno sexual chamado de Síndrome de Klinefelter (ou de XXY). Essa síndrome atinge homens que teem um cromossomo X a mais, desenvolvem testículos menores e produzem menos testosterona, o que lhes dão um aspecto feminino. Alex (Inés Efron) nasceu com essa característica. Tentando fugir dos médicos que desejam corrigir a ambigüidade genital da criança, seus pais Suli (Valeria Bertuccelli) e Kraken (Ricardo Darín) a levam para um vilarejo no Uruguai convencidos de que uma cirurgia seria uma violência ao corpo de Alex. A rotina deles muda quando eles recebem um casal de amigos, Ramiro (Germán Palacios) e Erika (Carolina Pelleritti), e seu filho, Alvaro (Martín Piroyansky), vindos de Buenos Aires. Alex logo se aproxima de Álvaro que se apaixona por ela e a deixa ainda mais confusa, em um momento em que ela está descobrindo a própria sexualidade.

Depois de revelado o problema da garota, XXY passa a mostrá-la em todas as situações possíveis: conforto, desconforto, perigo, excitação, calmaria, diversão, enfim, até mostra a relação que ela tem com os poucos amigos. Alex vira quase o objeto de estudo de uma pesquisa, onde nós seriamos os encarregados de analisar o comportamento dela diante daquelas situações. Situações que pelo menos são representados de forma digna graças à ótima interpretação do elenco (destaque para a atuação de Ricardo Darín), crucial para o bom desenvolvimento do filme.

XXY tentou uma forma diferente de abordar a sexualidade, porém ao invés de explorar o drama da protagonista que envolve uma escolha difícil e que pode ou não deixar marcas que vão além de simples cicatrizes, prefere tratar a situação de uma forma sutil e acaba priorizando problemas que qualquer outro adolescente teria. O filme, como se não tivesse muito a nos acrescentar, acaba se recusando a discutir de uma forma mais aberta o tema que propôs, assim como os pais da Alex.

É claro que todos esses problemas discutidos são únicos devido à condição da garota. Mas o filme se recusar a destrinchar um tema interessante e tão pouco discutido? É realmente um desperdício. Felizmente o tema continua interessante ao final do filme, mas infelizmente continua pouco discutido e uma coisa é certa, XXY passa longe de qualquer sensacionalismo e esse é um dos grandes méritos do filme, que pisando em ovos sai de lugar nenhum para lugar algum desperdiçando um tema riquíssimo, infelizmente.

Cotação: 5,0

6 comentários:

cinefilapornatureza disse...

Nossa, Marcel! Eu tenho muita curiosidade para assistir "XXY", mas não esperava um texto assim, já que o filme foi elogiado. Que pena que o filme não destrincha o tema, que parecia mesmo ser super interessante, original e diferente.

Marcel Gois disse...

Kamila, foi por isso que eu assisti. Li muitas coisas boas sobre o filme e me animei pra ver. Mas não achei essa "última coca cola do deserto" como todos falaram.

cinevita disse...

Pretendo vê-lo esse mês em sessão de arte por aqui. Sua crítica é a segunda negativa que leio. E até aqueles que elogiaram, não foram á extremos. Não espero muito.

Ciao!

Vinícius P. disse...

Já eu gostei desse "XXY", apesar de não ser nenhuma maravilha do cinema argentino. Apesar de algumas falhas, acho que o filme trata desse tema polêmico de forma satisfatória. Abraço!

Pedro Henrique disse...

Caro Marcel, permita-me discordar. Achei XXY um filme extremamente rico, que trata de um tema delicado de maneira forte, viril. No mais, a fotografia triste, debruça o sofrimento e as angústias de uma família como a mostrada no filme. Além da câmera muito bem conduzida e do elenco afinado, XXY ainda tem um roteiro inteligente, que foge dos clichês. Apesar disso, o filme está longe de ser uma obra-prima do cinema argentino.

Abraço!!!

Sérgio Déda disse...

Mesmo assim ainda quero assistir... vc tah com ele ainda neh ?
Ah tow de volta... hehehhe

vlws