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23 de abril de 2009
Talking About Short Films #16 | Frankenweenie
Mas então, voltando ao curta da vez. "Frankenweenie" conta a história de um garoto chamado Victor que gostava de criar filmes com seu cachorro Sparky. Depois que o cachorro foi atropelado por um carro, o garoto aprende na escola sobre o resultado dos impulsos elétricos nos músculos e decide que, dali para frente, reviver seu cão será o seu principal objetivo. O curta foi filmado originalmente em 1984, conta com atores reais (entre eles Shelley Duvall e Sofia Coppola), mas segundo o diretor na época foi tudo muito limitado pelo baixo orçamento. Porém isso não impediu que o excelente trabalho do diretor já pudesse ser notado no resultado final.
Essa será o terceiro longa trabalhado em forma de animação dirigido por ele, antes ele fez “O Estranho Mundo de Jack” e “A Noiva-Cádaver”. "Frankenweenie", além de ser em stop-motion terá cenas em 3D. E vale lembrar que Burton atualmente trabalha na adaptação live-action de “Alice no País das Maravilhas”, previsto para 2010.
p.s.: infelizmente não encontrei o curta legendado, essa é a versão original em inglês, mas é bem fácil de entender, mesmo para quem não tem muito domínio da língua, eu recomendo!
Frankenweenie - Part 1
Frankenweenie - Part 2
Frankenweenie - Part 3
Direção: Tim Burton
Roteiro: Leonard Ripps e Tim Burton
Ano: 1984
Duração: 29 min
País: EUA
Elenco: Shelley Duvall, Daniel Stern, Barret Oliver, Joseph Maher, Roz Braverman, Paul Bartel, Sofia Coppola, Jason Hervey, Paul C. Scott, Helen Boll, Rusty James.
Produção: Rick Heinrichs e Julie Hickson
Música Original: Michael Convertino e David Newman
Fotografia: Thomas E. Ackerman
Edição: Ernest Milano
Direção de Arte: John B. Mansbridge e Roger M. Shook
Maquiagem: Marvin J. McIntyre, Connie Nichols e Robert J. Schiffer
Assistentes de Direção: Scott Cameron e Richard Learman
Departamento de Arte: Gary Antista e Tim Burton
Efeitos Especiais: Allen Gonzales, Hans Metz e Roland Tantin
Figurino: Sandy Berke Jordan, Milton G. Magnum e Jack Sandeen
20 de novembro de 2008
Talking About Short Films #6 | Vincent
Dando continuidade a essa linha de animações que ultimamente eu tenho seguido aqui no blog, depois de notícias sobre a categoria no Oscar e uma simples homenagem aos profissionais da área, vim aqui hoje para 'divulgar' (se é que precisa de alguma divulgação), o primeiro curta-metragem do Tim Burton. O que que tem a ver uma coisa com a outra? Entao, acho que não muita novidade a relação íntima que o diretor tem com o gênero e coincidentemente ou não o primeiro curta do cara foi uma animação. Pois é! O primogênito de Bill Burton e Jean Erickson , que descreve a infância como peculiar, imaginativa e perdida em seus próprios pensamentos. achava a vida doméstica e a escola difícil e fugia da realidade lendo os livros sombrios de Edgar Allan Poe e assistindo a filmes de terror de baixo-orçamento (que mais tarde homenagearia com o longa Ed Wood).
Após o colegial, ele ganhou uma bolsa da Disney para estudar no Instituto das Artes da Califórnia em Valencia, Califórnia. Estudou Animação por três anos e foi então contratado pelo Walt Disney Studios como aprendiz de animador. Na década de 80 ele trabalhou no desenho "O cão e a Raposa" mas estava insatisfeito com a direção artística do filme. E o que ele fez? Decidiu trabalhar na sua própria animação. Ele criou e dirigiu "Vincent", um curta de animação com o personagem principal baseado no ator Vincent Price (outra figura cinematográfica de importância na infância de Burton, cuja filmografia influenciaria a carreira do diretor).
E somente após 20 anos mais tarde, aproximadamente, o diretor resolve trabalhar em seu primeiro longa de animação, "A Noiva Cadáver", que arrecadou mais de 50 milhoes de dólares, em 10 semanas de exibição nos EUA e inclusive recebeu uma indicação ao Oscar de "Best Animated Feature Film of the Year". Atualmente ele trabalha numa versão live-action do filme "Alice no País das Maravilhas" que será produzido pela Disney, e que conta com um excelente elenco de grandes nomes, como Johnny Depp, Helena Bonham Carter (esposa dele), Anne Hathaway, além da excelente Mia Wasikowska, em seu primeiro grande papel no cinema depois de arrasar na primeira tempora de "In Treatment". Ansioso demais por isso, mas por hora deixo vocês com "Vincent". Assistam que vale a pena!
"Vincent" (1982)
Conta a história de Vincent Malloy, um garoto de 7 anos que quer ser como Vincent Price. A narração é do próprio Price. Legendas em português.
Direção e Roteiro: Tim Burton
Ano: 1982
Duração: 6 min
País: EUA
Elenco:
Vincent Price (Voz)
Ficha técnica:
Produção: Rick Heinrichs
Fotografia: Victor Abdalov
Design gráfico: Tim Burton
Direção de Arte: Rick Heinrichs
Música: Ken Hilton
Assistente de Direção: Stephen Chiodo
Assistentes de Produção: Stephen Chiodo
Após o colegial, ele ganhou uma bolsa da Disney para estudar no Instituto das Artes da Califórnia em Valencia, Califórnia. Estudou Animação por três anos e foi então contratado pelo Walt Disney Studios como aprendiz de animador. Na década de 80 ele trabalhou no desenho "O cão e a Raposa" mas estava insatisfeito com a direção artística do filme. E o que ele fez? Decidiu trabalhar na sua própria animação. Ele criou e dirigiu "Vincent", um curta de animação com o personagem principal baseado no ator Vincent Price (outra figura cinematográfica de importância na infância de Burton, cuja filmografia influenciaria a carreira do diretor).
E somente após 20 anos mais tarde, aproximadamente, o diretor resolve trabalhar em seu primeiro longa de animação, "A Noiva Cadáver", que arrecadou mais de 50 milhoes de dólares, em 10 semanas de exibição nos EUA e inclusive recebeu uma indicação ao Oscar de "Best Animated Feature Film of the Year". Atualmente ele trabalha numa versão live-action do filme "Alice no País das Maravilhas" que será produzido pela Disney, e que conta com um excelente elenco de grandes nomes, como Johnny Depp, Helena Bonham Carter (esposa dele), Anne Hathaway, além da excelente Mia Wasikowska, em seu primeiro grande papel no cinema depois de arrasar na primeira tempora de "In Treatment". Ansioso demais por isso, mas por hora deixo vocês com "Vincent". Assistam que vale a pena!
"Vincent" (1982)
Conta a história de Vincent Malloy, um garoto de 7 anos que quer ser como Vincent Price. A narração é do próprio Price. Legendas em português.
Direção e Roteiro: Tim Burton
Ano: 1982
Duração: 6 min
País: EUA
Elenco:
Vincent Price (Voz)
Ficha técnica:
Produção: Rick Heinrichs
Fotografia: Victor Abdalov
Design gráfico: Tim Burton
Direção de Arte: Rick Heinrichs
Música: Ken Hilton
Assistente de Direção: Stephen Chiodo
Assistentes de Produção: Stephen Chiodo
1 de agosto de 2008
Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
País de Origem: EUA / UK
Gênero: Musical / Thriller
Ano de Lançamento: 2007
Direção: Tim Burton
O filme conta a historia de Benjamin Barker (Johnny Depp) um barbeiro, que há 15 anos foi afastado de sua mulher Lucy (Laura Michelle Kelly) e da sua filha sendo mandando à prisão injustamente pelo inescrupuloso juiz Turpin (Alan Rickman), que desejava a bela Lucy. A história começa com a volta de Benjamin a uma Londres completamente sombria em busca de vingança. Ele descobre que sua esposa cometera suicídio e que sua a filha foi adotada pelo juiz Turpin. Barker se autonomeia Sweeney Todd e reencontra a sra. Lovett (Helena Bonham Carter), proprietária de uma falida loja de tortas, tornam-se cúmplice do barbeiro, e no andar de cima da loja agem assassinando pessoas inocentes que saem da cadeira de Todd direto para as tortas da sra. Lovett, que passam a ser reconhecida em toda a cidade. Paralelo a isso ainda mostra a história de amor proibido entre o marinheiro Anthony Hope (Jamie Campbell Bower) e Johanna (Jayne Wisener).
O roteiro passeia entre os dois núcleos tentando não deixar espaço para calmaria durante os 116 minutos de filme. Quando Todd e Mrs. Lovett terminam de cantar, a trama corta para uma música dos dois jovens ridiculamente apaixonados, e assim segue (ridiculamente porque a rapidez que isso acontece é difícil de engolir). Teoricamente o filme poderia muito bem seguir em um bom ritmo, mas as músicas são parecidas, o que dá a clara sensação de falta de ação, de seguimento. Só quanto a historia se desenvolve e o barbeiro mostra sua verdadeira personalidade é que o filme poderia melhorar e ficar bem mais interessante, mas o Burton peca aqui pelo exagero nos surpreendendo com um banho de sangue a la Tarantino extremamente exagerado pegando muita gente desprevenida.
Em meio a trama trabalhada pelo roteiro de John Logan (O Aviador) temos músicas, como todo mundo já deve saber, mas são muitas músicas mesmo. Um musical daqueles em que cantam até para dizer que uma barata está passando. Mas o que incomoda mesmo são os arranjos repetitivos das canções e até as músicas algumas repetidas inúmeras vezes (ouvir um jovem cantando "I seeee you, Johaaaaaanna" inúmeras vezes pode fazer o filme uma experiência cansativa ainda mais quando os atores não são realmente bons cantores, pelo menos a mim não agradou).
Johnny Depp não consegue construir um personagem a altura do demoníaco barbeiro da Rua Fleet. Justo o Depp, que eu sempre acho tão caricato nas suas atuações resolve aqui, onde ele deveria ser caricato e exagerado (seria aqui onde caberia um exagero), se policiar deixando muito a desejar. Helena Bonham Carter, também não canta, mas sempre pálida e com os olhos bem arregalados oferece mais veracidade construindo um personagem denso e sombrio, mas ingênuo a partir de certo ponto. Um nome que rouba a cena no filme é o de Sacha Baron Cohen, que em uma marcante participação surpreende com sua naturalidade em um papel pequeno, mas muito divertido.
O mérito do filme é a excelência técnica. A Londres no filme é completamente cinza, suja e desprezível, com uma fotografia monocromática que chega quase ao preto e branco em algumas partes, e que é essencial para o filme. E há ainda, em contrapartida ao preto e cinza, um vermelho bem vivo cada vez que jorra sangue (o que não é pouco). A direção de arte também é excelente, e fundamental para que entremos no clima da história. A montagem e a edição de som no primeiro encontro de Todd com o juiz na barbearia são ótimas, as vozes de Depp e Alan Rickman fundindo-se com os sons do material do barbeiro só aumentam o suspense. Enfim, em meio a tantas tragédias, salva-se alguns detalhes interessantes também.
Cotação: 6,5
Gênero: Musical / Thriller
Ano de Lançamento: 2007
Direção: Tim Burton
O filme conta a historia de Benjamin Barker (Johnny Depp) um barbeiro, que há 15 anos foi afastado de sua mulher Lucy (Laura Michelle Kelly) e da sua filha sendo mandando à prisão injustamente pelo inescrupuloso juiz Turpin (Alan Rickman), que desejava a bela Lucy. A história começa com a volta de Benjamin a uma Londres completamente sombria em busca de vingança. Ele descobre que sua esposa cometera suicídio e que sua a filha foi adotada pelo juiz Turpin. Barker se autonomeia Sweeney Todd e reencontra a sra. Lovett (Helena Bonham Carter), proprietária de uma falida loja de tortas, tornam-se cúmplice do barbeiro, e no andar de cima da loja agem assassinando pessoas inocentes que saem da cadeira de Todd direto para as tortas da sra. Lovett, que passam a ser reconhecida em toda a cidade. Paralelo a isso ainda mostra a história de amor proibido entre o marinheiro Anthony Hope (Jamie Campbell Bower) e Johanna (Jayne Wisener).
O roteiro passeia entre os dois núcleos tentando não deixar espaço para calmaria durante os 116 minutos de filme. Quando Todd e Mrs. Lovett terminam de cantar, a trama corta para uma música dos dois jovens ridiculamente apaixonados, e assim segue (ridiculamente porque a rapidez que isso acontece é difícil de engolir). Teoricamente o filme poderia muito bem seguir em um bom ritmo, mas as músicas são parecidas, o que dá a clara sensação de falta de ação, de seguimento. Só quanto a historia se desenvolve e o barbeiro mostra sua verdadeira personalidade é que o filme poderia melhorar e ficar bem mais interessante, mas o Burton peca aqui pelo exagero nos surpreendendo com um banho de sangue a la Tarantino extremamente exagerado pegando muita gente desprevenida.
Em meio a trama trabalhada pelo roteiro de John Logan (O Aviador) temos músicas, como todo mundo já deve saber, mas são muitas músicas mesmo. Um musical daqueles em que cantam até para dizer que uma barata está passando. Mas o que incomoda mesmo são os arranjos repetitivos das canções e até as músicas algumas repetidas inúmeras vezes (ouvir um jovem cantando "I seeee you, Johaaaaaanna" inúmeras vezes pode fazer o filme uma experiência cansativa ainda mais quando os atores não são realmente bons cantores, pelo menos a mim não agradou).
Johnny Depp não consegue construir um personagem a altura do demoníaco barbeiro da Rua Fleet. Justo o Depp, que eu sempre acho tão caricato nas suas atuações resolve aqui, onde ele deveria ser caricato e exagerado (seria aqui onde caberia um exagero), se policiar deixando muito a desejar. Helena Bonham Carter, também não canta, mas sempre pálida e com os olhos bem arregalados oferece mais veracidade construindo um personagem denso e sombrio, mas ingênuo a partir de certo ponto. Um nome que rouba a cena no filme é o de Sacha Baron Cohen, que em uma marcante participação surpreende com sua naturalidade em um papel pequeno, mas muito divertido.
O mérito do filme é a excelência técnica. A Londres no filme é completamente cinza, suja e desprezível, com uma fotografia monocromática que chega quase ao preto e branco em algumas partes, e que é essencial para o filme. E há ainda, em contrapartida ao preto e cinza, um vermelho bem vivo cada vez que jorra sangue (o que não é pouco). A direção de arte também é excelente, e fundamental para que entremos no clima da história. A montagem e a edição de som no primeiro encontro de Todd com o juiz na barbearia são ótimas, as vozes de Depp e Alan Rickman fundindo-se com os sons do material do barbeiro só aumentam o suspense. Enfim, em meio a tantas tragédias, salva-se alguns detalhes interessantes também.
Cotação: 6,5
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