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2 de abril de 2010

Filmes do Mês | Fevereiro e Março



01. O Segredo dos Seus Olhos [Juan José Campanella, 2009] A+ (10.0)
"O diretor Juan José Campanella bebe da decadência característica dos personagens dos filmes noir e do ritmo de filmes de ação americanos para traçar uma trama completa e claustrofóbica. [...] O Segredo de Seus Olhos é um filme que se preocupa em condensar ritmo e intensidade dramática, com subtexto pesado, mas não menos instigante que o thriller que digerimos. Para viver, passamos por momentos extremos, intensos, onde tomamos decisões precipitadas e colhemos seus frutos. Existe o tempo para o arrependimento e a busca de um novo caminho, para outros, a existência torna-se um martírio por viver cativo das conseqüências de seus atos." [Pedro Tavares, Cinema O Rama]





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02. Educação [Lone Scherfig, 2009] A- (9.0)
"Acompanhar a maneira como Jenny é educada, primeiro pela escola autoritária e depois, pela vida aparentemente receptiva e calorosa, é delicioso. A cada descoberta, nos envolvemos mais com a garota. É isto, aliás, o que deve ser aplaudido no roteiro de Nick Hornby: a capacidade com que o mesmo nos aproxima das tramas e das personagens, até mesmo daquelas legadas à caráter secundário, como Helen, vivida por Rosamund Pike e Miss Stubs, interpretada por Olivia Williams. No fim, ele acaba se revelando como um poderoso retrato sobre a mulher do século XX, num momento em que a classe feminina ensaiava os primeiros passos em busca da libertação das amarras sociais, embora fosse, quase sempre, bruscamente freada pelo tradicionalismo machista imposto por sua sociedade." [Weiner Gomes, A Grande Arte]





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03. Ilha do Medo [Martin Scorsese, 2010] B+ (8.0)
"Se eu assistisse Ilha do Medo sem saber quem estava por trás das câmeras e, ao final da sessão, me perguntassem quem é o diretor do filme, eu certamente faria uma lista de vários nomes. No entanto, nunca colocaria o nome de Martin Scorsese. Ao menos para mim, esse mais novo longa-metragem do diretor é diferente de tudo que ele já realizou. Aqui ele abondona o conhecido estilo policial e aposta em um suspense psicológico. As mudanças de Scorsese trazem resultados posivitos e negativos – mas, acima de tudo, uma experiência diferente da filmografia dele." [Matheus Pannebecker, Cinema e Argumento]



04. O Fantástico Sr. Raposo [Wes Anderson, 2009] B+ (8.0)
"A animação é um stop-motion riquíssimo em detalhes e expressões e os personagens tem perfeita sincronia e dinâmica. O roteiro tem diálogos bem elaborados e uma premissa divertida, aliás o senso de humor, marcado pela ironia do diretor, se faz presente aqui também. A construção psicológica dos personagens também é algo relevante, já que a maioria, traz complexos, nuances e virtudes peculiares e que se misturam entre a psiquê humana e o instinto animal. Outro ponto fortíssimo do filme é sua trilha sonora, algo que Anderson sabe sempre cuidar muito bem em seus projetos, e que inclui Alexandre Desplat, The Beach Boys e The Rolling Stones." [Lucas Oliveira, Leio Ouço Vejo]


05. É Proibido Fumar [Anna Muylaer, 2009] B+ (8.0)
"E é uma pena que o roteiro não invista em cenas como a do jantar ou a da foto que ilustra o post, já que são esses momentos que fazem É Proibido Fumar um filme agradável e familiar ao espectador. Familiar no sentido de próximo, algo não apenas crédito dos protagonistas, mas também da direção de arte, que contextualiza boa parte de uma sub-trama com a casa de Baby e informa sobre os personagens [...]. Tudo numa direção inspirada de Muylear [...], e ainda que o filme pareça perder um pouco de seu charme quando muda de tom, já estava alicerçado numa ótima narração sobre pessoas, relacionamentos e pessoas em relacionamentos, de qualquer natureza. Ah sim, e sobre vícios." [Jeff Ribeiro, Receio de Remorso]

06. O Mensageiro [Oren Moverman, 2009] B+ (8.0)
"O conflito reside no próprio soldado, a batalha é emocional e as armas necessárias talvez não sejam mais que autocontrole e uma rigidez que não pode se fragilizar. Oren Moverman compõe, tanto no roteiro quanto na direção, um lado da guerra até então carente de atenção, quando o soldado já tá dentro do caixão e outros soldados sobreviventes precisam informar o falecimento para sua família. [...] E com uma premissa que poderia tender para a emoção barata, a maior sensação é um forte impacto – e por vezes, não deu para piscar ou se mexer na poltrona. Resultado de um elenco irretocável [...] e uma direção inspirada e direta, precisa em revelar seus personagens e surpreendente pelo apuro estético." [Jeff Ribeiro, Receio de Remorso]

07. Simplesmente Complicado [Nancy Meyers, 2009] B+ (8.0)
08. A Jovem Vitória [Jean-Marc Vallée, 2009] B+ (8.0)
09. A Princesa e o Sapo [Ron Clements e John Musker, 2009] B+ (8.0)





10. Adam [Max Mayer, 2009] B- (7.0)
[...] todo filme que tem como título o nome do personagem principal nos revela uma história em que esta determinada personagem vai mostrar algo para uma personagem secundária, de forma a fazer com que esta pessoa faça as mudanças necessárias – e positivas – em sua vida. É justamente isto que acontece em “Adam”. [...] A experiência de assistir a este filme é muito interessante porque “Adam” é um filme pequeno, sem muitas pretensões, mas que apresenta uma história que cativa – apesar da pressa do diretor em concluir as coisas e do fato de ele colocar dois pontos de mudança no seu roteiro (somente um, o segundo – e mais forte dos dois – que se apresenta, já era necessário). Entretanto, o aspecto mais notável deste filme é a performance do inglês Hugh Dancy. [Kamila, Cinéfila por Natureza]

11. Um Olhar do Paraíso [Peter Jackson, 2009] B- (7.0)
É quase que impossível não se criar expectativas a cerca do trabalho de um diretor consagrado por uma trilogia que marcou época e que, ainda assim, deixa inúmeras pessoas em todo o mundo em pleno êxtase ao conferi-la, ou revê-la. [...] O roteiro é o ponto fraco da história. Ele está cheio de falhas e não é preciso ser ‘exper’ para compreender que ele se perde ao meio do filme e tudo passa a ser jogado sem muito cuidado. Nem mesmo uma boa direção nem uma montagem eficaz ajuda a melhorar tal fato. Contudo ainda há o que se elogiar além das poucas boas atuações, o apelo visual é realmente muito bonito e cheio de luz. Assim como a direção de arte e fotografia que se mostram competentes. [Robson Saldanha, Portal Cine]

12. Brilho de Uma Paixão [Jane Campion, 2009] B- (7.0)





13. Um Sonho Possível [John Lee Hancock, 2009] C+ (6.0)
Baseado em fatos reais, traz Bullock como Leigh Anne Tuohy – mulher rica que passa ajudar um garoto negro sem-teto e descobre seu talento para o futebol americano. Não é preciso pensar muito para adivinhar todo o resto da trama e talvez por isso mesmo Um Sonho Possível tenha alcançado grande identificação com o público comum. John Lee Hancock – que certamente ficou feliz com esse projeto após o fracassado O Álamo – sabe como conduzir sua história de forma com que o espectador passe a se preocupar com aqueles personagens, ainda que nenhum deles seja particularmente complexo. [Vinícius Pereira, Centra de Prêmios]

14. Lembranças [Allen Coulter, 2010] C+ (6.0)
15. In The Loop [Armando Iannucci, 2009] C+ (6.0)
16. O Solista [Joe Wright, 2009] C+ (6.0)





17. O Desinformante! [Steven Soderbergh, 2009] C- (5.0)
É uma pena que Soderbergh não consiga se livrar de seu próprio ego e se colocar de maneira mais despojada e menos sisuda na direção e no roteiro de seus longas, e neste aspecto “O Desinformante” segue o mesmo padrão de outros filmes do diretor, já que seu roteiro, por horas enfadonho, só começa a decolar e ganhar interesse depois de muitos minutos de projeção. [...] Steven Soderbergh só encontra como próprio inimigo em seu ofício o excesso de formalismo e pedantismo que permeia suas produções. Esta aqui poderia caminhar para algo bem melhor, já que possui óbvios potenciais, mas acaba caindo na frieza e na falta de comunicação do diretor com o público. [Wanderley Teixeira, Raining Frogs]

18. Garota Infernal [Karyn Kusama, 2009] C- (5.0)
Embora tenha todos os elementos para ser um bom filme de terror e momentos bem interessantes, o longa esbarra na falta de consistência do roteiro e na má escolha de uma montagem não linear com algumas idas e vindas e no uso excessivo de narração em off. Em outras palavras, pode-se dizer que o filme peca pelo excesso. [...] Divertido, esse terror sensual cumpre bem o seu papel de entreter e promete agradar muita gente, principalmente quem gosta de ver Fox em ação. Talvez decepcione quem gosta mesmo de um bom terror, os fãs de Cody e quem já não agüenta mais a mesma história adolescente, ainda que ela venha espirrada de sangue. [Cecília Barroso, Cenas de Cinema]

19. O Lobisomem [Joe Johnston, 2010] C- (5.0)
20. O Fim da Escuridão [Martin Campbell, 2010] C- (5.0)
21. Maldita Sorte [Mark Helfrich, 2007] C- (5.0)





22. Nine [Rob Marshall, 2009] D+ (4.0)
Existem filmes que não precisam de muito para nos deixar ansiosos. Nine era um ótimo exemplo. Apesar de não ter um diretor tão incrível, um filme que conta com um time tão surreal como Daniel Day-Lewis, Judi Dench, Marion Cotillard, Penelope Cruz e outros grandes nomes, merece atenção. [...] Por isso, foi uma péssima surpresa constatar que o promissor musical acabou sendo, desde já, uma das maiores decepções desse ano. [...] E nem entrei nos méritos de roteiro ou direção, ambos tão decepcionantes quanto todo o resto – se bem que Rob Marshall nunca foi extremamente talentoso, mas ele pode fazer mais que isso – mas nem preciso me aprofundar mais, o filme já tem problemas o suficiente. Pois é, esse ano, ninguém quis virar italiano… [Marcelo Silva, Comentando Cinema]

23. Virus [Alex Pastor e David Pastor, 2009] D+ (4.0)
24. A Teta Assustada [Claudia Llosa, 2009] D+ (4.0)





25. Lua de Sangue [Stephen Tolkin, 2007] E+ (2.0)
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22 de fevereiro de 2010

Filmes do Mês | Janeiro



01. Onde Vivem os Monstros [Spike Jonze, 2009] A+ (10.0)
" Durante pouco menos de duas horas, Jonze nos convida a ser criança de novo, não só por contar a jornada de um garoto que aprende um pouco mais sobre si nessa pequena fábula, mas por nos apresentar um mundo e personagens que encantam de modo tão verdadeiro, que, por um momento, só podemos imaginar que somos crianças outra vez. Em tempos de Avatar, o diretor demonstra que nem são precisos tantos milhões, nem tanta tecnologia, ou mais de duas dimensões para o espectador sentir-se absorvido por uma trama e totalmente imerso em um cenário alheio. A Pandora de Cameron que me desculpe, mas eu quero habitar, pelo menos por algum tempo, onde vivem os monstros." [Matheus Rufino, Espelho Imperfeito]




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02. Amor Sem Escalas [Jason Reitman, 2009] A- (9.0)
"É impressionante como todo o elenco se entrega (algo que se observarmos bem, é absolutamente normal, já que Jason Reitman costuma dar muito espaço à seus atores). [...] Se o sucesso do longa deve-se unicamente à eles, eu me nego a aceitar. O roteiro é um dos melhores e mais convincentes retratos que já vi sobre o desemprego, e mais, sobre o auto-conhecimento. Amor Sem Escalas é daquele tipo de filme que conquista as audiências por sua sinceridade. Pela bela maneira com que defende seus ideais. Por seu tom colorido e sepioso, que é, no fim das contas, um resumo perfeito de nossas vidas. Sim, o genial diretor Jason Reitman merece (mais) uma salva de aplausos por participar da criação desta obra tão tocante, tão humana." [Weiner Gomes, A Grande Arte]


03. Deixa Ela Entrar [Tomas Alfredson, 2008] A- (9.0)
"O que torna Deixa Ela Entrar mais envolvente é o fato de eliminar o suspense por total e deixar a narrativa mais próxima de um drama. Assim, nosso envolvimento com o menino Oskar, reprimido no colégio e solitário é contaminado pela ternura e assim também pela garota Eli, uma vampira que o dá a oportunidade de socializar e crescer. [...] Todo o clima soturno é imposto com sabedoria e sempre justificada. Deixa Ela Entrar é um filme que se preserva, não cai no gratuito e no apelo, o que seria algo perdoável. Mesmo assim, a narrativa é para nos envolver e descobrirmos os sentimentos dos personagens para atos posteriores e uma rápida reflexão." [Pedro Tavares, Cinema o Rama]

04. Abraços Partidos [Pedro Almodóvar, 2009] A- (9.0)





05. Sherlock Holmes [Guy Ritchie, 2009] B+ (8.0)
"O longa que ele (Guy Ritchie) entregou foi uma obra excelente do ponto de vista técnico, especialmente no que diz respeito à direção de arte, figurino e à montagem inspirada de certas cenas. Mas, talvez, a maior contribuição de Ritchie ao personagem tenha sido oferecer ao seu protagonista um tom ácido e sarcástico, que cai como uma luva para o intérprete escolhido por ele (Robert Downey Jr.), o qual vive também um momento único em sua carreira. Enfim, “Sherlock Holmes” é um filme que é uma sucessão de acertos, que não se leva a sério nos momentos certos e que é uma vibrante obra de ação e aventura." [Kamila, Cinéfila por Natureza]


06. Invictus [Clint Eastwood, 2009] B+ (8.0)
"Invictus
é o novo filme do cineasta Clint Eastwood, que tem se tornado um especialista em contar h
istórias reais carregadas de dramaticidade, mas coberta com o verniz de sua educação, sua personalidade ilibada e, principalmente, pelas escolhas que fez na vida. Clint se tornou hoje em Hollywood um ícone de elegância nos gestos e nas palavras. Um homem carregado de cultura, mas forte de modéstia. Um diretor que usa o quase sussurro para dirigir. E assim são seus filmes mais recentes." [Cassiano, Museu do Cinema]


07. Preciosa
[Lee Daniels, 2009] B+ (8.0)
"Preciosa tem vários aspectos que merecem destaque. No entanto, é aquele tipo de filme que não chega a deixar maiores lembranças. Como drama, funciona muito bem – mas o problema é que já vimos diversas produções com essa temática e Preciosa fica devendo por não evoluir em seus conflitos, já que fica a sensação de que assistimos apenas a uma continuidade de cenas dramáticas sem maior conexão. Isso termina por amenizar a possível marca que o filme poderia deixar. Entretanto, não quer dizer que fique sem impacto. Com esse resultado, podemos dizer que o filme é A Cor Púrpura da nova geração. Mas é uma pena que histórias assim já não causem o mesmo fascínio e interesse como na época em que Spielberg lançou a celebrada história de Celie Johnson." [Matheus Pannebecker, Cinema e Argumento]

08. Mistérios da Carne [Gregg Araki, 2004] B+ (8.0)





09. Sempre Ao Seu Lado [Lasse Hallström, 2009] B- (7.0)
[...] é evidente que o laço de lealdade, amizade e companheirismo é criado entre o cão e Parker, e o diretor Lasse Hallström manipula esta situação de forma extremamente clara e sensível. [...] Lasse dirige cenas de forma clássica e propõe uma fotografia limpa e bonita. Sem exageros digo que a trilha sonora, composta pelo gênio Jan A.P. Kaczmarek, é algo sublime, maravilhoso! Ela nos mergulha nas lágrimas na cena final que é igualmente belíssima. Richard Gere tem aqui uma boa atuação, assim como a sempre incrível Joan Allen. E, assim, chega uma fita que me surpreende com uma linda história real sobre até onde vai a lealdade e sobre qual é o verdadeiro significado da palavra amizade." [Kauê Oliveira, Bit of Everything]

10. Aconteceu em Woodstock [Ang Lee, 2009] B- (7.0)
"O pacato lugar e o gramado ainda florido e vazio são vistos inicialmente ao som de trilha sonora econômica de Danny Elfman, a qual também evolui para o rock a medida que todo aquele ambiente é preenchido. Acompanhar esse processo é a chance de presenciarmos, mesmo distante e décadas passadas, uma dose daquele acontecimento de forma muito próxima, não exatamente ao Festival, mas do que e quem o fez acontecer, já que o roteiro e a direção não nos permitem sair da perspectiva de Elliot. [...] Aconteceu em Woodstock encontra sua fraqueza ao se encaminhar para o fim, quando perde o ótimo ritmo ao alongar em excesso algumas sequências já com tempo de projeção avançado. Incomoda, porém, a agradável experiência presente até então jamais se perde por completo. Quando os créditos finais surgem, é preciso voltar ao mundo real. Fica uma boa lembrança, como deve ter sido, ainda mais, os três dias de Festival para aquelas milhares de pessoas." [Jeff Ribeiro, Receio de Remorso]

11. Tempos de Paz [Daniel Filho, 2009] B- (7.0)
12. Vigaristas [Rian Johnson, 2008] B- (7.0)
13. A Woman in Berlin [Max Färberböck, 2008] B- (7.0)





14. 9 Canções [Michael Winterbottom, 2004] E+ (2.0)
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17 de janeiro de 2010

Filmes do Mês | Dezembro



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01. Up - Altas Aventuras [Pete Docter, Bob Peterson, 2009] A- (9.0)
"Rir, chorar, torcer pelos personagens… O roteiro pode ser genial, a animação também. Mas pra mim, uma animação morre sem uma boa trilha sonora. E Michael Giacchino mostra mais uma vez porque é um dos melhores compositores em atividade atualmente. Uma trilha simplesmente brilhante, que ajuda alguns momentos do filme a serem fantásticos. [...] Mas o melhor de Up é o fato de ser um filme feito com o coração. Hoje está cada vez mais raro vermos filmes assim, sinceros, que parecem ter sido feitos sem a intenção de arrecadar rios de dinheiro ou ganhar prêmios – claro que eles pensam nessas coisas, mas dá pra ver que não é a maior prioridade - e sim divertir e emocionar pessoas de todas as idades. É isso que torna Up um filme tão maravilhoso." [Marcelo, Comentando Cinema]

02. Guerra ao Terror [Kathryn Bigelow, 2008] A- (9.0)
"Desde sua primeira longa sequência fica claro que Guerra ao Terror não é um filme de guerra qualquer. A tensão dos dez primeiros minutos é tão intensa que é possível imaginar que seja apenas uma cena de impacto inicial, quando na verdade é uma mostra do que o espectador terá a cada momento das suas duas horas. A produção, que talvez seja a mais reconhecida do gênero desde Falcão Negro em Perigo, seguiu um padrão raramente observado nas outras tentativas de transpor os recentes conflitos no Iraque para as telas – e talvez por isso mesmo seja a mais bem sucedida de todas." [Vinícius Pereira, Central de Prêmios]

03. Lolita [Stanley Kubrick, 1962] A- (9.0)
"Quando se pensa não apenas no caráter atemporal de sentimentos como amor e obsessão, mas na criminalidade infantil e nos casos de pedofilia, envolvendo até membros do clero, percebe-se que é pouco provável que Lolita deixe de ser uma obra atual. E isso é provavelmente a maior conquista a que uma obra de arte pode almejar, pois críticos e opiniões vêm e vão, mas quem dá a última palavra é sempre o tempo. A única maneira digna de terminar essa resenha é lembrar a memorável atuação de Peter Sellers (ou mais uma delas) e dizer que, apesar de ser um dos filmes menos prestigiados do diretor, Lolita tem um mundo a oferecer ao espectador, se ele tiver estômago para embarcar na jornada." [Marcelo Dillenburg, Multiplot]





04. Avatar [James Cameron, 2009] B+ (8.0)
"Todos os clichês existentes na história do cinema aparecem aqui revigorados, como se Cameron desejasse ensinar à maioria de seus colegas cineastas (que parecem totalmente alienados quanto ao mundo em que vivem) que efeitos visuais bem conjugados enxergam no mais clássico dos enredos seu melhor parceiro. Também não surpreende a potência com que o filme se encaminha para seu desfecho, em outra metonímia de Cameron quanto à triste convenção criada pelos “artistas” (Gus Van Sant, Lars Von Trier, David Lynch) do cinema contemporâneo que pensam que todo o filme necessita de um final aberto para ser contemplado. Nada mais careta que isso, afinal. Um filme, assim como toda a obra de arte, já é naturalmente aberto desde sua alvorada." [Pedro Henrique, Tudo é Crítica]

05. Nome Próprio [Murilo Salles, 2007] B+ (8.0)
06. Julie & Julia [Nora Ephron, 2009] B+ (8.0)





07. O Grupo Baader Meinhof [Uli Edel, 2008] B- (7.0)
"Desde o começo do filme, o diretor Uli Edel opta por escancarar sua realidade. [...] O roteiro de Bernd Eichinger e com colaboração do próprio diretor, baseado em livro do jornalista Stefan Aust também não tem pena de ninguém. Além de ser direto, faz questão de mostrar cada personagem como ser humano, não como mártir, e lembra que qualquer ação armada é uma ação terrorista e criminosa, independente de quais são as intenções por detrás delas. Os personagens principais estão muito bem desenvolvidos e mostram suas características em passagens pontuais, como uma sopa de lagosta, um carro rápido, um bebê chorando ou um domingo na praia. O elenco, com grandes nomes do cinema alemão, está confortável, funciona bem e há química entre os protagonistas." [Cecília Barroso, Cenas de Cinema]

08. O Amor Não Tem Regras [George Clooney, 2008] B- (7.0)
“O Amor Não Tem Regras” é o terceiro – e mais charmoso – filme dirigido por George Clooney. O roteiro escrito por Duncan Brantley e Rick Reilly faz muita referência a filmes de comédias antigos e foi esta atmosfera que contagiou todo o trabalho desenvolvido pelo diretor. O longa não vai chamar a atenção do público por causa de grandes atuações. “O Amor Não Tem Regras” tem originalidade e uma reconstituição de época perfeita (com destaque para a trilha sonora de Randy Newman, que é deliciosa de se ouvir). O problema é que o filme tem um roteiro muito falho – talvez isto explique o fato de que a Universal Studios não lançou o longa na época prevista." [Kamila, Cinéfila por Natureza]

09. Desejo e Perigo [Ang Lee, 2007] B- (7.0)
O maior trunfo de Desejo e Perigo, depois da interessantíssima adaptação da obra de Eileen Chag pelos roteiristas James Schamus e Hui-Ling Wang, é o elenco. Tony Leung consegue passar toda a agressividade e a fragilidade escondida de seu personagem e tem um olhar que consegue dizer tudo sem usar as palavras. A novata Wei Tang também não decepciona e se entrega completamente ao papel. [...] Um modo diferente e poético de tratar toda a situação política de um país em um momento de pura tensão. E mais uma prova de que Ang Lee sabe como falar de amor, ainda que platônico ou complicado. [Cecília Barroso, Cenas de Cinema]

10. Amor à Queimarroupa [Tony Scott, 1993] B- (7.0)
11. Enquanto o Sol Não Vem [Agnès Jaoui, 2008] B- (7.0)
12. Chéri [Stephen Frears, 2009] B- (7.0)





13. Nunca é Tarde Para Amar [Amy Heckerling, 2007] C+ (6.0)
14. Domésticas [Fernando Meirelles, 2001] C+ (6.0)





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15. Mandela - A Luta Pela Liberdade [Bille August, 2007] C- (5.0)
Conhecido pelo trabalho na adaptação de “A Casa dos Espíritos”, da escritora chilena Isabel Allende, Bille August realiza um trabalho irregular na direção de “Mandela – A Luta Pela Liberdade”, uma vez que ele não consegue aproveitar de forma adequada a interessante história que tinha em mãos. Outro grande problema do longa são as atuações inexpressivas do elenco principal – a performance mais marcante acaba sendo a participação especial de Faith Ndukwana como Winnie Mandela. [Kamila, Cinéfila por Natureza]

16. A Filha de Gideon [Stephen Poliakoff, 2005] C- (5.0)





17. Atividade Paranormal [Oren Peli, 2009] D+ (4.0)
Atividade Paranormal é o exemplo de mais um longa que sobrevive às custas da curiosidade do espectador. Provavelmente você vai querer vê-lo, mesmo depois de uma enxurrada de críticas negativas. Está na nossa natureza se encantar por este tipo de marketing. Só não crie expectativas, pois acho impossível alguém sair perfeitamente correspondido após o término da sessão. [...] andei lendo por aí algumas críticas, e uma delas aconselhou: “Segure-se na cadeira”. Realmente, é difícil não querer ir embora antes do fim, já que o longa é forte candidato ao título de pior filme de 2009. [Weiner Gomes, A Grande Arte]

18. Encontro de Casais [Peter Billingsley, 2009] D+ (4.0)
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13 de dezembro de 2009

Filmes do Mês | Novembro



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01. 500 Dias Com Ela [Marc Webb, 2009] A- (9.0)
"Grande parte da força da história reside no grande roteiro de Scott Neustadter e Michael Weber, que dá idas e vindas no tempo mostrando diversas fases do casal durante os tais 500 dias. Essa estrutura que por vezes lembra Annie Hall mantém o interesse do início ao fim, fazendo desta uma das experiências mais recompensadoras do ano. Cenas como a da “realidade” versus a “expectativa” sem dúvida serão lembradas por muito tempo. (...) Frequentemente me identifiquei com algumas das situações exploradas pela trama. Talvez certa parcela do público não esteja pronta para isso, mas como na vida real, os romances do cinema nem sempre deveriam ter um final feliz – não que o espectador não saia com um sorriso sincero após o fim da sessão." [Vinícius Pereira, Central de Prêmios]

02. À Deriva [Heitor Dahlia, 2009] A- (9.0)
"(...) se revela como um filme diferente na curta carreira de seu realizador. De imediato, os dois corpos à deriva no mar na cena inicial do longa, ao som da música de Antonio Pinto e da câmera de Dahlia que integra o espectador à mesma sensação, indica uma história pautada principalmente pela relação desses personagens [pai e filha] num ambiente vasto e natural, o qual a fotografia de Ricardo Della Rosa realça com cores vibrantes e forte contraste [mais um contraponto com os longas anteriores de Dahlia, em que a escuridão e cores desbotadas eram dominantes] em composições que valorizam a beleza que a própria locação tem a oferecer. (...) É apenas diferente dos outros filmes de Heitor Dahlia, mas é mais uma prova de que o cinema brasileiro ganhou um artista promissor." [Jeff, Receio de Remorso]





03. O Contador de Histórias [Luiz Villaça, 2009] B+ (8.0)
"O Contador de Histórias emociona e cativa justamente por ter como personagem principal alguém que é gente como a gente e que conseguiu encontrar seu caminho, retribuir a ajuda que recebeu e ser feliz com suas escolhas. Neste sentido, Luiz Villaça acaba sendo o diretor perfeito para este projeto, uma vez que ele é quase expert na transposição de histórias de pessoas comuns, como prova a vasta experiência que ele ganhou no finado quadro “Retrato Falado”, que ia ao ar no Fantástico e era estrelado pela sua esposa Denise Fraga – outros envolvidos no filme, como os roteiristas Maurício Arruda, José Roberto Torero e Mariana Veríssimo eram outros colaboradores do quadro." [Kamila, Cinéfila por Natureza]

04. As Virgens Suicidas [Sofia Coppola, 2000] B+ (8.0)
05. Boy A [John Crowley, 2007] B+ (8.0)
06. Um Grande Garoto [Chris Weitz e Paul Weitz, 2002] B+ (8.0)





07. Amantes [James Gray, 2008] B- (7.0)
"Apesar da mudança do gênero, policial para o drama, James Gray continua no mesmo tema, problemas familiares. (...) Usando uma fotografia em technicolor, o que dá um aspecto envelhecido a película, já que a marca não é usada desde os anos 60, o cineasta intensifica seu desejo de situar o filme num período que ele não pertence, já que a história se passa nos dias atuais. O fato é que James Gray tem talento, sabe como poucos em Hollywood contar uma história densa e profunda usando como pano de fundo qualquer gênero." [Cassiano, Museu do Cinema]

08. Código de Conduta [F. Gary Gray, 2009] B- (7.0)





09. 2012 [Roland Emmerich, 2009] C- (6.0)
"2012 é totalmente frenético a partir dos seus, sei lá, 40 minutos, quando o Cusack vai buscar sua família numa limousine afim de escaparem dos primeiros sinais do desastre, essa sequencia, na minha opinião, é o grande momento do filme, é tão forçada, exagerada, tão… tão… cinema. Pena que as partes que entrecortam as espetaculares sequências de destruição não sejam boas o suficiente pra dar liga ao filme e torná-lo realmente bom, somado a isso a sua duração exagerada (já que grande parte dela é enxertada com os tais bla bla blas) acabam tirando um pouco do divertimento “porralouca” que se espera, mas nada que comprometa a experiência como um todo. Enfim, desligue um pouco esse cérebro aí, compre um sacão de pipoca um refrizão e aproveite o fim do mundo." [Djonata Ramos, ultiplot]

10. A Verdade Nua e Crua [Robert Luketic, 2009] C+ (6.0)





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11. Matadores de Vampiras Lésbicas [Phil Claydon, 2009] C- (5.0)
"As piadas também ficam no limite, com o timing perfeito para não ser exageradamente apelativas, pois apelativas quando se trata de um “pastelão-gore” elas sempre serão. Mas dividindo o filme nesses rótulos, o filme não chega a um bom resultado em nenhuma das duas, talvez pela exagerada dose de cada um deles, principalmente pela inexperiência mostrada por Claydon para domar seu elenco e a narrativa de seu filme. Como diversão o filme serve muito bem, apesar de seu último ato ser exageradamente cansativo e por ser um filme de óbvia resolução, alongar suas amarras é uma idéia que só pode afastar o fio narrativo com a mente do espectador. Mas, se divertir é a palavra de ordem, as vampiras lésbicas servem e bem." [Pedro Tavares, Cinema O Rama]

12. Lua Nova [Chris Weitz, 2009] C- (5.0)
""Lua Nova" é uma continuação inferior que deixa de lado todo o romantismo juvenil e, de certa maneira, poético de "Crepúsculo", com uma narrativa lenta e, por isso mesmo, um pouco ousada para o público que visava, realçando ainda mais o vazio do argumento de toda a saga e a incoerência e ingenuidade na construção de seus personagens. Nesta nova trama vilões apagados são inseridos(um verdadeiro desperdício ter um ator como Michael Sheen tão mal aproveitado), a mitologia do lobisomem é abordada de maneira tão equivocada quanto a do vampiro no primeiro filme e as decisões dos personagens tornam-se tão incompreensíveis quanto a necessidade de Weitz, e espertamente dos produtores, de insistir em transformar a personagem de Kristen Stewart em quase que uma projeção das fãs adolescentes que sonham com Robert Pattison ou Taylor Lautner." [Wanderley Teixeira, Raining Frogs]

13. Terror na Antártida [Dominic Sena, 2009] C- (5.0)
14. Crepúsculo [Catherine Hardwicke, 2008] C- (5.0)
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