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1 de julho de 2008

Caché

Título no Brasil: Caché
País de Origem: França

Gênero: Drama/Suspense

Ano de Lançamento: 2005

Direção: Michael Haneke


Georges Laurent (Daniel Auteuil) apresentador de um programa sobre literatura e Anne Laurent (Juliette Binoche) que trabalha numa editora, um casal bem-sucedido, começam a receber filmagens da própria casa mostrando o cotidiano deles. A primeira mostra apenas a imagem fixa da casa deles. Mas logo elas chegam embrulhadas em desenhos sinistros que ressaltam o vermelho do sangue. Com o passar do tempo o conteúdo das fitas vão mudando, mostrando a casa onde ele cresceu, trazendo à tona a infância, quando os pais dele adotaram Majid (Maurice Bénichou), que era filho dos empregados falecidos. O casal recorre à polícia, que não faz nada, pois não existe uma ameaça concreta. Georges, com medo do que pode acontecer, muda a rotina, investiga por conta própria e além de tudo isso luta para manter os segredos do passado, que pode não resistir ao tempo.


Caché começa de um jeito que torna difícil a interpretação. Mostra os créditos iniciais aparecendo e ao fundo a fachada de uma de classe média. Os minutos passam e as letras dos créditos ainda estão aparecendo uma a uma, o silêncio é desconfortável (coisa que incomoda durante todo o tempo de projeção já que o filme não possui uma trilha sonora), até que a fita é rebobinada e acompanhamos aquela imagem característica de uma fita quando está sendo rebobinada. Esse é sem duvida um dos méritos do filme, a sensação de desconforto. A vontade de saber mais sobre o mistério. O roteiro nos faz criar suposições, que são confirmadas ou negadas no decorrer do filme (nem todas). Mas fica claro que alguém sabe o que está acontecendo à medida que alguns rápidos e discretos flashbacks são mostrados.

Escrito e dirigido por Michael Haneke, Cachê, é um filmes de vários significados para alguns e somente um filme confuso para outros. Mas uma coisa é certa, é muito paciente e tranqüilo, sem pressa alguma, como se o final fosse o que menos importasse tanto que o roteiro deixa em aberto para que possamos pensar tornando seu público ativo à medida que os convida a construir seus próprios significados. Caché é ainda mais intrigante pelo que não diz do que pelo que diz.

Cotação: 8,5
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