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18 de julho de 2009

Talking About Short Films #19 | Especial Wagner Moura

“Carandiru”, “Abril Despedaçado”, “Deus é Brasileiro” e "Tropa de Elite", são alguns dos mais importantes títulos que contam com a participação desse baiano de Rodelas, cidadezinha do interior da Bahia com pouco mais de 6.900 habitantes. Com uma infância tranquila, Wagner saiu de um colégio público para uma escola da elite da Bahia. Depois de muito sofrer por conta de sua timidez, e foi buscando uma turma com a qual se identificasse que ele chegou ao teatro com 15 anos pelas mãos de uma amiga de escola.

Jornalista de profissão, chegou a trabalhar na àrea, mas era a carreira de ator que o atraía. Em 2000 ele saiu da casa dos pais e foi morar no Rio de Janeiro devido a montagem da peça "A Máquina", de João Falcão, época na qual ele morou com Lázaro Ramos e Vladimir Brichta. Do teatro para as telonas e das telonas para a tv. Tudo foi apenas questão de tempo. Atualmente, após vários prêmios de crítica e público, tanto na TV quanto no Cinema, ele voltou ao seu lugar de origem. Pode ver visto nos palcos fazendo "Hamlet".

Além de peças, trabalhos na tv e longas, Wagner ainda contribuiu com alguns curtas durante sua carreira. E são eles que divulgo aqui hoje no blog.

Pop Killer - 1998


SINOPSE: Escrito e dirigido por Victor Mascarenhas, neste video, Wagner Moura interpreta um agente que está em busca de um novo famoso. A sua proposta para o novo famoso, interpretado por Luis Carlos Pinduka, é que ele cometa um homicídio em troca da fama instantânea.



Rádio Gogó [parte 1] - 1999


Rádio Gogó [parte 2] - 1999


SINOPSE: Um filme de José Araripe Jr. A paixão de Gogó (Caco Monteiro) por futebol não tinha limite. Sua vida era narrar partidas de futebol de bairro, nos "futebolês", os babas de rua. Sonhava em ter sua própria rádio, a Rádio Karioca, mas seu veículo mesmo era uma kombi. Depois de narrar espetacularmente a final da copa de 94, onde o Brasil sagra-se campeão, Gogó revela um segredo mantido a sete chaves, desde 1970



Desejo [parte 1] - 2005


Desejo [parte 2] - 2005


SINOPSE: Escrito e dirigido por Anne Pinheiro Guimarães, Desejo é uma história poética e bem humorada de Atanásio José da Conceição Silveira, 30 anos, porteiro de um prédio em Copacabana, que um dia, olhando para o teto de seu alojamento vê uma imagem, mas não sabe interpretar ao certo o que ela significa.Confuso, Atanásio busca desesperadamente a resposta para a pergunta que sua peculiar revelação despertou: o que eu quero?



Ópera do Mallandro [parte 1] - 2007


Ópera do Mallandro [parte 2] - 2007


SINOPSE: O filme conta a história de um garoto que precisa escrever uma redação em apenas 15 minutos para sua última prova de recuperação.



Blackout - 2008


SINOPSE: Dois assessores parlamentares entram em uma sala em reforma na Assembléia Legislativa para fumar um baseado no final do expediente de sexta-feira. De repente, acontece um blackout e os dois ficam presos na sala escura. De Daniel Rezende



Enjoy! ;)
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27 de junho de 2009

Cine News #5 | Especial Selton Mello

Overdose de Selton Mello
Tudo começou com "Uma Escola Atrapalhada", filme de Del Rangel, co-escrito por Renato Aragão e com a participação da Angélica. Essa foi a primeira vez que vimos o Selton Mello nos cinemas. Mas foi 10 anos depois que aconteceu a 'explosão' dele nos cinemas e de 2000 pra cá o ator participa de pelo menos 1 filme por ano. Em 2000 foi o "O Auto da Compadecida", que era pra ter sido apenas uma minissérie da Globo mas fez tanto sucesso que acabou ganhando versão para o cinema. Acontecimento que se repetiu em 2001 com a minissérie "Caramuru - A invenção do Brasil". Nesse mesmo ano ele ainda protagonizou o poético "Lavoura Arcaica", pra mim um dos melhores e mais bonitos filmes nacionais já feito e a melhor atuação do Selton Mello, até então, e que inclusive lhe rendeu a primeira de 4 indicações do Grande Prêmio Cinema Brasil. (lembrando que ainda não vi "Garotas do ABC" que há quem diga que é a melhor atuação dele). Em 2003 ele participou do primeiro filme do Guel Arraes que foi feito especificamente para o cinema, "Lisbela e o prisioneiro".

Em 2004 ele contribuiu com os filmes "Garotas do ABC" e "Nina". Em 2005 ele apareceu na comédia "O coronel e o lobisomem", 2006 no drama "Árido movie" e em 2007 no elogiado "O cheiro do ralo", pra mim o segundo melhor trabalho do ator. No ano passado o Selton foi o protagonista de "Meu Nome não é Johnny" e participou do filme "Os Desafinados", que ainda conta com Rodrigo Santoro e Cláudia Abreu. Mas foi em 2009 que aconteceu a tal 'overdose'. Achando pouco o lançamento de "A Mulher Invisível" no dia 05 de Junho, os produtores de "Jean Charles" e "A Erva do Rato" resolveram lançar os dois filmes no mesmo dia. Ontem, dia 26 de Junho. O primeiro chegou nos cinemas de quase todo o país e o segundo se limitou aos cinemas de Rio e Sampa, mas logo deve chegar em outras capitais.

Ele falou recentemente sobre toda essa exposição que está acontecendo com ele e disse ao G1 que essa overdose foi tudo que ele sempre tentou evitar, mas que por um lado seria bom, porque logo logo passa e ele fica sem fazer nada por um tempo. Mas vai demorar um pouco até que esse tempo em que ele está 'sem fazer nada' se reflita nas telonas, já que o processo de produção de um filme é demorado e vários trabalho que ele já finalizou ainda nem foram lançados. Um exemplo disso é o "Federal", de Erik Castro, que deve ser lançado ainda em setembro desse ano e contará a história de um perigoso traficante que se instala em Brasília, capital federal e para pegá-lo, a polícia fará o que for preciso.


Selton Mello e Otávio Muller em "Reis e ratos"

No próximo ano ele ainda deve voltar com mais dois filme, "Lope de Vega" novo filme do Andrucha Waddington, que ainda conta com Sônia Braga. Deve ser lançado no segundo semestre do próximo ano. E com "Reis e ratos", nova parceria com Mauro Lima, diretor de “Meu nome não é Johnny”, que conta ainda com a participação de Rodrigo Santoro, Cauã Reymond e Otávio Muller. Esse foi, inclusive, o trabalho mais recente dele. Filmado em apenas 17 dias e com uma pré-produção de apenas 3 semanas, o longa sofreu com as limitações na verba mas mesmo assim conseguiu ser finalizado com a ajuda e compreensão de toda a produção inclusive dos atores que aceitaram receber à prazo. “Reis e ratos” é sobre um agente da CIA enviado ao Rio de Janeiro que, depois de beber chope, experimentar pastel de camarão e se casar com uma brasileira, não quer mais voltar aos Estados Unidos.



E por falar em A Erva do Rato...
O filme que já passou pelo Brasil no ano passado (nos festivais de cinema do Rio e de São Paulo), trata-se de uma adaptação livre de dois contos de Machado de Assis, "A Causa Secreta" e "Um Esqueleto". Como disse o diretor Júlio Bressane (Cleópatra) o filme "não é uma adaptação de Machado de Assis, e sim uma tradução em imagens de seu espírito". Com a ajuda da Rosa Dias na direção, Bressane funde dois elementos dos contos Machadianos: a relação do homem com a morte e a incompreensível relação que esse estabelece com os animais. No filme, Ele (Selton Mello) e Ela (Alessandra Negrini) caminham por um cemitério à beira-mar onde Ela passa mal e desmaia. Ela, professora, com o pai morto há apenas três dias, não tem mais ninguém no mundo e diante de tal situação, Ele se propõe a cuidar dela enquanto for vivo. Este é o início de uma estranha relação. O filme chegou a ser exibido no 65o Festival de Veneza na seção "Orizzonti", que contou com a presença dos diretores e da atriz Alessandra Negrini. Pelo que se sabe, cerca de 200 lugares estavam ocupados, e pouca gente deixou a sessão antes do final do filme.

Falei espicificamente desse filme pra dizer que sou fã dos contos de Machado de Assis e sempre que leio fico com vontade de assistir aquilo que acabei de ler. O jeito como ele escreve atrai de tal forma que parece ter sido feito justamente para um adaptação. Seja teatral ou cinematográfica. Penso, e espero, que muitos cineastas brasileiros passem a explorar mais o potencial da literatura Machadiana que merecer ser não só lida mas também assistida.



Bônus: Pra nao dizer que nao falei das flores.
Pra não ouvir 'reclamação' (até parece rsrs) do tema limitado desse post, que aliás era pra ter sido sobre o cinema brasileiro e não apenas sobre o Selton Mello, resolvi acrescentar esse filme que me chamou atenção pela trama inusitada.

Na minha pesquisa para o post vi que segundo o imdb o Selton Mello teria participado do filme "Reflexões de um Liquidificador", mas que segundo a continuação da minha pesquisa ele não está no longa que conta a história de um liquidificador que pensa e conversa com sua proprietária, Elvira, uma senhora já da terceira idade. Logo descobrimos que os dois, Elvira e liquidificador, são cúmplices de um crime: o assassinato de Onofre, o marido de Elvira, que depois foi moído no liquidificador. Num tom de humor negro e sarcasmo, ficamos conhecendo como o liquidificador adquiriu vida, ao ser reformado por Onofre, quando o casal era dono de um pequeno bar, a Vitamina da Elvira. A história do casal é intercalada com o medo que Elvira tem de ser descoberta pela polícia, e o aconselhamento e reflexões do sábio eletrodoméstico.

Filmado em seis semanas e um dia, o longa tem roteiro de José Antônio de Souza. O filme é dirigido por André Klotzel e conta com as participações de Ana Lucia Torre, Germano Haiut, Aramis Trindade, Fabiula Nascimento, Marcos Cesana, Gorete Milagres e Zé carlos Machado. Essa foi a primeira vez que o diretor André Klotzel filmou o roteiro de outra pessoa. O filme está em fase de pré-produção e ainda sem data de estréia.
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9 de junho de 2009

A Mulher Invisível

Título Original: A Mulher Invisível
País de Origem: Brasil
Gênero: Comédia Romântica
Ano de Lançamento: 2009
Direção: Cláudio Torres

Escancaradamente inspirado nas típicas comédias românticas americanas, “A Mulher Invisível”, dirigido e roteirizado pelo Cláudio Torres, conta a história de Pedro (Selton Mello), um controlador de trânsito do Rio de Janeiro que acreditava no amor eterno até levar um pé na bunda da esposa após seis anos de casamento. 


Passados três meses de depressão e isolamento, ele é praticamente forçado, pelo melhor amigo Carlos (Vladimir Brichta), a sair em busca de novos relacionamentos. É justamente nessa época em que bate na porta dele a idealização da mulher perfeita para ele: a Amanda (Luana Piovani), sua nova vizinha. Linda, inteligente, carinhosa, sensível, uma amante ardente que gosta de futebol e que ainda releva o ciúme.

Não deu outra, Pedro se apaixona por aquela quase deusa da perfeição que tinha apenas um defeito, não existir.

O elenco do filme está inspirado, Selton Melo, presença garantida em vários excelentes filmes brasileiros, dispensa comentários, sempre bem em tudo o que se dispõe a fazer, entrega aqui mais uma excelente atuação. O Brichta e a Maria Manoella, que também faz o papel de uma vizinha do Pedro, entregam atuações corretas e na medida e a Luana apesar de não ser uma atriz de muitos recursos, não compromete o longa e foca mesmo na exploração da sua sensualidade e da sua beleza.

Porém que realmente rouba a cena nas poucas vezes que aparece é a Fernanda Torres, apesar do papel pequeno ela consegue deixar sua marca no filme, a cena final no restaurante foi praticamente toda impulsionada pela personagem dela. E btw, melhor cena do filme.

O roteiro do filme é bastante simples e tem claras inspirações nas comédias “O Amor é Cego” e “Mais Estranho que a Ficção”. Do primeiro troque a mulher gorda/magra por uma invisível, em situações parecidas como uma ida ao cinema, um jantar num restaurante e até uma visita a empresa onde ele trabalha. Os momentos são praticamente os mesmos, o estilo de narrativa é praticamente o mesmo e até o recurso usado é parecido. E só pra deixar claro não vejo problema nenhum nisso.

Do segundo troque apenas uma voz, por uma “pessoa de verdade”, que apesar de não existir interage de todas as formas possíveis com ele. E acrescente ainda o fato de que ele escreve um livro narrando a experiência vivida por ele mesmo e troque a ideia de que ele ainda viverá o que escreveu (o que acontece em “Mais Estranho que a Ficção”) pelo fato de que aqui ele vai apenas viver de novo o que já viveu.

É um roteiro interessante do ponto de vista narrativo, pela simplicidade já citada, pelo jeito descontraído que aborda a desilusão amorosa e talz, mas passados 40 ou 50 min de projeção o ritmo começa a ficar lento e o tempo começa a se arrastar. Daí pro final eu só ficava esperando pelo desfecho daquela confusão toda que parecia demorar demais pra aparecer. Não que o filme estivesse ruim, não estava.

Mas é que parecia que já tinha dado tudo que tinha que dar e que pra independente do rumo que tomasse dali pra frente, seria em vão. Pra mim esse foi o ponto fraco do filme, devia ter sido um pouco mais enxuto. Mas em todo caso vale a pena pelo elenco interessante e pelo clima hollywoodiano do filme. Desnecessário? Talvez! Mas o Cláudio Torres soube desenvolver bem esse aspecto, que até onde eu soube foi de propósito, e por isso até merece ser apreciado.

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15 de maio de 2009

Talking About Short Films #17 | Cartas da Mãe

Henrique de Sousa Filho, a.k.a. Henfil, foi um cartunista, quadrinista, jornalista e escritor brasileiro que ficou marcado por sua atuação nos movimentos sociais e políticos brasileiros. Estreou em 64 na revista "Alterosa" e já em 65 passou a colaborar com o jornal "Diário de Minas", tendo seu trabalho também publicado no "Jornal dos Sports" do Rio de Janeiro, e nas revistas "Realidade", "Visão", "Placar" e "O Cruzeiro". Mudou-se para o Rio, onde, em 69, passou a trabalhar no "Jornal do Brasil" e no jornal "O Pasquim". Com a censura dos meios de comunicação, e os órgãos de repressão prendendo e torturando os "subversivos", Henfil lançou a revista "Fradim" pela editora Codecri, que tornou seus personagens conhecidos. Além dos fradinhos Cumprido e Baixim, a revista reuniu a Graúna, o Bode Orelana, o nordestino Zeferino e, mais tarde, Ubaldo, o paranoico.


Assim como seus irmãos Betinho e Chico Mário, Henfil era hemofílico, e após uma transfusão de sangue acabou contraindo o vírus da AIDS e faleceu vítima das complicações da doença no auge de sua carreira, com seu trabalho aparecendo nas principais revistas brasileiras e quando o regime ditatorial que ele tanto combatia estava chegando ao fim.

O curta da vez chama-se "Cartas da Mãe" e é uma crônica sobre o Brasil dos últimos 30 anos contada através das cartas que o cartunista escreveu para sua mãe, Dona Maria. Estas cartas, publicadas em livros e jornais, são lidas pelo ator e diretor Antônio Abujamra enquanto desfilam imagens do Brasil contemporâneo. Política, cultura, amigos e amor são alguns dos temas que elas evocam, criando um diálogo entre o passado recente do Brasil e nossa situação atual. Artistas, políticos e amigos de Henfil, entre eles o atual Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, o escritor Luis Fernando Veríssimo, os cartunistas Angeli e Laerte e o jornalista Zuenir Ventura, falam sobre a trajetória do cartunista dos anos da ditadura militar até sua morte.

Animações inéditas de seus cartuns complementam o documentário.


Cartas da Mãe (1 - 3)


Cartas da Mãe (2 - 3)


Cartas da Mãe (3 - 3)



Diretor: Fernando Kinas, Marina Willer
Roteiro: Fernando Kinas, Marina Willer
Gênero: Documentário
Ano: 2003
Duração: 28 min
País: Brasil


Narração: Antônio Abujamra
Depoimentos: Luis Fernando Veríssimo, Angeli, Frei Betto, Gilse Cosenza, Iza Guerra, Laerte, Luiz Inácio Lula da Silva, Zuenir Ventura, Ivan Cosenza de Souza


Ficha Técnica
Co-produção: Gabriela Hahn
Edição: Fernando Kinas, Marina Willer, Luis Mattos
Som Direto: Chico Borôro, Renato Callaça
Direção de Arte: Marina Willer
Animação: Laurent Cardon
Trilha original: André Abujamra
Edição de som: Armando Torres Júnior, Alexandre Sobral
Direção de produção: Paula Madureira
Produção Executiva: Carla Schertel
Direção de Fotografia: Heloisa Passos
Realização: Fernando Kinas, Marina Willer, Trattoria di Frame
Produtora Associada: Maquina Produções


Prêmios
Prêmio aquisição Canal Brasil no Festival de Brasília 2003
Melhor Curta - Júri Popular no Festival Internacional de Curtas de São Paulo 2003
Prêmio Especial do Júri no Festival Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira 2003


Festivais
Festival do Rio BR 2003
Goiânia Mostra Curtas 2003
Brasil Documenta 2003
Festival do Filme Documentário e Etnográfico de Belo Horizonte 2003
International Short Film Festival Évora 2003
Mostra BR de Cinema de São Paulo 2003
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3 de março de 2009

Talking About Short Films #14 | Glicério s/n

Glicério s/n:
Sinopse - "Quebrando estigmas e preconceitos, esse documentário procura analisar os caminhos de saída encontrados pela população de rua. Tomando como base o bairro do Glicério entrevistamos pessoas desde o nível da situação de rua até ex-moradores para melhor entendermos suas necessidades e dificuldades".


Glicerio Without Number from Matheus Siqueira on Vimeo.

Direção: Matheus Siqueira
Ano: 2008
Duração: 8'30''
País: Brasil
Som: Cléderson Perez
Fotografia Still: Fernando Borges

O Matheus Siqueira, diretor desse documentário curta-metragem, tem 20 anos e ingressou na vida profissional assim que acabou o Ensino Médio, a experiência dele com o trabalho se divide em dois campos: redes de lanchonetes fast-food, que lhe deu sólidos fundamentos para montar um sanduíche e diferenciar um Latte de um Capuccino; e a área de vídeo para internet, onde ele mantém um videocast, chamado chamado éoqhá, há quase 4 anos. Dei uma olhada e posso garantir que é coisa de qualidade, viu?! Acessem!

Bom, além disso ele é estudante do 5º semestre de jornalismo e nas férias aproveito para fazer cursos de cinema e filmar os projetos. Conheci o Matheus através do Twitter e conversando com ele por lá mesmo fiquei sabendo que ele tinha dirigido esse curta que estava concorrendo em um festival, chamado Babelgum Online Film Festival e que foi criado com a participação direta do Spike Lee. Como eu tenho essa coluna sobre curtas aqui no blog, me ofereci para divulgá-lo, e como ele concordou, aproveitei para fazer algumas perguntinhas sobre o trabalho dele.

[Talking About Movies] De onde surgiu a idéia do documentário?
[Matheus Siqueira] Pessoalmente faço um documentário ou um curta sobre algum tema para conhecer mais sobre algo que não sei. No caso dos moradores de rua, sempre os vi pela cidade e tentava entender os motivos que os levaram a rua, preocupações, modo de vida, problemas etc. Então tive a idéia de fazer um videocast apenas para mostrar as histórias dessas pessoas, mas o projeto ficou em espera por falta de dinheiro e de uma equipe que se animasse com a idéia. Um dia saindo do Masp comprei a revista Ocas e li sobre o bairro do Glicério, o lugar com maior concentração de moradores de rua de São Paulo. Peguei o metrô e fui direto para o Glicério para tentar fazer um documentário sobre o bairro. Como não conhecia nada fiquei meio perdido, mas perguntando aos moradores de rua achei uma ONG (Minha Rua Minha Casa) debaixo da ponte do Glicério. Lá eles me indicaram outra ONG que por sua vez me indicou mais uma ONG, que por sua vez me indicou um albergue. No final de uma tarde descobri que o bairro além de concentrar a maior população sem-teto de São Paulo também contém todas as etapas para eles saírem da rua. Primeiro uma ONG que dá almoço e ajuda eles a se organizarem, depois o albergue, lá ele pode conseguir um trabalho. Após ter uma pequena renda vai para a moradia provisória, e daí com um endereço fixo é mais fácil conseguir um trabalho com carteira assinada e sair da rua. E toda essa escada em apenas algumas quadras de distância. A idéia de dormir no albergue surgiu aqui, não tínhamos dinheiro e dormindo lá estaríamos perto de tudo que precisávamos documentar.

[Talking About Movies] Fale um pouco sobre essa experiência de conviver com os mendigos no albergue. E em que isso ajudou no curta.
[Matheus Siqueira] Dormir com os moradores no albergue foi o que mais marcou nosso documentário, lá no conhecemos realmente a realidade, os funcionários do albergue chegaram a fazer uma aposta que não chegaríamos ao final [risos]. O albergue é um local limpo e bem cuidado se você levar em conta que eles recebem muito pouco para manter aquilo aberto. O maior problema é no convívio com os moradores de rua, é comum haver violência, roubo, homossexualismo nos chuveiros, drogas etc. Foi justamente nossa exposição ao que eles passam diariamente que fizeram com que eles se abrissem conosco. Era na janta que ouvimos os verdadeiros problemas para arrumar um emprego, fui no pátio a noite que um poeta nos cantou sua música, e as quatro e meia da manhã que vimos a rotina de alguns acordarem de madrugada para carregaram caixas no mercadão. Após dois dias conversando com ele, conhecemos quase todos que moravam debaixo da ponte do Glicério e nos arredores. Isso ajudou muito a convencer os traficantes do local que não estávamos interessados em denunciar nada e apenas falar com os moradores de rua, o que nos salvou algumas vezes de sermos roubados. Ajudou muito nas entrevistas, eles falaram coisas tão íntimas que poderiam denunciar a si mesmos.

[Talking About Movies] Qual o seu principal objetivo com a realização desse projeto?
[Matheus Siqueira] O objetivo inicial era ajudar os moradores de rua mostrando que eles não são passivos no que diz respeito àquela situação e que muitos lutam para sair da rua, aproveitando as poucas oportunidades que a sociedade oferece. Após o final das filmagens minhas dúvidas, se realmente ajudaria eles ou estava apenas explorando pobreza, aumentaram e agora estou mais cético quanto as reais mudanças que o documentário trará. Acredito que o que mais valeu a pena foi a valorização da voz de alguém que nunca teve voz. Pode parecer irrisório, mas colocar uma câmera e um microfone em frente a alguém significa que o que eles falarem tem importância, nem que seja só para você. Todos os entrevistados perceberam que estávamos interessados nele e não na imagem deles, tanto é que acabaram se abrindo para recém-conhecidos.

[Talking About Movies] Qual a maior dificuldade na produção do curta?
[Matheus Siqueira] A segurança dos equipamentos e apenas filmar aqueles que concordaram e assinaram o termo de cessão de imagem. Os moradores do Glicério estão acostumados a serem explorados pela mídia, que pegam as imagens deles sem autorização e expõem nos jornais. A princípio ninguém queria ser filmado e só depois de conversarmos e perceberem que não estávamos lá para explorar é que concordaram em falar. Aqui ter dormido com eles ajudou muito, vários nos reconheceram do albergue e perceberam que não éramos a grande mídia.

[Talking About Movies] Como foi o processo de indicação para o 2n Babelgum Online Film Festival?
[Matheus Siqueira] O Babelgum Online Film Festival foi criado com a participação direta do Spike Lee. A idéia é que seja um local exlusivamente de bom material independete. Funciona de modo muito simples, por volta de novembro do ano passado as inscrições foram abertas e terminaram acredito que em janeiro. Foi quando começou a segunda fase, que é a parte das votações, os mais votados de cada categoria (Curta, animação, mini-curta, documentário) vão para as finais aonde os juízes irão escolher o melhor. Essa parte da votação aberta ao público vai de fevereiro até abril. E a premiação ocorre no Festival de Cannes, cada vencedor leva US$ 270.000. No site e no blog explica direitinho: http://www.babelgum.com/online-film-festival/

[Talking About Movies] Esse é o primeiro festival que você participa?
[Matheus Siqueira] Já tive outros curtas que participaram de outras formas em alguns festivais. Como no Festival de 5min da Bahia, no Gasteig Open Video Fest - Munique, Alemanha e na Mostra do Filme Livre 2009

[Talking About Movies] De onde vem a sua inspiração?
[Matheus Siqueira] O trabalho do Kieslowski foi a o empurrão final para entrar de vez no mundo do cinema. Seu trabalho na "Trilogia da Cores" foi o que primeiro assisti, mas o que realmente gostei foi a discussão religiosa que ele traz nos dez filmes do "Decálogo". Por achar o cinema europeu mais tangível para minha realidade como independente, estou no metade da filmografia do Truffaut e procurando avidamente terminar os "Contos Morais" do Eric Rohmer. Mais recente descobri o Wong Kar Wai e seu modo intimista de filmar e mostrar uma China complexa e profunda. Na área de documentários estou mais atrasado que de filmes, ainda estou por assistir a algum trabalho do Eduardo Coutinho. Aprecio muito os trabalhos do João Moreira Salles e a sobriedade que ele trata os assuntos, o lirismo nos documentários de Cao Guimarães, e sou fortemente influenciado pela linguagem do "Homem e uma câmera" de Dziga Vertov.

[Talking About Movies] Como você vê o cinema brasileiro atualmente?
[Matheus Siqueira] Recentemente li um produtor americano dizer que Hollywood parou de contratar novos diretores americanos para pagar diretores já consolidados em países aonde o estado financia os filmes (link para a matéria). Vejo o Brasil como um berço de grande diretores e muita criatividade - financiado pelo editais talvez? -, que estão chegando na maturidade de suas carreiras e fazendo o Brasil ser reconhecido pelo cinema. Fora os renomados diretores brasileiros, infelizmente há muitos filmes ótimos que por falta de financiamento, distribuição, propaganda não chegam ao grande público e nem mesmo ao nicho de cinéfilos fora das grandes cidades.

[Talking About Movies] Qual seria a maior dificuldade de fazer cinema no Brasil?
[Matheus Siqueira] Acho que o problema de todos é conseguir dinheiro ou editais que dão chance para pequenas produtoras. Agora, o que acredito ser o maior problema é divulgar depois. Se luta para conseguir dinheiro para produzir e uma vez pronto é necessário a mesma quantidade de dinheiro para fazer seu filme ser visto. Tem os gastos da cópia em 35mm para passar em mais de um cinema ao mesmo tempo, os gastos de publicidade, etc.

[Talking About Movies] E sobre novos projetos, o que podemos esperar do Matheus em 2009?
[Matheus Siqueira] Uma importante e inovadora produtora brasileira se interessou pelo documentário e estamos a caminho de lançar um longa do "Glicério s/n", como temos 15h de entrevista temos material suficiente para fazer, só estou emperrado é em como organizar esse material. Fora isso, estarei passando esse ano em Beirut (Líbano) trabalhando para uma TV Árabe, pretendo aproveitar para fazer experimentos na área de seriados feitos para internet, há um roteiro realista-ficcional que já estamos produzindo. O primeiro episódio, que começa aqui no Brasil, deve sair até o final do mês.

[Talking About Movies] Você pretende seguir carreira na área de cinema?
[Matheus Siqueira] Sim, uma vez que você comecei a fazer meus próprios filmes não me vejo em outra área.

[Talking About Movies] Alguma possibilidade do nome “éoqhá” dar origem a uma produtora, talvez?
[Matheus Siqueira] Estamos planejando isso e procurando meios para fazer o investimento inicial.


Então é isso! Obrigado ao Matheus pela colaboração com o blog. Esperamos que dê tudo certo com os novos projetos e lá no Festival também, claro! Estamos esperando agora a série pra internet, por que a gente também adora séries!

E você, querido leitor, que curtiu a entrevista com o Matheus, não deixem de assistir o Documentário Curta-Metragem, e aproveitar para dar uma forcinha a esse ótimo trabalho que está representando tão bem o nosso país! Para saber como votar, acesse esse link que lá explica tudo direitinho: http://eoqha.net/editoriais/vote/


As fotos que ilustram o post são de Fernando Borges.
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27 de janeiro de 2009

Talking About Short Films #11 | Os Filmes que Não Fiz

"O Zélvis não Morreu, por exemplo, eu ainda não fiz porque não cheguei em um acordocom o Abud, a pessoa que trabalhou comigo no roteiro".



Assim como "Balada das Duas Mocinhas de Botafogo", que você vê clicando aqui, o curta de hoje eu não encontrei no youtube. Pelo menos não o curta completo, encontrei apenas o trailer que está aí em baixo. Porém o curta pode ser assistido na íntegra gratuitamente no site Porta Curtas, quem tiver interesse, clique no link abaixo para ser redirecionado diretamente para a página do curta no site.



Gilberto Scarpa é o diretor do curta de hoje que se chama "Os Filmes que Não Fiz". Nos moldes dos documentários em que diretores de cinema famosos falam de seus filmes, com o respaldo de comentários de grandes atores hollywoodianos sobre seu talento e genialidade, "Os Filmes que não fiz" mostra de forma divertida e cínica a filmografia de um realizador completamente desconhecido que tem muitos projetos e roteiros, mas não tem nenhum filme produzido. Quando eu vi o trailer achei a idéia simplesmente genial, daquele tipo que dá vontade que o idealizador tivesse sido nós mesmo, sabe? O curta tem humor na dose certa e a idéia de produzir dentro do próprio curta trechos dos filmes que não foram produzidos pelo 'diretor' desconhecido só deixou a coisa ainda mais interessante! Mas enfim, vejam e tirem suas próprias conclusões.

"Os Filmes que Não Fiz - Promo" (para ver o curta completo clique em 'assista' ali em cima)

Direção: Gilberto Scarpa
Roteiro: Cristiano Abud e Gilberto Scarpa
Ano: 2008
Duração: 16 min
País: Brasil

Elenco: Adriano Falabella, Ana Luísa Alves, Cynthia Falabella, Douglas Lee, Fernando Filizzol, Geraldo Carrato, Inês Peixoto, João Flores, Léo Quintão Luiz, Maurício Tizumba, Nadia Maria, Nivaldo Pedrosa, Raquel Medeiros, Renato Parara, Rogério Fallabela Teuda Bara.

Ficha Técnica
Produção: Abuzza Filmes
Fotografia: Luis Abramo
Direção de Arte: Alonso Pafyeze
Trilha original: Ronaldo Gino
Som: Gustavo Campos
Edição de som: Meios e Mídia
Direção de produção: Giselle Bossi
Produção Executiva: Guilherme Fiúza e Cristiano Abud
Montagem: Gilberto Scarpa

Prêmios
Melhor Curta - Júri Popular no Brazilian Film Festival of Toronto 2008
Melhor Curta 35mm no Cine PE 2008
Melhor Direção de Arte no Cine PE 2008
Melhor Direção de Arte no Curta Canoa 2008
Melhor Curta-metragem Brasileiro - Júri popular no Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte 2008
10 Melhores Curtas Brasileiros do Público no Festival Internacional de Curtas de São Paulo 2008
Menção Honrosa ABD&C - SP no Festival Internacional de Curtas de São Paulo 2008
Prêmio aquisição Canal Brasil no Festival Internacional de Curtas de São Paulo 2008
Prêmio Espaço Unibanco no Festival Internacional de Curtas de São Paulo 2008
Melhor Direção de Arte no Mostra Londrina de Cinema 2008
Melhor Curta - Júri Popular no Primeiro Plano - Festival de Cinema de Juiz de Fora 2008
Melhor Montagem no Primeiro Plano - Festival de Cinema de Juiz de Fora 2008


Melhor Roteiro no Primeiro Plano - Festival de Cinema de Juiz de Fora 2008
Melhor Trilha Sonora no Primeiro Plano - Festival de Cinema de Juiz de Fora 2008
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14 de janeiro de 2009

Talking About Short Films #10 | Café com Leite


É dificil a gente se acostumar quando as coisas mudam,mas no fim, sei lá...


Vencedor do Urso de Cristal na competição 'Generation 14plus' do Festival de Berlim no ano passado, "Café com Leite" conta a história de Danilo, que não vê a hora de sair de casa, ganhar liberdade e cuidar da própria responsabilidade. Seu namorado, Marcos, é o maior entusiasta da idéia, inclusive o convida para juntos viajarem em lua-de-mel. Quando os planos deles para o futuro mudam, novos laços entre Danilo, Marcos e Lucas (irmão mais novo do Danilo) são criados. Entre videogames e copos de leite, dor e decepção, eles precisam aprender a viver juntos.

Um curta simples porém muito bem feito. A produção do curta é simplesmente espetacular. A direção do Daniel Ribeiro é segura, a fotografia é de muito bom gosto e a trilha sonora então nem se fala. É quase um personagem do curta, dando o tom de melancolia que o roteiro pede. Roteiro que por sinal soa muito natural, diante do tema que é um pouco complicado de ser retratado. Se bem que o drama central acaba nem sendo a relação homossexual, o que descomplica um pouco as coisas, mas não diminui o mérito da naturalidade na relação entre os três, que é o foco do enredo. Parabéns a toda a produção do curta mas principalmente ao Thiago Chasseraux que cuidou da música, ao Pierre de Kerchove que tratou da fotografia, esses foram os dois elementos que mais me encantaram no projeto de Daniel Ribeiro, talvez por não ser comum um curta com esses dois elementos bem trabalhados. Enfim, assistam.


Café com Leite [Parte 1]


Café com Leite [Parte 2]


Direção e Roteiro: Daniel Ribeiro
Ano: 2007
Duração: 18 min
País: Brasil

Elenco: Daniel Tavares, Diego Torraca, Eduardo Melo.
Casting by Alice Wolfenson

Ficha Técnica
Produção: Diana Almeida e Hugo Kenzo
Fotografia: Pierre de Kerchove
Edição: Rafael Gomes
Música: Thiago Chasseraux
Direção de Arte: Mônica Palazzo
Assistente de Direção: Carol Alckmin e Tati Fujimori
Som: Vinícius Casimiro
Edição de Som: Simone Alves e Daniel Turini
Mixagem de Som: André Tadeu
Camera: Samira Alves
Figurino: Flávia Fernandes

Prêmios
Prêmio Lente de Cristal de Melhor Curta-Metragem no Brazilian Film Festival of Miami 2008
Melhor direção no Curta Santos 2008
Urso de Cristal no Festival de Berlim 2008
Prêmio aquisição Canal Brasil no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro 2007
Melhor Ator no Festival de Cinema de Campina Grande 2008
Melhor direção no Festival de Cinema de Campina Grande 2008
Melhor Filme no Festival de Cinema de Campina Grande 2008
Melhor Filme de Ficção no Festival de Cinema de Campina Grande 2008
Melhor Roteiro no Festival de Cinema de Campina Grande 2008
Melhor direção em Curta-Metragem no Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá 2008
Prêmio Porta Curtas no Festival do Rio 2008
Menção especial no Festival Internacional de Cine y T.V. de Cartagena 2008
Melhor Roteiro no Festival Internacional de Cinema de Itu 2008
Os 10 Mais - Escolha do Público no Festival Internacional de Curtas de São Paulo 2008
Prêmio Moviemobz no Festival Internacional de Curtas de São Paulo 2008
Melhor Ator no Festival Paulínia de Cinema 2008
Melhor direção no Festival Paulínia de Cinema 2008
Prêmio VIVO Audiovisual - Melhor Curta-Metragem no Florianópolis Audiovisual Mercosul 2008
Prêmio Revelação no For Rainbow - Festival de Cinema da Diversidade Sexual 2008
Melhor Curta - Júri Popular no LesGaiCineMad - Espanha 2008
Diploma Especial - Sunny Bunny no Molodist - International Short-Film Festival - Kiev 2008
Melhor Curta - Júri Popular no Torino Film Festival 2008

Festivais
Cine PE 2008
Cineme-SE 2008
Curta Cinema - Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro 2008
ENTRETODOS - Festival de Curtas-Metragem de Direitos Humanos 2008
Festival Cinema de Arte de Salvador 2008
Festival Cinematográfico Int. del Uruguay 2008
Festival de Cinema Agulhas Negras 2008
Festival de Cinema de Campo Grande 2008
Festival de Cinema de Maringá 2008
Festival Guarnicê de Cinema do Maranhão 2008
Festival Internacional de Cinema de Paraty 2008
Festival Internacional de Cinema em Guadalajara 2008
Festival Internacional de Jovens Realizadores 2008
Festival Mix Brasil 2008
Goiânia Mostra Curtas 2008
InDPanda International Short Film Festival - Hong Kong 2008
Inside Out Film Festival 2008
Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul 2008
Mostra Curta Pará Cine Brasil 2008
Mostra de Tiradentes 2008
Mostra Londrina de Cinema 2008
NY LGBT Film Festival 2008
Pink Apple - Suiça 2008
Q! Film Festival - Indonésia 2008
Rencontres Cinemas Amérique Latine de Toulouse 2008
Schwulen Filmwoche - Alemanha 2008
The San Francisco Int'l LGBT Film Festival - EUA 2008
Vitória Cine Vídeo 2008
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