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15 de janeiro de 2015
Veja lista de indicados ao Oscar 2015
"Birdman ou (A inesperada virtude da ignorância)" e "O grande hotel Budapeste" foram os grandes nomes da lista e apareceram com como nove indicações cada, incluindo melhor filme. Cerimônia de entrega acontece no dia 22 de fevereiro, em Los Angeles.
Hoje, quinta-feira (15.01), a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood revelou os indicados ao Oscar 2015. Os nomes dos concorrentes foram anunciados pelos diretores J.J. Abrams e Alfonso Cuaron, pelo ator Chris Pine e pela presidente da Academia, Cheryl Boone Isaacs.
O evento aconteceu em Bervely Hills, nos Estados Unidos. E a cerimônia de entrega das estatuetas acontece em 22 de fevereiro.
"Birdman ou (A inesperada virtude da ignorância)" e "O grande hotel Budapeste" foram os grandes nomes da lista e apareceram com como nove indicações cada, incluindo melhor filme. Em seguida apareceu "O Jogo da Imitação", com oito. E "Boyhood: Da infância à juventude" com seis indicações.
Melhor Filme
Sniper americano
Birdman
Boyhood: Da infância à juventude
O grande hotel Budapeste
O jogo da imitação
Selma
A teoria de tudo
Whiplash
Melhor Diretor
Alejandro Gonzáles Iñárritu (Birdman)
Richard Linklater (Boyhood)
Bennett Miller (Foxcatcher: Uma história que chocou o mundo)
Wes Anderson (O grande hotel Budapeste)
Morten Tyldum (O jogo da imitação)
Melhor Ator
Steve Carell (Foxcatcher)
Bradley Cooper (Sniper americano)
Benedict Cumbertatch (O jogo da imitação)
Michael Keaton (Birdman)
Eddie Redmayne (A teoria de tudo)
Melhor Ator Coadjuvante
Robert Duvall (O juiz)
Ethan Hawke (Boyhood)
Edward Norton (Birdman)
Mark Ruffalo (Foxcatcher)
JK Simons (Whiplash)
Melhor Atriz
Marion Cotillard (Dois dias, uma noite)
Felicity Jones (A teoria de tudo)
Julianne Moore (Para sempre Alice)
Rosamund Pike (Garota exemplar)
Reese Whiterspoon (Livre)
Melhor Atriz Coadjuvante
Patricia Arquette (Boyhood)
Laura Dern (Livre)
Keira Knightley (O jogo da imitação)
Emma Stone (Birdman)
Meryl Streep (Caminhos da floresta)
Melhor Roteiro Original
Birdman
Boyhood
Foxcatcher
O Grande Hotel Budapeste
O Abutre
Melhor Roteiro Adaptado
Sniper Americano
O Jogo da Imitação
Vício Inerente
A Teoria de Tudo
Whiplash
Melhor Fotografia
Birdman
O Grande Hotel Budapeste
Ida
Sr. Turner
Invencível
Melhor Edição
Sniper Americano
Boyhood
O Grande Hotel Budapeste
O Jogo da Imitação
Whiplash
Melhor Figurino
O Grande Hotel Budapeste
Vício Inerente
Caminhos da floresta
Malévola
Sr. Turner
Melhor Design de Produção
O Grande Hotel Budapeste
O Jogo da Imitação
Interestelar
Caminhos da Floresta
Sr. Turner
Melhor Animação
Operação Big Hero
Como Treinar o seu Dragão 2
Os Boxtrolls
Song of the Sea
The Tale of The Princess Kaguya
Melhor Filme em Língua Estrangeira
Ida (Polônia)
Leviatã (Rússia)
Tangerines (Estônia)
Timbuktu (Mauritânia)
Relatos Selvagens (Argentina)
Melhores Efeitos Visuais
Capitão América 2: O soldado invernal
Planeta dos Macacos: O confronto
Guardiões da Galáxia
Interestelar
X-Men: Dias de um futuro esquecido
Melhor Maquiagem e Cabelo
Foxcatcher
O Grande Hotel Budapeste
Guardiões da Galáxia
Melhor Trilha Sonora
O Grande Hotel Budapeste
O Jogo da Imitação
Interestelar
Sr. Turner
A Teoria de Tudo
Melhor Canção
"Everything is Awesome", de Shawn Patterson (Uma Aventura Lego)
"Glory", de John Stephens (John Legend) e Lonnie Lynn (Common) (Selma)
"Grateful", de Diane Warren (Além das Luzes)
"I'm Not Gonna Miss You", de Glen Campbell e Julian Raymond (Glen Campbell…I'll be me)
"Lost Stars", de Gregg Alexander e Danielle Brisebois (Mesmo se Nada der Certo)
Melhor Edição de Som
Sniper Americano
Birdman
O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos
Interestelar
Invencível
Melhor Mixagem de Som
Sniper Americano
Birdman
Interestelar
Invencível
Whiplash
Melhor Animação em Curta-Metragem
The Bigger Picture
The Dam Keeper
Feast
Me and My Moulton
A Single Life
Melhor curta-metragem em 'live-action'
Aya
Boogaloo and Graham
Butter Lamp (La Lampe au Beurre de Yak)
Parvaneh
The Phone Call
Melhor Documentário
O Sal da Terra
CitizenFour
Finding Vivian Maier
Last days
Virunga
Melhor Documentário em Curta-Metragem
Crisis Hotline: Veterans Press 1
Joanna
Our Curse
The Reaper (La Parka)
White earth
23 de agosto de 2011
Quero Matar Meu Chefe
O filme segue a mesma linha de comédia de "Se Beber Não Case". Menos forçado. Mais engraçado.
Em Quero Matar Meu Chefe (EUA, 2011), Kevin Spacey, Colin Farell e Jennifer Aniston dão vida a três tipos de chefes bem distintos, mas com um ponto em comum: fazer da vida de seus empregados um inferno. E conseguem.
Dirigido por Seth Gordon
Com: Jason Bateman, Charlie Day, Jason Sudeikis, Jennifer Aniston, Kevin Spacey, Colin Farrell, Jamie Foxx, Donald Sutherland.
Jason Bateman, Jason Sudeikis e Charlie Day dão vida aos pobre coitados que sofrem nas mãos de seus chefes. Pedir demissão não é uma opção, então, com a ajuda dos conselhos duvidosos de um ex-presidiário trapaceiro, os três amigos criam coragem para se livrarem de seus respectivos chefes. E repito, pedir demissão não é uma opção.
O filme segue a mesma linha de comédia de "Se Beber Não Case". Mas de alguma forma achei "Quero Matar Meu Chefe" menos forçado. Mais engraçado até.
Uma boa surpresa é que ninguém tenta roubar pra si toda a atenção do filme. São personagens igualmente importantes e que contribuem de forma harmônica pra o desenvolvimento do filme.
É um prato cheio pra quem gosta de filmes desse tipo.
E não sei se foi impressão minha, mas o personagem de Charlie Day foi pra mim uma extensão do personagem dele em "It's Always Sunny in Philadelphia", as tiradas cômicas são bem parecidas, e pra mim isso foi um ponto a favor. Adoro o Charlie.
20 de agosto de 2011
Enrolados
O filme foi recebido com críticas positivas, sendo que vários críticos elogiaram a escolha e preparação do elenco, alegando também a característica única de cada protagonista.
Enrolados (EUA, 2010) é a 50º animação produzida pelos Estúdios Walt Disney e até o momento, é o filme de animação mais caro já feito, com um orçamento de US$ 260 milhões. Estrelado por Mandy Moore , Zachary Levi e Donna Murphy, o filme tem sua história adaptada do conto de fadas alemão: "Rapunzel", dos Irmãos Grimm.
Dirigido por Nathan Greno e Byron Howard
Dirigido por Nathan Greno e Byron Howard
Dublagem: Mandy Moore, Zachary Levi, Donna Murphy, Brad Garrett, Ron Perlmam, M. C. Gainey.
Além da história adaptada, o filme também teve seu título adaptado. Inicialmente se chamaria "Rapunzel" mesmo, mas devido ao fracasso na bilheteria do conto de fadas antecessor (A Princesa e o Sapo), os magnatas da Disney decidiram mudar de estratégia e deixar de privilegiar seu público alvo inicial: as meninas.
Passaram então a pensar nas crianças como um todo buscando atrair a atenção de meninas e meninos. Tanto que pela primeira vez eu vejo um príncipe com tanto destaque, e carisma, quanto a princesa. É como se o príncipe tivesse sido promovido de um simples "featuring" para um "duet".
Passaram então a pensar nas crianças como um todo buscando atrair a atenção de meninas e meninos. Tanto que pela primeira vez eu vejo um príncipe com tanto destaque, e carisma, quanto a princesa. É como se o príncipe tivesse sido promovido de um simples "featuring" para um "duet".
A Disney, claro, foi muito criticada por essa mudança e acusada de só pensar nos lucros. Eu, sinceramente adorei a mudança, penso que apenas refazer a história não seria um atrativo suficiente pra despertar a curiosidade, as mudanças foram essenciais. Deixaram o filme com uma cara nova, mais atraente, de fato.
Cause way down deep inside we've got a dream...
5 de agosto de 2011
The Good Life
[Jason]: "They call the hole left by the passage of a bullet through the body a permanent cavity. A permanent cavity is what cops strive for when shooting someone dangerous. They say the best bullet for the job when trying to incapacitate someone dangerous is the one that's bigger, the one with the most velocity, the one that creates the largest permanent cavity, the one that kills faster. What I think would be worse is being hit by a smaller caliber bullet over... and over... and over. A lifetime full of pain. Who needs 10 to 15 seconds more? -- But it's not pain. It's laughing with your friend at a time when you shouldn't. It's the sweat in your palms wanting to know someone you see and the pit in your stomach when they actually see you. It's being touched by hands that aren't your own. It's the thrill of an escape that almost wasn't. It's the embarrassment you feel, naked for the first time. It's helping a friend find something they lost. It's a smile, a joke, a song. It's what someone does that they like doing. It's what someone does that they like remembering. It's the thinking of things you may never do and the doing of things you may never have thought. It's the road ahead and the road behind. It's the first step and the last and every one in between, because they all make up the good life".
Leia Mais ››
Texto extraído do filme "The Good Life (Canadá/EUA, 2007)".
Escrito e dirigido por Stephen Berra.
Estrelado por Mark Webber, Zooey Deschanel e Harry Dean Stanton.
Participações de Bill Paxton, Chris Klein, Patrick Fugit, Drea de Matteo.
Sinopse: Jason (Mark Webber) se revesa entre dois empregos para ajudar sua mãe, trabalhando em um cinema que exibe filmes antigos e em um posto de combustível. Até que um dia conhece a misteriosa Frances (Zooey Deschanel) que faz com a que sua vida mude.
Não é o suprassumo do cinema mundial. É apenas o retrato despretensioso das angústias de um jovem adulto de uma cidade de interior. É simples, sensível. E com personagens misteriosos e bem interpretados.
13 de dezembro de 2010
O Filho da Noiva
El Hijo de la Novia (Argentina, 2001)
Direção: Juan José Campanella
Gênero: Dramédia / Romance
por Dudu Lessa
Em uma determinada cena do filme 'O Filho da Noiva', o protagonista Rafael Belvedere (intepretado por Ricardo Darín), cansado da rotina exaustiva de gerenciar um restaurante herdado pelo pai, comenta sobre vender o estabelecimento para uma grande rede de restaurantes. “Hoje é muito difícil ser sozinho. As grandes redes conseguem preços de atacado. Mas você lutou por isso, por um mundo mais eficiente.”, diz Rafael. O pai, ao ver o filho argumentar isso enquanto discutia no celular com um estranho e subornava um policial que o havia parado, responde: “Não lutei por um mundo mais eficiente. Lutei por um mundo melhor”.
A dualidade entre eficiência e qualidade de vida é um dos planos de fundo que regem a produção argentina de 2001. Em meio a uma crise econômica, o protagonista vê a sua vida à prova quando sofre um infarto, e percebe que não consegue gerenciar o restaurante da família, o relacionamento com a sua namorada, a proximidade com a filha e a sua relação com a mãe, que vive em um asilo e sofre de Alzheimer.
Mas a tragicomédia de Juan Jose Campanella (El Secreto de tus Ojos, 2009) não se baseia apenas nisso: em uma sutil crítica à Igreja Católica, Campanella aborda, com precisão, os direitos dos idosos e o contraste entre o dogma cristão e a realidade humana quando o pai do protagonista, interpretado por Hector Altério, decide casar-se na Igreja pela primeira vez com a sua mulher, Norma (Norma Aleandro), que vive numa realidade confusa devido à doença.
Sem ser piegas sobre o amor, o diretor e roteirista levanta essas questões com graça e humor: em uma cena, Rafael discute com sua namorada através da câmera do interfone; em outro momento, o amigo de infância do protagonista declara-se apaixonado pela namorada do amigo durante a gravação de um filme, no qual ambos interpretam figurantes. (Ambas a cenas são antológicas!)
A direção de Campanella é segura e inova pouco – salvo as exceções das cenas citadas acima. Entretanto, o time de atores escolhidos reforça o sucesso do filme ao expor a dificuldade em perceber, no caos do dia-a-dia, a importância de amar e dar prioridade aos sentimentos e às relações.
Por fim, a lição d’O Filho da Noiva é clara e se resume em um diálogo do protagonista com o potencial comprador do restaurante. Ao questionar se Rafael tinha um ‘plano B’ para o estabelecimento, devido à crise que se instalou na América Latina em 2001, Rafael responde, objetivo: ‘Esta crise? Quando não vivemos em crise?’. ‘O Filho da Noiva’ trata, com maestria, sobre a arte em lidar com os inúmeros problemas da vida, e a paz em saber ver, no caos, a beleza e o amor.

5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos: Abutres
Carancho (Argentina, 2010)
Direção: Pablo Trapero
Gênero: Drama
por Marcel Gois
Começou na última sexta-feira (10.12), aqui em Aracaju, a 5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul. Pela primeira vez ela chega à capital sergipana, com filme e curtas que abrangem temas sociais relevantes, divididos em programas diversificados e horários acessíveis. A abertura da mostra, que aconteceu no Cinemark Jardins, aconteceu com filme “Abutres”, a mais recente produção de Pablo Trapero (diretor do ótimo Leonera), que traz no elenco um dos atores argentinos mais populares, o Ricardo Darín, no papel de um advogado sem escrúpulos, que se aproveita de vítimas de acidentes para usufruir de indenizações.
Na Argentina, milhares pessoas morrem em acidentes de trânsito a cada ano. E atrás de cada uma das tragédias que acontecem existe uma máfia em busca de prêmios dos seguros através das brechas encontradas na lei passando a perna inclusive na família das vítimas que recebe uma porcentagem mínima do dinheiro adquirido. Sosa (Ricardo Darín) é um advogado que já teve sua licença casada e agora trabalha num escritório de quinta categoria e vive em hospitais públicos e delegacias em busca de potenciais clientes. Luján (Martina Gusman) é uma jovem médica recém chegada do interior e que por azar começa a trabalhar na unidade hospitalar onde Sosa ‘bate ponto’. A história entre os dois começa quando ela tenta salvar a vida de um homem que Sosa considera ser um cliente em potencial.
Trapero dessa vez explora ainda mais sua habilidade em retratar a realidade nua e crua (como foi visto antes em Leonera) dando ao filme um tom de documentário. Ele faz isso com a câmera na mão mostrando toda a confusão e tensão que é presenciar um acidente de perto e imprimindo na tela uma sensação de desconforto que é presente durante quase toda a projeção. O impacto que o filme causa é dirigido com muita segurança e destreza, capaz de deixar os espectadores de olhos grudados na tela, apesar das imagens impregnadas de sangue.
A dupla de atores principais desaponta em grande estilo, durante toda a projeção, mas principalmente na sequência final na qual o diretor demonstra toda sua habilidade e audácia em um plano sequência breathtaking. Juro que acabei o filme com uma dor no peito de tão tenso. Sem falar na sensação de desconforto com tanto acidente na tela.
O filme foi recebido como uma crítica pelas autoridades judiciárias do país, depois de ficar demonstrada na tela toda a habilidade desses ‘profissionais’ em forjar acidentes, criar vítimas e assim consegui extorquir o seguro através de falcatruas e conchavos com as próprias ‘vítimas’. E não por acaso o longa foi o escolhido para representar a Argentina na disputa pelo Oscar 2011 de melhor filme estrangeiro.

18 de dezembro de 2009
Entre a Luz e a Sombra

Com uma câmera digital na mão e uma equipe de uma única pessoa, “Entre a Luz e a Sombra” é um documentário que acompanha, dia após dia, as saídas do grupo 509-E e o trabalho social e artístico desenvolvido no Carandiru pela atriz Sophia Bisilliat. A câmera torna-se testemunha dos acontecimentos, observadora, ficando em alguns momentos esquecida e quase invisível aos personagens. As interferências acontecem, em alguns momentos, através de questões lançadas pela autora.
Em resumo, o documentário investiga a violência e a natureza humana a partir da história de uma atriz que dedica sua vida para humanizar o sistema carcerário, da dupla de rap 509-E formada por Dexter e Afro-X dentro do Carandiru e de um juiz que acredita em um meio de ressocialização mais digno para os encarcerados. Durante sete anos, a partir do ano 2000, o documentário acompanha a vida destes personagens.
Em resumo, o documentário investiga a violência e a natureza humana a partir da história de uma atriz que dedica sua vida para humanizar o sistema carcerário, da dupla de rap 509-E formada por Dexter e Afro-X dentro do Carandiru e de um juiz que acredita em um meio de ressocialização mais digno para os encarcerados. Durante sete anos, a partir do ano 2000, o documentário acompanha a vida destes personagens.
A combinação da equipe pequena e uma câmera digital discreta e dinâmica proporcionou ao filme uma linguagem mais informal, construiu uma relação mais intimista com seus personagens, captando a personalidade deles em seus simples cotidianos.
A idéia foi realizar uma documentação mais empírica, intuitiva, onde grande parte dos registros foi realizada sem previsão, sem predeterminação do que poderia acontecer no dia-a-dia dos rappers e da atriz, cobrindo os mais diversos acontecimentos, como os encontros com a gravadora, com a mídia, família, amigos, representantes do sistema prisional e da justiça e a descoberta da fama. A história foi contada a partir dos próprios personagens e dos fatos que marcaram seus destinos dentro e fora da prisão.
O filme ainda está em cartaz no Rio de Janeiro e no começo de 2010 já deve ser lançado em DVD.
FICHA TÉCNICA:
Produção Executiva: Luciana Burlamaqui
Câmera, Áudio, Roteiro, Direção: Luciana Burlamaqui
Produtores Associados: Daniel A. Rubio, Matias Lancetti, Renata Carneiro
Edição: Matias Lancetti, Luciana Burlamaqui, Daniel A. Rubio
Edição de Som: Vox Mundi/Juvenal Dias
Finalização de Imagem: Módulos
Arte: Bijari
Site e Arte (material promocional): Adriana Aranha
Trilha: Marcus Viana
Produção: Zora Mídia
Distribuição: VideoFilmes
Trilha do Trailer: Marcus Viana, DJ Toni
9 de setembro de 2009
Se Beber, Não Case
País de Origem: Alemanha / EUA
Gênero: Comédia
Ano de Lançamento: 2009
Direção: Todd Phillips
Dois dias antes do casamento, Doug e três amigos vão para Las Vegas passar uma noite inesquecível. Quando os três padrinhos de casamento acordam no dia seguinte, explodindo de dor de cabeça, não conseguem se lembrar de nada. O luxuoso quarto de hotel está um caos e o noivo simplesmente desapareceu. Sem a menor ideia do que pode ter acontecido e correndo contra o tempo, o trio precisa refazer os passos da noite anterior até descobrir quando as coisas começaram a desandar e, de preferência, levar Doug de volta a Los Angeles a tempo para o casamento. Cheio de um humor politicamente incorreto, “Se Beber, Não Case” narra, através de inúmeras situações surreais, como seria uma despedida de solteiro em Vegas fugindo daquele velho clichê strippers e apostas. Um tigre no banheiro do quarto do hotel, uma galinha, um dente a menos em um dos protagonistas e um bebê que aparece do nada trancado dentro de um armário, essas são algumas das situações, a principio inexplicáveis, mas que ao final acaba fazendo algum sentido.
A agilidade do roteiro é um ponto alto e é responsável diretamente pela estrutura do filme que rende história para pelo menos uma semana de viagem, mas narra em apenas dois dias o que aconteceu em uma noite em Vegas. Ou seja, a coisa fica corrida e no final a impressão é a de que foi tudo muito precipitado e apressado demais. A prova disso é que a gente só tem “provas concretas” do que realmente aconteceu naquela noite durante os créditos finais, quando o diretor nos presenteia com as fotos tirada durante a noite da despedida de solteiro. Grande parte da diversão fica ainda nas costas do trio de protagonistas: Helms, Galifianakis e Cooper. Dos três, o melhor pra mim foi o Galifianakis, que creio eu seja o menos conhecido dos três, mas roubava a cena cada vez que aparecia na telona, atuou exageradamente na medida. Todd Phillips tinha nas mãos uma premissa simples (despedida de solteiro em Vegas), mas conseguiu, graças às situações extravagantes do roteiro, executou a narrativa de um jeito que fez toda a diferença, fazendo o filme render muitas risadas e acho que cumprindo o objetivo principal. E é por isso que indico, por um único e simples motivo: diversão garantida.
Cotação: 7,0
Gênero: Comédia
Ano de Lançamento: 2009
Direção: Todd Phillips
Dois dias antes do casamento, Doug e três amigos vão para Las Vegas passar uma noite inesquecível. Quando os três padrinhos de casamento acordam no dia seguinte, explodindo de dor de cabeça, não conseguem se lembrar de nada. O luxuoso quarto de hotel está um caos e o noivo simplesmente desapareceu. Sem a menor ideia do que pode ter acontecido e correndo contra o tempo, o trio precisa refazer os passos da noite anterior até descobrir quando as coisas começaram a desandar e, de preferência, levar Doug de volta a Los Angeles a tempo para o casamento. Cheio de um humor politicamente incorreto, “Se Beber, Não Case” narra, através de inúmeras situações surreais, como seria uma despedida de solteiro em Vegas fugindo daquele velho clichê strippers e apostas. Um tigre no banheiro do quarto do hotel, uma galinha, um dente a menos em um dos protagonistas e um bebê que aparece do nada trancado dentro de um armário, essas são algumas das situações, a principio inexplicáveis, mas que ao final acaba fazendo algum sentido.
A agilidade do roteiro é um ponto alto e é responsável diretamente pela estrutura do filme que rende história para pelo menos uma semana de viagem, mas narra em apenas dois dias o que aconteceu em uma noite em Vegas. Ou seja, a coisa fica corrida e no final a impressão é a de que foi tudo muito precipitado e apressado demais. A prova disso é que a gente só tem “provas concretas” do que realmente aconteceu naquela noite durante os créditos finais, quando o diretor nos presenteia com as fotos tirada durante a noite da despedida de solteiro. Grande parte da diversão fica ainda nas costas do trio de protagonistas: Helms, Galifianakis e Cooper. Dos três, o melhor pra mim foi o Galifianakis, que creio eu seja o menos conhecido dos três, mas roubava a cena cada vez que aparecia na telona, atuou exageradamente na medida. Todd Phillips tinha nas mãos uma premissa simples (despedida de solteiro em Vegas), mas conseguiu, graças às situações extravagantes do roteiro, executou a narrativa de um jeito que fez toda a diferença, fazendo o filme render muitas risadas e acho que cumprindo o objetivo principal. E é por isso que indico, por um único e simples motivo: diversão garantida.
Cotação: 7,013 de julho de 2009
A Era do Gelo 3
País de Origem: EUA
Gênero: Animação
Ano de Lançamento: 2009
Direção: Carlos Saldanha
Em a Era do Gelo 3, Manny e Ellie estão de volta às telonas com a chegada de seu primeiro bebê mamute. Diego, o tigre, decide que a vida em família não é para ele e decide partir, enquanto Sid, resolve ter sua própria família, e ‘adota’ 3 ovos gigantes. O problema é que a mamãe biológica dos trigêmeos não gosta muito da idéia e sequestra a preguiça para um mundo completamente desconhecido por aquela turma. E além de tudo isso ainda tem a volta do Scrat que ainda tenta agarrar a sua noz fujona (e, no meio a tanta confusão, quem sabe, de quebra, ele consegue agarrar também seu grande amor).
O resgate de Sid é o que impulsiona todo o filme, ver o empenho dos personagens para conseguir recuperar o amigo diverte e rende bons momentos ao filme, mas as melhores cenas para mim não fizeram parte dessa “mola principal" (como por exemplo naquela cena em que os bebês adotados pelo Sid estão brincando no parquinho). Visualmente falando é impossível não notar a evolução do trabalho da produção. E confesso que enquanto assistia aquilo numa sala de cinema comum, não conseguia parar de invejar a experiência única que deve ter sido para quem conseguiu assistir ao filme em 3D. Já que esse deve mesmo ser o grande diferencial da animação, que apesar de super feita e caprichada, é completamente desnecessária.
Sim, desnecessária por que a história anda pouco, vai do lugar nenhum a lugar algum o bom é que não demora, o que já é um ponto a favor da animação, que até que é enxutinha. Durante o filme a única 'evolução' na história é a chegada do Buck, uma doninha caçadora de dinossauros. Ela deu um gás (literalmente) na história dessa continuação e ajudou a evitar que a coisa ficasse na mesmice. Outra idéia legal foi ter levado a franquia para um visual menos gelado e mais chamativo, recurso que pode ter agradado aos pequenos, que por sinal, mais uma vez, saem do cinema prejudicados pelo excesso de piadas para “gente grande”, está cada vez mais difícil encontrar uma animação que fale a língua das crianças. A linha de contato entre o gênero e a gurizada está cada vez mais se atenuando e dessa vez, mais do que nunca nessa franquia, o foco foi mesmo o aspecto visual, talvez por isso o apelo para o recurso 3D. Alguma coisa tinha que chamar a atenção desse público, já que pelos diálogos não iam conseguir.
Mas enfim, apesar de tudo a diversão é garantida, principalmente para os mais grandinhos, e digo isso com toda certeza por que na sessão que eu estava pra cada 1 adulto tinha pelo menos umas 2 crianças, e as risadas dos pequenos eram escassas na sala. Se limitando mesmo, principalmente, aos momentos de comédia mais “escancarada” da animação. Ah, e outra coisa que pra mim faz perder pelo menos 20% do encanto do filme é a dublagem, já vi algumas animações legendadas e depois vi as mesmas dubladas e ainda prefiro as com legendas, é uma pena que não chegue fita legendada dessas animações pelos cinemas daqui. Mas mesmo assim, esse seria apenas mais um aspecto notado e apreciado pelos mais crescidinhos, então tudo bem, dá pra relevar.
Cotação: 7,0
Gênero: Animação
Ano de Lançamento: 2009
Direção: Carlos Saldanha
Em a Era do Gelo 3, Manny e Ellie estão de volta às telonas com a chegada de seu primeiro bebê mamute. Diego, o tigre, decide que a vida em família não é para ele e decide partir, enquanto Sid, resolve ter sua própria família, e ‘adota’ 3 ovos gigantes. O problema é que a mamãe biológica dos trigêmeos não gosta muito da idéia e sequestra a preguiça para um mundo completamente desconhecido por aquela turma. E além de tudo isso ainda tem a volta do Scrat que ainda tenta agarrar a sua noz fujona (e, no meio a tanta confusão, quem sabe, de quebra, ele consegue agarrar também seu grande amor).
O resgate de Sid é o que impulsiona todo o filme, ver o empenho dos personagens para conseguir recuperar o amigo diverte e rende bons momentos ao filme, mas as melhores cenas para mim não fizeram parte dessa “mola principal" (como por exemplo naquela cena em que os bebês adotados pelo Sid estão brincando no parquinho). Visualmente falando é impossível não notar a evolução do trabalho da produção. E confesso que enquanto assistia aquilo numa sala de cinema comum, não conseguia parar de invejar a experiência única que deve ter sido para quem conseguiu assistir ao filme em 3D. Já que esse deve mesmo ser o grande diferencial da animação, que apesar de super feita e caprichada, é completamente desnecessária.
Sim, desnecessária por que a história anda pouco, vai do lugar nenhum a lugar algum o bom é que não demora, o que já é um ponto a favor da animação, que até que é enxutinha. Durante o filme a única 'evolução' na história é a chegada do Buck, uma doninha caçadora de dinossauros. Ela deu um gás (literalmente) na história dessa continuação e ajudou a evitar que a coisa ficasse na mesmice. Outra idéia legal foi ter levado a franquia para um visual menos gelado e mais chamativo, recurso que pode ter agradado aos pequenos, que por sinal, mais uma vez, saem do cinema prejudicados pelo excesso de piadas para “gente grande”, está cada vez mais difícil encontrar uma animação que fale a língua das crianças. A linha de contato entre o gênero e a gurizada está cada vez mais se atenuando e dessa vez, mais do que nunca nessa franquia, o foco foi mesmo o aspecto visual, talvez por isso o apelo para o recurso 3D. Alguma coisa tinha que chamar a atenção desse público, já que pelos diálogos não iam conseguir.
Mas enfim, apesar de tudo a diversão é garantida, principalmente para os mais grandinhos, e digo isso com toda certeza por que na sessão que eu estava pra cada 1 adulto tinha pelo menos umas 2 crianças, e as risadas dos pequenos eram escassas na sala. Se limitando mesmo, principalmente, aos momentos de comédia mais “escancarada” da animação. Ah, e outra coisa que pra mim faz perder pelo menos 20% do encanto do filme é a dublagem, já vi algumas animações legendadas e depois vi as mesmas dubladas e ainda prefiro as com legendas, é uma pena que não chegue fita legendada dessas animações pelos cinemas daqui. Mas mesmo assim, esse seria apenas mais um aspecto notado e apreciado pelos mais crescidinhos, então tudo bem, dá pra relevar.
Cotação: 7,0 20 de junho de 2009
O Mágico de Oz
Título Original: The Wizard of Oz
País de Origem: EUA
Gênero: Musical
Ano de Lançamento: 1939
Direção: Victor Fleming
Dorothy (Judy Garland), uma garota órfã, vive com seus tios, Henry (Charley Grapewin) e Emily (Clara Blandick), em uma fazenda do Kansas. Um problema com a desagradável Senhorita Gulch (Margaret Hamilton) leva a garota a fugir de casa com o seu cãozinho, Totó, que estava envolvido na confusão. No caminho ela conhece o Professor Marvel (Frank Morgan), um vidente charlatão que diz a ela que sua tia está doente por ela ter fugido de casa. Quando ela volta para a fazenda, um tornado levanta a casa e após muito rodopiar, aterrissa na Cidade dos Munchkins, em cima de uma das mais poderosas bruxas da região: a Bruxa Má do Leste (Margaret Hamilton). Em agradecimento os habitantes dão uma festa e Dorothy recebe de presente sapatos de Rubi. É quando surge A Bruxa Má do Oeste (Margaret Hamilton), que de imediato torna-se inimiga da garota por almejar os sapatos encantados que antes pertenciam à Bruxa Má do Leste.
Dorothy preocupada com os tios, segue pela estrada de tijolos amarelos, para chegar ao Mágico de Oz (Frank Morgan), o único que poderia ajudá-la a voltar para casa. No caminho ela conheceu um Espantalho (Ray Bolger), que desejava muito ter um cérebro. Um Homem de Lata (Jack Haley) que queria um coração. E um Leão Covarde (Bert Lahr), que desejava ter muita coragem. Juntos os quatro seguem em busca dos seus desejos, rumo à Cidade Esmeralda. Um historia que atravessou gerações e segue viva até hoje na cabeça dos ‘velhos jovens’ e até mesmo dos mais novos jovens. Uma historia sobre o amor e sobre a valorização da família.
A fantasia no filme é criada a partir de uma técnica que não há como não se deslumbrar. As cores, o cenário, tudo novidade na época, (vale lembrar que o filme é de 39 e o primeiro longa colorido é de 35) mas usada de maneira tão eficiente, com uma riqueza tão grande de detalhes que não tem como não impressionar. É tudo incrivelmente encantador, desde os detalhes até as pinturas que servem de fundo.
Cheio de simbolismos e musicais inesquecíveis, o filme possui um encanto único, e não por acaso foi imortalizado como um dos clássicos infantis que agrada pessoas de todas as idades. A trilha desse musical dispensa comentários é simplesmente fantástica. Um dos momentos mais marcantes do filme é quando Judy Garland canta a imortal Over The Rainbow, IMPOSSIVEL não ficar no mínimo hipnotizado, não é simplesmente uma cena do filme, e ‘A’ cena do filme.
O Mágico de Oz é para mim um dos melhores filmes já feitos. É perfeito o equilíbrio entre arte caprichada e as boas interpretações.
Gênero: Musical
Ano de Lançamento: 1939
Direção: Victor Fleming
Dorothy (Judy Garland), uma garota órfã, vive com seus tios, Henry (Charley Grapewin) e Emily (Clara Blandick), em uma fazenda do Kansas. Um problema com a desagradável Senhorita Gulch (Margaret Hamilton) leva a garota a fugir de casa com o seu cãozinho, Totó, que estava envolvido na confusão. No caminho ela conhece o Professor Marvel (Frank Morgan), um vidente charlatão que diz a ela que sua tia está doente por ela ter fugido de casa. Quando ela volta para a fazenda, um tornado levanta a casa e após muito rodopiar, aterrissa na Cidade dos Munchkins, em cima de uma das mais poderosas bruxas da região: a Bruxa Má do Leste (Margaret Hamilton). Em agradecimento os habitantes dão uma festa e Dorothy recebe de presente sapatos de Rubi. É quando surge A Bruxa Má do Oeste (Margaret Hamilton), que de imediato torna-se inimiga da garota por almejar os sapatos encantados que antes pertenciam à Bruxa Má do Leste.
Dorothy preocupada com os tios, segue pela estrada de tijolos amarelos, para chegar ao Mágico de Oz (Frank Morgan), o único que poderia ajudá-la a voltar para casa. No caminho ela conheceu um Espantalho (Ray Bolger), que desejava muito ter um cérebro. Um Homem de Lata (Jack Haley) que queria um coração. E um Leão Covarde (Bert Lahr), que desejava ter muita coragem. Juntos os quatro seguem em busca dos seus desejos, rumo à Cidade Esmeralda. Um historia que atravessou gerações e segue viva até hoje na cabeça dos ‘velhos jovens’ e até mesmo dos mais novos jovens. Uma historia sobre o amor e sobre a valorização da família.
A fantasia no filme é criada a partir de uma técnica que não há como não se deslumbrar. As cores, o cenário, tudo novidade na época, (vale lembrar que o filme é de 39 e o primeiro longa colorido é de 35) mas usada de maneira tão eficiente, com uma riqueza tão grande de detalhes que não tem como não impressionar. É tudo incrivelmente encantador, desde os detalhes até as pinturas que servem de fundo.
Cheio de simbolismos e musicais inesquecíveis, o filme possui um encanto único, e não por acaso foi imortalizado como um dos clássicos infantis que agrada pessoas de todas as idades. A trilha desse musical dispensa comentários é simplesmente fantástica. Um dos momentos mais marcantes do filme é quando Judy Garland canta a imortal Over The Rainbow, IMPOSSIVEL não ficar no mínimo hipnotizado, não é simplesmente uma cena do filme, e ‘A’ cena do filme.
O Mágico de Oz é para mim um dos melhores filmes já feitos. É perfeito o equilíbrio entre arte caprichada e as boas interpretações.
Cotação: 10,0Texto de 20/01/08
28 de maio de 2009
Especial | Home, Nosso Planeta, Nossa Casa

Queimadas. Desmatamento ilegal. Derramamento de óleo nos oceanos. Poluição industrial. São apenas alguns dos vários problemas que levam nosso planeta a gritar por socorro. O mundo se assusta com as previsões sobre o futuro da Terra feitas por especialistas, porém pouco faz para evitar que medidas mais drásticas tornem-se obrigatórias nesse futuro que parece cada vez mais com o presente.
Secas castigaram o norte do Brasil há quase 4 anos atrás enquanto enchentes destruíram cidades no sul do país há pouco mais de 5 meses. Furacões devastaram seis cidades da costa sudeste dos EUA e calotas polares derretem devido ao acréscimo de 0,5ºC na temperatura do planeta, um número ridículo, se analisado aleatoriamente, mas levando em conta que foi responsável pela elevação do nível dos oceanos em quase 20 cm nos últimos 100 anos, percebe-se o quão sério a coisa pode ficar se nada for feito. E só para constar, esses dados já nem são atuais.
O que eu quero dizer com isso é que o planeta pede socorro de jeitos diferentes nos mais diversos cantos do planeta (e olha que nem precisei ir tão longe pra provar isso), porém as consequências são praticamente as mesmas. Mortes, pessoas desabrigadas e consequentemente sem ter o que comer, autoridades decretando estado de calamidade pública e pedido ajuda a uma sociedade comovida que em um primeiro momento até se mostra solidária e tenta das mais variadas formas remediar o estrago. Mas será que isso é o suficiente? Será que essa é a atitude mais certa a ser tomada? Esperar o estrago acontecer para depois tomar alguma providência...
A vida do ser humano e de várias as outras espécies estão em risco num futuro não muito distante. Em algumas poucas décadas, a humanidade já interferiu em um equilíbrio que vinha se estabelecendo no planeta há aproximadamente quatro bilhões de anos de evolução. E um exemplo claro dessa acelerada deterioração do planeta são os recentes artigos que retificam os números que foram divulgados em 2007, na mesma época em que divulgaram o aumento de 20 cm dos últimos 100 anos, aquele ali em cima que eu disse que já nem eram mais tão atuais. Foi-se especulado que daquele ano em diante, o nível subiria em 59 cm, mas hoje o esperado é uma média entre 90 cm e 1,2 metros.
Secas castigaram o norte do Brasil há quase 4 anos atrás enquanto enchentes destruíram cidades no sul do país há pouco mais de 5 meses. Furacões devastaram seis cidades da costa sudeste dos EUA e calotas polares derretem devido ao acréscimo de 0,5ºC na temperatura do planeta, um número ridículo, se analisado aleatoriamente, mas levando em conta que foi responsável pela elevação do nível dos oceanos em quase 20 cm nos últimos 100 anos, percebe-se o quão sério a coisa pode ficar se nada for feito. E só para constar, esses dados já nem são atuais.
O que eu quero dizer com isso é que o planeta pede socorro de jeitos diferentes nos mais diversos cantos do planeta (e olha que nem precisei ir tão longe pra provar isso), porém as consequências são praticamente as mesmas. Mortes, pessoas desabrigadas e consequentemente sem ter o que comer, autoridades decretando estado de calamidade pública e pedido ajuda a uma sociedade comovida que em um primeiro momento até se mostra solidária e tenta das mais variadas formas remediar o estrago. Mas será que isso é o suficiente? Será que essa é a atitude mais certa a ser tomada? Esperar o estrago acontecer para depois tomar alguma providência...A vida do ser humano e de várias as outras espécies estão em risco num futuro não muito distante. Em algumas poucas décadas, a humanidade já interferiu em um equilíbrio que vinha se estabelecendo no planeta há aproximadamente quatro bilhões de anos de evolução. E um exemplo claro dessa acelerada deterioração do planeta são os recentes artigos que retificam os números que foram divulgados em 2007, na mesma época em que divulgaram o aumento de 20 cm dos últimos 100 anos, aquele ali em cima que eu disse que já nem eram mais tão atuais. Foi-se especulado que daquele ano em diante, o nível subiria em 59 cm, mas hoje o esperado é uma média entre 90 cm e 1,2 metros.
O preço a pagar é alto, mas é tarde demais para ser pessimista. O medo não nos levará a nada. Porém a completa alienação aos problemas ambientais pode nos levar a um destino trágico. É preciso informação, é preciso agir. Nós temos apenas 10 anos para reverter essa situação! E é pensando no futuro do nosso planeta que venho através desse post divulgar o filme "Home, Nosso Planeta, Nossa Casa". Um filme sobre o planeta Terra, que mostra o ponto de vista do diretor Yann Arthus-Bertrand revelando ao público a atual situação do planeta e mostrando que a solução ainda existe, mas só depende de nós. O filme é composto inteiramente por imagens aéreas de 54 países, incluindo o Brasil.TRAILER
A data para o lançamento mundial foi estrategicamente escolhida visando coincidir com o "Dia Mundial do Meio Ambiente", então próximo dia 05 de Junho, deixem agendado aê que o dia de vocês, meus queridos leitores, será dedicado ao nosso planeta. Ou pelo menos a se informar sobre essa triste situação e quem sabe começar a agir diferente para que em breve vídeos como esses não precisem mais serem feitos. E qual o jeito mais fácil de obter essa informação? Indo ao cinema ver "Home, Nosso Planeta, Nossa Casa"!
Esperamos conseguir o maior número de pessoas possível para assistir "Home" para que se estabeleça um marco no Dia Mundial do Meio Ambiente de 2009. E esperamos também que cada pessoa que assista ao filme perceba que pode fazer parte dele. O conjunto de esforços, pequeno ou grande, de milhares de pessoas fará toda a diferença. E é isso que queremos. Fazer diferença. Passe essa notícia adiante.
Para mais informações sobre o filme, acessem:Site oficial (em inglês)
Site oficial (Brasil)
Blog (Brasil)
Além desses endereços vocês podem interagir com outros interessados na comunidade do Orkut, no Facebook ou no Twitter.
As imagens que ilustram o post são todas do filmes e vocês podem ver mais aqui
12 de maio de 2009
Divã
Como todos sabem, o Talking About Movies foi convidado para a pré-estréia para convidados do filme Divã, da atriz Lilia Cabral. Estava esperando que o filme estreasse nos cinemas pra poder escrever sobre e, como a estréia foi sexta-feira e só se fala no filme (aqui no RJ pelo menos), aí vai.
Quando eu cheguei pra pré-estreia, Lilia Cabral estava sentada em um café dentro do cinema conversando com amigos. Lilia é o tipo de atriz que estava demorando muito pra conseguir uma chance como esta, de protagonizar uma produção. Suas atuações em novelas são sempre soberbas e, SEMPRE, roubam a cena. Ela é conhecida por dar uma carga emotiva absurda e genuína a todas suas personagens. A Marta de Páginas da Vida, uma vilã que todos, de alguma forma, conseguiam entender. Catarina de A Favorita, que apanhava do marido e, mesmo assim, continuava com ele. Lilia sempre foi, por fim, aquela que fazia suas personagens mulheres de verdade. De alguma forma, percebi, naquele dia, que ela simplesmente fazia de suas personagens a extensão de uma parte dela mesma, seja ela qual for.
Ao abrir a sessão, Lilia falou com o público e, naturalmente, agradeceu a presença de todos e anunciou que assistiriamos em primeira mão o filme com seu corte final e acabamento. Entretanto, foi outra afirmação que me chamou a atenção. "Este filme", disse ela, "não tem nenhuma daquelas complicações. É um filme muito, muito simples. E eu só espero genuinamente que vocês gostem, porque eu amei fazer". E ela não poderia ter definido melhor o que teriamos pela frente.
Sim, Divã é um filme muito simples. Mas nunca isso se torna um defeito. Talvez mais pelo elenco do que pelo seu texto, realmente, o filme é delicioso da primeira cena à última. Mercedes (Lilia) é uma mulher que se declara feliz, completamente. Tem uma vida muito boa, com seu marido (José Mayer, que, pela primeira vez, não é o bruto garanhão) e dois fillhos e vive sorrindo com sua amiga Mônica (Alexandra Richter, excelente). Até o belo dia que resolve ir ao psicólogo e revira sua vida ao avesso, indo de um novo corte de cabelo à atitudes mais drásticas.
Lilia cabral é o centro e motor do filme. Brilhante, ela carrega o humor sem cair no exagero e no caricato da mulher de meia idade bancando a adolescente. Até mesmo as piadas clichês que, sim, o roteiro tem, ficam naturais quando declamadas por ela. E, nesse ponto, a química com Alexandra - que fez dupla com ela na versão teatral da peça - ajuda bastante. Reynaldo Gianechinni também está, para mim surpreendentemente, bem, e sua cena com Lilia no carro é impagavel. Entretanto não só de humor vive o filme. Afinal, se fosse assim, não seria uma personagem de Lilia Cabral. Humana, Mercedes sofre. E faz todos chorarem dentro do cinema, com uma verdade absoluta em seus olhos. A cena dela no hospital é nada menos que brilhante.
Não vi a peça - sucesso absoluto -, confesso. Mas acredito que a versão cinematográfica tenha feito algum bem a história. São mais cenários e mais desenvoltura para desenvolver a trama, que, no teatro, se resumia a poucos personagens e, em sua maior parte, pelo que me contaram, em Lilia sentada em seu famoso Divã do título. Mas sei que o grande tempo em cartaz no país também trouxe seus beneficios. Não duvido em nada que Lilia estivesse brilhante desde a estréia, mas tenho certeza que o tempo fez com que personagem e atriz se confudissem: hoje, Lilia é Marta, mesmo que suas vidas tenham tido rumos diferentes. Lilia respira, sofre e ri como ela própria no filme. Em seu simples e delicioso filme. Três vivas para Lilia Cabral.
Quando eu cheguei pra pré-estreia, Lilia Cabral estava sentada em um café dentro do cinema conversando com amigos. Lilia é o tipo de atriz que estava demorando muito pra conseguir uma chance como esta, de protagonizar uma produção. Suas atuações em novelas são sempre soberbas e, SEMPRE, roubam a cena. Ela é conhecida por dar uma carga emotiva absurda e genuína a todas suas personagens. A Marta de Páginas da Vida, uma vilã que todos, de alguma forma, conseguiam entender. Catarina de A Favorita, que apanhava do marido e, mesmo assim, continuava com ele. Lilia sempre foi, por fim, aquela que fazia suas personagens mulheres de verdade. De alguma forma, percebi, naquele dia, que ela simplesmente fazia de suas personagens a extensão de uma parte dela mesma, seja ela qual for.
Ao abrir a sessão, Lilia falou com o público e, naturalmente, agradeceu a presença de todos e anunciou que assistiriamos em primeira mão o filme com seu corte final e acabamento. Entretanto, foi outra afirmação que me chamou a atenção. "Este filme", disse ela, "não tem nenhuma daquelas complicações. É um filme muito, muito simples. E eu só espero genuinamente que vocês gostem, porque eu amei fazer". E ela não poderia ter definido melhor o que teriamos pela frente.
Sim, Divã é um filme muito simples. Mas nunca isso se torna um defeito. Talvez mais pelo elenco do que pelo seu texto, realmente, o filme é delicioso da primeira cena à última. Mercedes (Lilia) é uma mulher que se declara feliz, completamente. Tem uma vida muito boa, com seu marido (José Mayer, que, pela primeira vez, não é o bruto garanhão) e dois fillhos e vive sorrindo com sua amiga Mônica (Alexandra Richter, excelente). Até o belo dia que resolve ir ao psicólogo e revira sua vida ao avesso, indo de um novo corte de cabelo à atitudes mais drásticas.
Lilia cabral é o centro e motor do filme. Brilhante, ela carrega o humor sem cair no exagero e no caricato da mulher de meia idade bancando a adolescente. Até mesmo as piadas clichês que, sim, o roteiro tem, ficam naturais quando declamadas por ela. E, nesse ponto, a química com Alexandra - que fez dupla com ela na versão teatral da peça - ajuda bastante. Reynaldo Gianechinni também está, para mim surpreendentemente, bem, e sua cena com Lilia no carro é impagavel. Entretanto não só de humor vive o filme. Afinal, se fosse assim, não seria uma personagem de Lilia Cabral. Humana, Mercedes sofre. E faz todos chorarem dentro do cinema, com uma verdade absoluta em seus olhos. A cena dela no hospital é nada menos que brilhante.
Não vi a peça - sucesso absoluto -, confesso. Mas acredito que a versão cinematográfica tenha feito algum bem a história. São mais cenários e mais desenvoltura para desenvolver a trama, que, no teatro, se resumia a poucos personagens e, em sua maior parte, pelo que me contaram, em Lilia sentada em seu famoso Divã do título. Mas sei que o grande tempo em cartaz no país também trouxe seus beneficios. Não duvido em nada que Lilia estivesse brilhante desde a estréia, mas tenho certeza que o tempo fez com que personagem e atriz se confudissem: hoje, Lilia é Marta, mesmo que suas vidas tenham tido rumos diferentes. Lilia respira, sofre e ri como ela própria no filme. Em seu simples e delicioso filme. Três vivas para Lilia Cabral.
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PS: Parabéns a todos que participaram e venceram a promoção de nosso blog, mesmo que feita em cima da hora. Os vencedores foram comunicados por e-mail e tenho certeza, curtiram tanto quanto nós o filme. Publicamos, aqui, uma das melhores respostas que tivemos:
Quem Precisa Ir Pro Divã?
Resposta de Felipe J.S. da Rocha:
Rubens Ewald Filho. Para o cara chamar a Laura Dern de feia, só pode ter problema.
Quem Precisa Ir Pro Divã?
Resposta de Felipe J.S. da Rocha:
Rubens Ewald Filho. Para o cara chamar a Laura Dern de feia, só pode ter problema.
5 de maio de 2009
Nada Mais Que a Verdade
Título Original: Nothing But the TruthPaís de Origem: EUA
Gênero: Drama
Ano de Lançamento: 2008
Direção: Rod Lurie
Rachel Armstrong (Kate Beckinsale), uma jovem repórter que ocupa uma cadeira importante no Washington, D.C. daily, escreve uma matéria explosiva revelando a identidade de uma agente disfarçada da CIA Erica Van Doren (Vera Farmiga) que uma vez publicada, dá margem a uma enorme investigação governamental em busca de quem vazou a informação. No decorrer do inquérito, a repórter acaba sendo presa por se recusar a revelar a fonte que forneceu a informação. E com o apóio de seus editores e do seu marido Ray (David Schwimmer), Rebecca luta contra o promotor Patton Dubois (Matt Dillon) para manter o seu direito de manter em sigilo o nome de sua fonte.
Este tipo de filme, que se lança em questões legais, fica por vezes dependente do ritmo empregado a história e nessa questão em especial, esse filme ganha não só com o desenvolvimento da historia jurídica em si, mas também com o paralelo com toda a experiência da Rachel atrás das grades mostrando as dificuldades de sua convivência e de adaptação e as consequência de toda essa luta na vida pessoal da repórter chegando a levantar uma questão crucial, até que ponto vale a pena todo aquele drama para manter o nome de uma fonte em segurança? Sem contar que enquanto tudo isso acontece na vida dela, fora da prisão o processo corre e deixa um rastro de violência e controle abusivos por parte do governo dos EUA. E é esse paralelo que consegue imprimir credibilidade a essa primeira parte do filme que não se deixa levar por um positivismo exagerado.
O argumento é bem construído, consegue potencializar as virtudes dos filmes de tribunal, porém a conclusão não atinge a dimensão exigida e acaba danificando o final. Graças a um sentimentalismo exagerado e com pouca profundidade o filme se perde numa conclusão forçada e desfaz toda a base sólida do roteiro que foi brilhantemente sustentado em personagens bem desenvolvidos. Trocando em miúdos, a impressão que ficou foi a que o filme teve o primeiro e o segundo a ato escrito por um dos roteiristas de Damages e o ato final por um dos roteirista da segunda temporada de Heroes. Period!
Mas uma coisa é certa, o filme com certeza será um divisor de águas na carreira da Kate Beckinsale, que apesar de não ter conseguido o reconhecimento nas premiações, provou que está pronta para papéis mais maduros e que exigem um grau de dramaticidade mais intenso, entregando uma forte interpretação e dando visibilidade ao longa, afinal convenhamos que a curiosidade de vê-la em um papel mais sério foi um dos motivos que me fez ver o filme. Além dela todo o elenco entrega atuações inspiradas, Vera Farmiga, Matt Dillon, Alan Alda e até o David Schwimmer. Realmente uma pena não ter tido um final digno da dimensão de todo aquele drama.
Cotação: 7,5

O CASO ORIGINAL
O filme é uma versão de um escândalo ocorrido nos EUA em 2003, conhecido como o caso Plame-Wilson (ou escândalo da fuga da CIA ou Plamegate). Esse escândalo consistiu na identificação de
Valerie Plame Wilson como agente disfarçada da CIA. A relação da Sra. Plame com a CIA era informação secreta e a revelação foi feita numa coluna de jornal com o título "Mission to Niger" escrita por Robert Novak, e publicada em 14 de Julho de 2003. (clique no link para ler o artigo original em inglês).
Joseph C. Wilson, marido de Valerie Plame, viajou ao Níger em Fevereiro de 2002 para comprovar a possível ligação entre a indústria local de urânio e Saddam Hussein - para quem não lembra, em dezembro de 2002, os EUA acusou o Iraque de ter tentado comprar urânio do Níger para a fabricação de armas nucleares. Depois da viagem ele escreveu em uma coluna no New York Times, afirmando convincentemente, que o Níger não vendeu urânio ao Iraque.
Depois da publicação do artigo que revelava a identificação de Valerie, Joseph afirmou em várias entrevistas e escritos que membros da administração Bush revelaram a condição dela por vingança ao artigo dele, publicado apenas oito dias antes do artigo de Robert Novak (que identificou Plame). Valerie Plame era especializada em armas de destruição massiva, fato que teria motivado os partidários do presidente achar que ela quem teve a ideia de enviar o marido na viagem ao Níger.
Como o filme é também ficção, eles optaram por seguir uma linha diferente da realidade e prenderam a própria escritora do artigo por não revelar a identidade da fonte que passou para ela as informações sobre Valerie Plame. Porém na realidade ocorreu de forma diferente, o Robert Novak não foi preso e a responsabilidade do artigo caiu sobre a jornalista
Judith Miller, que foi quem conseguiu a informação de que a Plame era agente da CIA e passou para Novak.
Em 29 de Setembro de 2005, após 12 semanas na cadeia Miller foi liberada e concordou em revelar para o júri a identidade da fonte. Segundo ela, Lewis Libby, "Chief of Staff" do vice-presidente Dick Cheney, foi quem passou as informações sobre a agente Valerie Plame.
Lembrando que nada disso é spoiler, já que o filme apenas se inspira no caso, não seguindo a risca o que aconteceu na realidade.
Curiosidade:
Alguns meses depois das publicações dos dois artigos (o do Robert e o do marido da Valerie) os EUA desculparam-se com o Níger pela alegação feita, afirmando o ex-secretário de Estado norte-americano para os Assuntos Africanos, Herman Cohen, que "a página agora está virada. A administração norte-americana aceitou que a informação sobre a venda de urânio do Níger ao Iraque foi baseada em documentos falsos". Coisas dos EUA!
Gênero: Drama
Ano de Lançamento: 2008
Direção: Rod Lurie
Rachel Armstrong (Kate Beckinsale), uma jovem repórter que ocupa uma cadeira importante no Washington, D.C. daily, escreve uma matéria explosiva revelando a identidade de uma agente disfarçada da CIA Erica Van Doren (Vera Farmiga) que uma vez publicada, dá margem a uma enorme investigação governamental em busca de quem vazou a informação. No decorrer do inquérito, a repórter acaba sendo presa por se recusar a revelar a fonte que forneceu a informação. E com o apóio de seus editores e do seu marido Ray (David Schwimmer), Rebecca luta contra o promotor Patton Dubois (Matt Dillon) para manter o seu direito de manter em sigilo o nome de sua fonte.
Este tipo de filme, que se lança em questões legais, fica por vezes dependente do ritmo empregado a história e nessa questão em especial, esse filme ganha não só com o desenvolvimento da historia jurídica em si, mas também com o paralelo com toda a experiência da Rachel atrás das grades mostrando as dificuldades de sua convivência e de adaptação e as consequência de toda essa luta na vida pessoal da repórter chegando a levantar uma questão crucial, até que ponto vale a pena todo aquele drama para manter o nome de uma fonte em segurança? Sem contar que enquanto tudo isso acontece na vida dela, fora da prisão o processo corre e deixa um rastro de violência e controle abusivos por parte do governo dos EUA. E é esse paralelo que consegue imprimir credibilidade a essa primeira parte do filme que não se deixa levar por um positivismo exagerado.
O argumento é bem construído, consegue potencializar as virtudes dos filmes de tribunal, porém a conclusão não atinge a dimensão exigida e acaba danificando o final. Graças a um sentimentalismo exagerado e com pouca profundidade o filme se perde numa conclusão forçada e desfaz toda a base sólida do roteiro que foi brilhantemente sustentado em personagens bem desenvolvidos. Trocando em miúdos, a impressão que ficou foi a que o filme teve o primeiro e o segundo a ato escrito por um dos roteiristas de Damages e o ato final por um dos roteirista da segunda temporada de Heroes. Period!
Mas uma coisa é certa, o filme com certeza será um divisor de águas na carreira da Kate Beckinsale, que apesar de não ter conseguido o reconhecimento nas premiações, provou que está pronta para papéis mais maduros e que exigem um grau de dramaticidade mais intenso, entregando uma forte interpretação e dando visibilidade ao longa, afinal convenhamos que a curiosidade de vê-la em um papel mais sério foi um dos motivos que me fez ver o filme. Além dela todo o elenco entrega atuações inspiradas, Vera Farmiga, Matt Dillon, Alan Alda e até o David Schwimmer. Realmente uma pena não ter tido um final digno da dimensão de todo aquele drama.
Cotação: 7,5

O CASO ORIGINAL
O filme é uma versão de um escândalo ocorrido nos EUA em 2003, conhecido como o caso Plame-Wilson (ou escândalo da fuga da CIA ou Plamegate). Esse escândalo consistiu na identificação de
Valerie Plame Wilson como agente disfarçada da CIA. A relação da Sra. Plame com a CIA era informação secreta e a revelação foi feita numa coluna de jornal com o título "Mission to Niger" escrita por Robert Novak, e publicada em 14 de Julho de 2003. (clique no link para ler o artigo original em inglês). Joseph C. Wilson, marido de Valerie Plame, viajou ao Níger em Fevereiro de 2002 para comprovar a possível ligação entre a indústria local de urânio e Saddam Hussein - para quem não lembra, em dezembro de 2002, os EUA acusou o Iraque de ter tentado comprar urânio do Níger para a fabricação de armas nucleares. Depois da viagem ele escreveu em uma coluna no New York Times, afirmando convincentemente, que o Níger não vendeu urânio ao Iraque.
Depois da publicação do artigo que revelava a identificação de Valerie, Joseph afirmou em várias entrevistas e escritos que membros da administração Bush revelaram a condição dela por vingança ao artigo dele, publicado apenas oito dias antes do artigo de Robert Novak (que identificou Plame). Valerie Plame era especializada em armas de destruição massiva, fato que teria motivado os partidários do presidente achar que ela quem teve a ideia de enviar o marido na viagem ao Níger.
Como o filme é também ficção, eles optaram por seguir uma linha diferente da realidade e prenderam a própria escritora do artigo por não revelar a identidade da fonte que passou para ela as informações sobre Valerie Plame. Porém na realidade ocorreu de forma diferente, o Robert Novak não foi preso e a responsabilidade do artigo caiu sobre a jornalista
Judith Miller, que foi quem conseguiu a informação de que a Plame era agente da CIA e passou para Novak.Em 29 de Setembro de 2005, após 12 semanas na cadeia Miller foi liberada e concordou em revelar para o júri a identidade da fonte. Segundo ela, Lewis Libby, "Chief of Staff" do vice-presidente Dick Cheney, foi quem passou as informações sobre a agente Valerie Plame.
Lembrando que nada disso é spoiler, já que o filme apenas se inspira no caso, não seguindo a risca o que aconteceu na realidade.
Curiosidade:
Alguns meses depois das publicações dos dois artigos (o do Robert e o do marido da Valerie) os EUA desculparam-se com o Níger pela alegação feita, afirmando o ex-secretário de Estado norte-americano para os Assuntos Africanos, Herman Cohen, que "a página agora está virada. A administração norte-americana aceitou que a informação sobre a venda de urânio do Níger ao Iraque foi baseada em documentos falsos". Coisas dos EUA!
16 de abril de 2009
Planeta Terror
Título Original: Planet TerrorPaís de Origem: EUA
Gênero: Terror
Ano de Lançamento: 2007
Diretor: Robert Rodriguez
A outra metade do projeto “Grindhouse” chama-se “Planeta Terror” que, dirigida por Robert Rodriguez, conta a história de um casal de médicos William (Josh Brolin) e Dakota Block (Marley Shelton) que é surpreendido no hospital por uma multidão de homens e mulheres, cheios de feridas e mutilações que vagam com um olhar perdido. Lutando contra eles está Cherry (Rose McGowan), uma dançarina de boate cuja perna foi decepada num ataque e no lugar uma metralhadora (nem adianta querer saber como ela consegue dar os tiros) foi implantada. Ela, acompanhada por El Wray (Freddy Rodríguez), vai liderar um exército de inválidos assassinos numa trama absurda envolvendo cientistas, o exército e uma espécie de gás tóxico.
O filme é no mínimo bizarro. Ele já começa tosco, parecendo mais um filme idiota sobre zumbis, exceto que não são zumbis de verdade, mas pessoas infectadas por um gás tóxico que o exército dos EUA utilizou nas campanhas no Oriente Médio e que por acaso, se alastra na cidadezinha onde o filme se passa, ou seja, dá pra notar que o roteiro serve unicamente como pretexto para uma coleção de personagens bizarros. Confesso que pensei duas vezes antes de continuar assistindo. Mas continuei e com o tempo o filme se mostrou mais “interessante”, na medida do possível, é claro. As ações foram tomando o lugar dos diálogos vagos e sem graça dando mais valor ao visual (cada vez mais trash) do que a qualquer lógica humanamente próxima do possível. A trama é boba? Sim, muito. E por isso mesmo aconselho aos que forem assistir que deixem de lado qualquer preconceito com o gênero e curtam a diversão em si, a tosquice do filme não está ali por acaso, mas para ser apreciada.
O terror e a ficção se misturam com humor nessa homenagem que traz tudo o que se espera de um filme do gênero: mulheres bonitas, atuações ruins, valentões, perna pra um lado e cabeça para o outro, cenas incrivelmente nojentas, tiros, explosões, e é na junção desses pequenos detalhes que Planeta Terror tira a sua força. Ambos os filmes são divertidos à sua maneira, e sem dúvida valem a pena gastar uma horinhas assistindo os dois. Ainda mais que esse, de quebra, vem com um bônus: uma ponta do Tarantino pagando de ator no papel de um militar muito mau e que termina, bom... pra saber como ele termina, só vendo.
“Planeta Terror” é sem dúvidas a parte mais trash da dobradinha, que propositalmente reúne dois filmes ‘vagabundos’ homenageando as grindhouses dos anos 70 que passavam sessões duplas de filmes do gênero, mas nem por isso é menos divertido, pelo contrário, dá até certo equilíbrio ao projeto, que de um lado mostra visão de quem só ouviu falar e teve ‘medo’ de arriscar uma coisa trash demais, mas obteve um resultado tão bom quanto. E do outro lado a visão de quem viveu aquela época e tem plena consciência do caminho que tinha que seguir para um resultado mais próximo daquela ‘realidade’. E não digo com isso que um ou outro diretor viveu ou não aquela época, essa foi só uma sensação que tive ao final dos filmes.
Cotação: 7,0

Gênero: Terror
Ano de Lançamento: 2007
Diretor: Robert Rodriguez
A outra metade do projeto “Grindhouse” chama-se “Planeta Terror” que, dirigida por Robert Rodriguez, conta a história de um casal de médicos William (Josh Brolin) e Dakota Block (Marley Shelton) que é surpreendido no hospital por uma multidão de homens e mulheres, cheios de feridas e mutilações que vagam com um olhar perdido. Lutando contra eles está Cherry (Rose McGowan), uma dançarina de boate cuja perna foi decepada num ataque e no lugar uma metralhadora (nem adianta querer saber como ela consegue dar os tiros) foi implantada. Ela, acompanhada por El Wray (Freddy Rodríguez), vai liderar um exército de inválidos assassinos numa trama absurda envolvendo cientistas, o exército e uma espécie de gás tóxico.
O filme é no mínimo bizarro. Ele já começa tosco, parecendo mais um filme idiota sobre zumbis, exceto que não são zumbis de verdade, mas pessoas infectadas por um gás tóxico que o exército dos EUA utilizou nas campanhas no Oriente Médio e que por acaso, se alastra na cidadezinha onde o filme se passa, ou seja, dá pra notar que o roteiro serve unicamente como pretexto para uma coleção de personagens bizarros. Confesso que pensei duas vezes antes de continuar assistindo. Mas continuei e com o tempo o filme se mostrou mais “interessante”, na medida do possível, é claro. As ações foram tomando o lugar dos diálogos vagos e sem graça dando mais valor ao visual (cada vez mais trash) do que a qualquer lógica humanamente próxima do possível. A trama é boba? Sim, muito. E por isso mesmo aconselho aos que forem assistir que deixem de lado qualquer preconceito com o gênero e curtam a diversão em si, a tosquice do filme não está ali por acaso, mas para ser apreciada.
O terror e a ficção se misturam com humor nessa homenagem que traz tudo o que se espera de um filme do gênero: mulheres bonitas, atuações ruins, valentões, perna pra um lado e cabeça para o outro, cenas incrivelmente nojentas, tiros, explosões, e é na junção desses pequenos detalhes que Planeta Terror tira a sua força. Ambos os filmes são divertidos à sua maneira, e sem dúvida valem a pena gastar uma horinhas assistindo os dois. Ainda mais que esse, de quebra, vem com um bônus: uma ponta do Tarantino pagando de ator no papel de um militar muito mau e que termina, bom... pra saber como ele termina, só vendo.
“Planeta Terror” é sem dúvidas a parte mais trash da dobradinha, que propositalmente reúne dois filmes ‘vagabundos’ homenageando as grindhouses dos anos 70 que passavam sessões duplas de filmes do gênero, mas nem por isso é menos divertido, pelo contrário, dá até certo equilíbrio ao projeto, que de um lado mostra visão de quem só ouviu falar e teve ‘medo’ de arriscar uma coisa trash demais, mas obteve um resultado tão bom quanto. E do outro lado a visão de quem viveu aquela época e tem plena consciência do caminho que tinha que seguir para um resultado mais próximo daquela ‘realidade’. E não digo com isso que um ou outro diretor viveu ou não aquela época, essa foi só uma sensação que tive ao final dos filmes.
Cotação: 7,0

14 de abril de 2009
À Prova de Morte
Titulo Original: Death ProofPaís de Origem: EUA
Gênero: Terror
Ano de Lançamento: 2007
Diretor: Quentin Tarantino
Oito mulheres sensuais (em dois momentos diferentes, divididas em grupos de 4) versus um homem, um dublê assustador que usa suas habilidades com carros para executar seus planos de assassinato. Essa é a premissa básica da parte do Tarantino em Grindhouse.
No primeiro momento, Jungle Julia (Sydney Tamiia Poitier), a DJ mais sexy de Austin, junto com suas duas melhores amigas Shanna e Arlene (Jordan Ladd e Vanessa Ferlito, respectivamente) saem à noite para se divertir e divertir os freqüentadores masculinos dos bares e boates do Texas. Os atributos físicos das três acabam atraindo a atenção de todos, porém nem toda a atenção é inocente. Cobrindo de perto os movimentos delas está ‘Stuntman’ Mike (Kurt Russell), um rebelde inquieto e temperamental dublê que se esconde atrás do volante do seu carro indestrutível.
No segundo momento, outro grupo de 3 amigas, Abby (Rosario Dawson), Kim (Tracie Thoms) e Lee (Mary Elizabeth Winstead) estão presas em uma cidade do interior trabalhando na realização de um filme. No caminho para o aeroporto onde vão receber a 4ª amiga, a Zoe (Zoe Bell), elas param numa lanchonete e é aí o primeiro contato que temos com elas. Depois do encontro com Zoe e durante um almoço elas descobrem o motivo da real visita da amiga. Fazer um “test drive” em um Dodge Challenger de 1970 que está à venda na cidade. É durante esse test drive que a segunda parte do filme acontece e que descobrimos que mais uma vez, ‘Stuntman’ Mike (Kurt Russell), veio ao mundo para dar trabalho, principalmente às mulheres.
O hiato de 3 anos sem dirigir um filme deu animo para mais uma produção cheia de violência, morte, mulheres sensuais, sangue, mais violência e mais morte (se tratando do Tarantino, não dava pra esperar algo diferente, e eu não estou reclamando). O filme tem o estilo dele em tudo, desde a escolha da trilha sonora até o sangue que jorra de um ferimento. Todos os ingredientes que associamos ao cinema dele estão ali. Até as referências, que de tão clássicas, ninguém além dele as conhece, estão ali.
Na minha humilde opinião, o Tarantino está no hall dos caras que vale a pena ver tudo que tenha o dedo, e confesso que a maioria dos projetos dele me agrada. E dessa vez não foi diferente, Death Proof é diversão certa. Concordo com quem achar que faltou mais roteiro, essa é a parte do filme que menos atrai. Em termos de diálogos achei os do segundo grupo de amigas, mais afinados e divertidos, porém nota-se que a intenção do filme é pouco diálogo e mais ação mesmo. E nisso ninguém pode reclamar, na primeira parte tem a cena de batida de carro mais cool que já vi no cinema, incluindo aqui a batida do bonde que transportava a Frida Kahlo em “Frida”, e na segunda parte presenciamos uma das cenas de perseguições mais legais ever, não falo só da cena em si, mas de todo o contexto, não dá pra falar muito sem tirar a surpresa de quem não viu. Aliás é com essa deixa que eu aviso: vale a pena.
Cotação: 8,0
Gênero: Terror
Ano de Lançamento: 2007
Diretor: Quentin Tarantino
Oito mulheres sensuais (em dois momentos diferentes, divididas em grupos de 4) versus um homem, um dublê assustador que usa suas habilidades com carros para executar seus planos de assassinato. Essa é a premissa básica da parte do Tarantino em Grindhouse.
No primeiro momento, Jungle Julia (Sydney Tamiia Poitier), a DJ mais sexy de Austin, junto com suas duas melhores amigas Shanna e Arlene (Jordan Ladd e Vanessa Ferlito, respectivamente) saem à noite para se divertir e divertir os freqüentadores masculinos dos bares e boates do Texas. Os atributos físicos das três acabam atraindo a atenção de todos, porém nem toda a atenção é inocente. Cobrindo de perto os movimentos delas está ‘Stuntman’ Mike (Kurt Russell), um rebelde inquieto e temperamental dublê que se esconde atrás do volante do seu carro indestrutível.
No segundo momento, outro grupo de 3 amigas, Abby (Rosario Dawson), Kim (Tracie Thoms) e Lee (Mary Elizabeth Winstead) estão presas em uma cidade do interior trabalhando na realização de um filme. No caminho para o aeroporto onde vão receber a 4ª amiga, a Zoe (Zoe Bell), elas param numa lanchonete e é aí o primeiro contato que temos com elas. Depois do encontro com Zoe e durante um almoço elas descobrem o motivo da real visita da amiga. Fazer um “test drive” em um Dodge Challenger de 1970 que está à venda na cidade. É durante esse test drive que a segunda parte do filme acontece e que descobrimos que mais uma vez, ‘Stuntman’ Mike (Kurt Russell), veio ao mundo para dar trabalho, principalmente às mulheres.
O hiato de 3 anos sem dirigir um filme deu animo para mais uma produção cheia de violência, morte, mulheres sensuais, sangue, mais violência e mais morte (se tratando do Tarantino, não dava pra esperar algo diferente, e eu não estou reclamando). O filme tem o estilo dele em tudo, desde a escolha da trilha sonora até o sangue que jorra de um ferimento. Todos os ingredientes que associamos ao cinema dele estão ali. Até as referências, que de tão clássicas, ninguém além dele as conhece, estão ali.
Na minha humilde opinião, o Tarantino está no hall dos caras que vale a pena ver tudo que tenha o dedo, e confesso que a maioria dos projetos dele me agrada. E dessa vez não foi diferente, Death Proof é diversão certa. Concordo com quem achar que faltou mais roteiro, essa é a parte do filme que menos atrai. Em termos de diálogos achei os do segundo grupo de amigas, mais afinados e divertidos, porém nota-se que a intenção do filme é pouco diálogo e mais ação mesmo. E nisso ninguém pode reclamar, na primeira parte tem a cena de batida de carro mais cool que já vi no cinema, incluindo aqui a batida do bonde que transportava a Frida Kahlo em “Frida”, e na segunda parte presenciamos uma das cenas de perseguições mais legais ever, não falo só da cena em si, mas de todo o contexto, não dá pra falar muito sem tirar a surpresa de quem não viu. Aliás é com essa deixa que eu aviso: vale a pena.
Cotação: 8,0

1 de abril de 2009
Ele Não Está Tão a Fim de Você
Titulo Original: He's Just Not That Into YouPaís de Origem: EUA
Gênero: Comédia Romântica
Ano de Lançamento: 2009
Diretor: Ken Kwapis
Pense naquelas situações de problemas que começam filmes melosos românticos em geral: a garota que é dispensada por todos e conta com um amigo pra ajudá-la a superar as perdas; um casal que é feliz, mas que um dos dois não quer se casar; um outro casal que é feliz para sempre, até o surgimento de uma terceira(o); a garota nerd que mergulha no mundo da tecnologia para arranjar (pseudo) relacionamentos.
Pois bem, pegue tudo isso, junte, deixe em banho maria e depois bata até dar liga, acrescentando um time (ENORME, diga-se de passagem) de mulheres lindíssimas e você tem a nova investida cinematográfica de Jennifer Anniston, Drew Barrymore e Scarlett Johansson: Ele não está tão afim de você.
Apesar de logo após nós concluirmos quem desempenha que papel no filme, concluimos também seus finais, o resultado do filme acaba sendo bem agradável. Lógico, admirar as belezas cada vez mais estonteantes das Jennifers (Aniston e Connelly) não atrapalha em nada. Mas as piadas esparsas, a química do “casal principal” Ginnie e Alex (Ginnifer Goodwin e Justin Long, muito divertidos) e os depoimentos para a camera à la Sex and The City – season one, fazem o ingresso valer a pena.
Ginnie, Beth (Aniston) e Janine (Connelly) trabalham juntas e cada uma tem sua própria história explorada no longa: a primeira, nunca recebe a fatídica ligação pós-primeiro encontro e é uma stalker de primeira, até conhecer Alex; a segunda tem um relacionamento de 7 anos com Neil (Ben Affleck, totalmente coadjuvante), que é contrário ao casamento; a terceira é felizmente casada com Ben (Bradley Cooper-whatever), até a entrada de Anna (Scarlet, estonteante em seu milésimo papel de slut) na vida dos dois. Ah, ainda temos Mary, uma assessora de imprensa nerd amiga de Anna, responsável pela divulgação do corretor Connor (Kevin Connolly), de Entourage, outro coadjuvante de luxo), que por sua vez, saiu uma vez com Ginnie. Obviamente, esses dois parecem ter sido postos no filme só pra satisfazer as vontades de Drew de atuar um pouco neste filme que produziu. Enfim.
Muitas tramas, muitas beldades e algumas risadas depois, o resultado é uma comédia despretensiosamente divertida sobre o velho tema dos relacionamentos complicados.
Pois bem, pegue tudo isso, junte, deixe em banho maria e depois bata até dar liga, acrescentando um time (ENORME, diga-se de passagem) de mulheres lindíssimas e você tem a nova investida cinematográfica de Jennifer Anniston, Drew Barrymore e Scarlett Johansson: Ele não está tão afim de você.
Apesar de logo após nós concluirmos quem desempenha que papel no filme, concluimos também seus finais, o resultado do filme acaba sendo bem agradável. Lógico, admirar as belezas cada vez mais estonteantes das Jennifers (Aniston e Connelly) não atrapalha em nada. Mas as piadas esparsas, a química do “casal principal” Ginnie e Alex (Ginnifer Goodwin e Justin Long, muito divertidos) e os depoimentos para a camera à la Sex and The City – season one, fazem o ingresso valer a pena.
Ginnie, Beth (Aniston) e Janine (Connelly) trabalham juntas e cada uma tem sua própria história explorada no longa: a primeira, nunca recebe a fatídica ligação pós-primeiro encontro e é uma stalker de primeira, até conhecer Alex; a segunda tem um relacionamento de 7 anos com Neil (Ben Affleck, totalmente coadjuvante), que é contrário ao casamento; a terceira é felizmente casada com Ben (Bradley Cooper-whatever), até a entrada de Anna (Scarlet, estonteante em seu milésimo papel de slut) na vida dos dois. Ah, ainda temos Mary, uma assessora de imprensa nerd amiga de Anna, responsável pela divulgação do corretor Connor (Kevin Connolly), de Entourage, outro coadjuvante de luxo), que por sua vez, saiu uma vez com Ginnie. Obviamente, esses dois parecem ter sido postos no filme só pra satisfazer as vontades de Drew de atuar um pouco neste filme que produziu. Enfim.
Muitas tramas, muitas beldades e algumas risadas depois, o resultado é uma comédia despretensiosamente divertida sobre o velho tema dos relacionamentos complicados.
7 de março de 2009
Se Eu Fosse Você 2
Título Original: Se Eu Fosse Você 2País de Origem: Brasil
Gênero: Comédia Romântica
Ano de Lançamento: 2009
Direção: Daniel Filho
5.324.000.
O número fala por si só.
Fenômeno absurdo de público, como não se via há um bom tempo com um filme brasileiro (Tropa de Elite foi um fenômeno, sim, mas nas barracas de camelô), Se Eu Fosse Você 2, de Daniel Filho, traz nova esperança pros produtores nacionais. O velho preconceito de filme brasileiro = qualidade precária teria finalmente acabado? Aparentemente, sim.
E não é sem motivos. Desde Central do Brasil, passando pelo aclamado (justíssimamente) Cidade de Deus, atropelando bandidos com tortura em Tropa e rindo deliciosamente com este filme que é o assunto deste texto, as produções brasileiras tiveram um upgrade notável de qualidade, principalmente em sua parte técnica, já que a criatividade brasileira é característica mundialmente conhecida (e premiada) há décadas. Mas, diferentemente de seus antecessores, Se Eu Fosse não se prende somente a isso, e é em outros aspectos que vai conquistar seu público.
O enorme motivo é a dupla de protagonistas. Mesmo o roteiro sendo baseado num clichê que já foi usado e abusado em Hollywood e por eles próprios na primeira versão do filme, Glória Pires e Tony Ramos fazem com que absolutamente tudo valha a pena. São dois gênios oriundos das telenovelas que sabem brilhar se apoiando apenas em pequenos detalhes. E, como brilham. Antes de ir para o mérito da troca de corpos que baseia todo o roteiro, peguemos uma cena somente: tente fazer com alguém uma cena igual a da briga no elevador, em que os dois discutem falando as mesmas frases ao mesmo tempo. Hmmm...
Além desses pequenos detalhes que já estamos acostumados em ver na tela pequena, temos a deliciosa troca de corpos. Tony Ramos é um monstro. Faz com que todos riam do início ao fim, com pequenas sutilezas, sem exagerar na afetação da voz e se segurando apenas em pequenos movimentos das mãos, no andar expressões faciais como poucos conseguem. Ainda mais numa era onde o botox impera. Glória Pires também está muito bem, segurando seus ombros, pisando firme no chão e empostando sua voz. É uma grande atriz e sabe brilhar. Mas Tony é simplesmente genial.
Se Eu Fosse Você 2 encanta o público por dois motivos: um, por ser uma comédia leve e muito divertida, que todos nós precisamos em tempos de João Hélios, Isabella Nardonis e etc, mesmo sendo somente mais do mesmo em seu roteiro. Dois: Tony Ramos e Glória Pires.
Fenômeno absurdo de público, como não se via há um bom tempo com um filme brasileiro (Tropa de Elite foi um fenômeno, sim, mas nas barracas de camelô), Se Eu Fosse Você 2, de Daniel Filho, traz nova esperança pros produtores nacionais. O velho preconceito de filme brasileiro = qualidade precária teria finalmente acabado? Aparentemente, sim.
E não é sem motivos. Desde Central do Brasil, passando pelo aclamado (justíssimamente) Cidade de Deus, atropelando bandidos com tortura em Tropa e rindo deliciosamente com este filme que é o assunto deste texto, as produções brasileiras tiveram um upgrade notável de qualidade, principalmente em sua parte técnica, já que a criatividade brasileira é característica mundialmente conhecida (e premiada) há décadas. Mas, diferentemente de seus antecessores, Se Eu Fosse não se prende somente a isso, e é em outros aspectos que vai conquistar seu público.
O enorme motivo é a dupla de protagonistas. Mesmo o roteiro sendo baseado num clichê que já foi usado e abusado em Hollywood e por eles próprios na primeira versão do filme, Glória Pires e Tony Ramos fazem com que absolutamente tudo valha a pena. São dois gênios oriundos das telenovelas que sabem brilhar se apoiando apenas em pequenos detalhes. E, como brilham. Antes de ir para o mérito da troca de corpos que baseia todo o roteiro, peguemos uma cena somente: tente fazer com alguém uma cena igual a da briga no elevador, em que os dois discutem falando as mesmas frases ao mesmo tempo. Hmmm...
Além desses pequenos detalhes que já estamos acostumados em ver na tela pequena, temos a deliciosa troca de corpos. Tony Ramos é um monstro. Faz com que todos riam do início ao fim, com pequenas sutilezas, sem exagerar na afetação da voz e se segurando apenas em pequenos movimentos das mãos, no andar expressões faciais como poucos conseguem. Ainda mais numa era onde o botox impera. Glória Pires também está muito bem, segurando seus ombros, pisando firme no chão e empostando sua voz. É uma grande atriz e sabe brilhar. Mas Tony é simplesmente genial.
Se Eu Fosse Você 2 encanta o público por dois motivos: um, por ser uma comédia leve e muito divertida, que todos nós precisamos em tempos de João Hélios, Isabella Nardonis e etc, mesmo sendo somente mais do mesmo em seu roteiro. Dois: Tony Ramos e Glória Pires.
26 de fevereiro de 2009
Dúvida
Título Original: DoubtPaís de Origem: USA
Gênero: Drama
Ano de Lançamento: 2008
Direção: John Patrick Shanley
Um dos meu maiores desejos de cinéfilo era assitir Meryl Streep contracenando com Philip Seymour Hoffman. Minha atriz e meus ator preferidos, juntos? Era bom de mais pra ser verdade! Foi quando surgiu os primeiros rumores de que isso poderia acontecer, que eu já comecei a ficar ansioso! E ainda mais quando soube que além deles dois, a Amy Adams, que eu considero a mais talentosa dessa nova geração, iria dividir os holofotes com eles dois. Aí era felicidade demais pra um cinéfilo só!! Três grandes atores trabalhando juntos, num drama intenso e cheio de espaço para brilharem, eu poderia pedir mais? Acho que não! [talvez sim, se fosse em um filme dirigido pelo PTA e ainda tivesse a Kate Winslet, eu não acharia ruim! rsrs] Mas enfim, dito isso, vamos ao que interessa.
O ano é 1964 e o cenário é a escola St. Nicholas, no Bronx. O carismático e nada tradicional padre Flynn (Philip Seymour Hoffman), vem tentando acabar com os rígidos costumes da escola, que há muito é seguido ferozmente pela irmã Aloysius Beauvier (Meryl Streep), a diretora com mãos de aço que acredita no poder do medo e da disciplina. Os ventos das mudanças sopram pela comunidade e a escola acaba de aceitar seu primeiro aluno negro, Donald Miller. Mas quando a inocente irmã James (Amy Adams), conta à irmã Aloysius sobre sua suspeita, de que o padre Flynn está dando atenção exagerada a Donald, a irmã Aloysius se vê motivada a empreender uma investigação para descobrir a verdade e banir o padre da escola. Agora, sem nenhuma prova ou evidência, exceto sua certeza moral, a irmã Aloysius trava uma batalha de determinação com o padre Flynn tentando a qualquer custo expulsá-lo da escola.
Acho que o tema mais abordado no filme é a fé, principalmente o que diz respeito à perda dela, já que é fato que a dúvida e a fé seguem caminhos completamente opostos. De um lado a irmã Aloysius, se mostra convicta em suas crenças. Do outro as dúvidas e os questionamentos corroem a irmã James, que apesar de ter sido a mola propulsora de toda a história, acredita cada vez menos no que viu. O padre Flynn é o centro de toda a história, e sua personalidade oposta a da irmã Aloysius, torna-se um dos grandes motivos para a desconfiança exagerada (ou não) da freira. É tradição versus mudanças de comportamento. É inocência versus malícia. Eé além de tudo isso um ótimo roteiro, do John Patrick Shanley, que à medida que vai se desenvolvendo, mostra que Aloysius e Flynn estão mais próximos do que imaginam. Seja pelas convicções, pelas dúvidas ou pela culpa de erros do passado/presente.
O roteiro, que apesar de contar com um número exorbitante de cenas com puro diálogo, ao final prova que nenhum daqueles poderia ter sido dispensado. Cenas em que muito se foi falado, mas pouco foi realmente dito. Ou até cenas em que muito se foi dito sem necessariamente ter sido verbalizado. E é aí que as dúvidas começam a surgir para o espectador, a incerteza nos fatos deixa o público às vezes propenso a acreditar na bondade do padre e outras vezes desconfiado das atitudes dele. No meio de tanta certeza há sempre espaço para o imprevisto, tornando a dúvida inevitável em algumas situações.
À margem desse roteiro teatral, apoiado em diálogos fortes, todos os atores tiveram espaço de sobra para brilhar e o John Patrick Shanley, soube trabalhar isso ao favor do filme fazendo o trabalho daqueles maravilhosos profissionais o ponto forte no longa. Meryl Streep, com força e intensidade constrói uma personagem que ao mesmo tempo em que passa toda sua convicção, contribui para aumentar a dúvida que corrói também o espectador. Philip Seymour Hoffman, que cria de forma precisa um personagem de caráter duvidoso, trabalho difícil, mas que ele tirou de letra. Amy Adams, com toda a inocência pedida pela personagem, mostra mais uma vez porque é uma das atrizes mais promissoras da nova geração. Viola Davis, que aparece uma única vez no filme em uma sequência de tirar o chapéu também trabalhar extremamente bem.
Embora esses dois fatores (roteiro e interpretações) sejam os pontos mais altos do filme, ainda assim, sobra destaque para o lado técnico da produção, desde a cuidadosa fotografia de Roger Deakins até a conveniente trilha sonora de Howard Shore, passando ainda pelos cuidados da figurinista Ann Roth e da direção de arte de Peter Rogness. Por mais que eu concorde que a direção do John Patrick Shanley não chega a emplogar, eu ainda assim acho que não é isso que vai tirar do filme todos os outros méritos alcaçados, seja na parte técnica, seja nos trabalhos dos atores e até no roteiro bem adaptado!
Cotação: 9,0
Gênero: Drama
Ano de Lançamento: 2008
Direção: John Patrick Shanley
Um dos meu maiores desejos de cinéfilo era assitir Meryl Streep contracenando com Philip Seymour Hoffman. Minha atriz e meus ator preferidos, juntos? Era bom de mais pra ser verdade! Foi quando surgiu os primeiros rumores de que isso poderia acontecer, que eu já comecei a ficar ansioso! E ainda mais quando soube que além deles dois, a Amy Adams, que eu considero a mais talentosa dessa nova geração, iria dividir os holofotes com eles dois. Aí era felicidade demais pra um cinéfilo só!! Três grandes atores trabalhando juntos, num drama intenso e cheio de espaço para brilharem, eu poderia pedir mais? Acho que não! [talvez sim, se fosse em um filme dirigido pelo PTA e ainda tivesse a Kate Winslet, eu não acharia ruim! rsrs] Mas enfim, dito isso, vamos ao que interessa.O ano é 1964 e o cenário é a escola St. Nicholas, no Bronx. O carismático e nada tradicional padre Flynn (Philip Seymour Hoffman), vem tentando acabar com os rígidos costumes da escola, que há muito é seguido ferozmente pela irmã Aloysius Beauvier (Meryl Streep), a diretora com mãos de aço que acredita no poder do medo e da disciplina. Os ventos das mudanças sopram pela comunidade e a escola acaba de aceitar seu primeiro aluno negro, Donald Miller. Mas quando a inocente irmã James (Amy Adams), conta à irmã Aloysius sobre sua suspeita, de que o padre Flynn está dando atenção exagerada a Donald, a irmã Aloysius se vê motivada a empreender uma investigação para descobrir a verdade e banir o padre da escola. Agora, sem nenhuma prova ou evidência, exceto sua certeza moral, a irmã Aloysius trava uma batalha de determinação com o padre Flynn tentando a qualquer custo expulsá-lo da escola.
Acho que o tema mais abordado no filme é a fé, principalmente o que diz respeito à perda dela, já que é fato que a dúvida e a fé seguem caminhos completamente opostos. De um lado a irmã Aloysius, se mostra convicta em suas crenças. Do outro as dúvidas e os questionamentos corroem a irmã James, que apesar de ter sido a mola propulsora de toda a história, acredita cada vez menos no que viu. O padre Flynn é o centro de toda a história, e sua personalidade oposta a da irmã Aloysius, torna-se um dos grandes motivos para a desconfiança exagerada (ou não) da freira. É tradição versus mudanças de comportamento. É inocência versus malícia. Eé além de tudo isso um ótimo roteiro, do John Patrick Shanley, que à medida que vai se desenvolvendo, mostra que Aloysius e Flynn estão mais próximos do que imaginam. Seja pelas convicções, pelas dúvidas ou pela culpa de erros do passado/presente.O roteiro, que apesar de contar com um número exorbitante de cenas com puro diálogo, ao final prova que nenhum daqueles poderia ter sido dispensado. Cenas em que muito se foi falado, mas pouco foi realmente dito. Ou até cenas em que muito se foi dito sem necessariamente ter sido verbalizado. E é aí que as dúvidas começam a surgir para o espectador, a incerteza nos fatos deixa o público às vezes propenso a acreditar na bondade do padre e outras vezes desconfiado das atitudes dele. No meio de tanta certeza há sempre espaço para o imprevisto, tornando a dúvida inevitável em algumas situações.
À margem desse roteiro teatral, apoiado em diálogos fortes, todos os atores tiveram espaço de sobra para brilhar e o John Patrick Shanley, soube trabalhar isso ao favor do filme fazendo o trabalho daqueles maravilhosos profissionais o ponto forte no longa. Meryl Streep, com força e intensidade constrói uma personagem que ao mesmo tempo em que passa toda sua convicção, contribui para aumentar a dúvida que corrói também o espectador. Philip Seymour Hoffman, que cria de forma precisa um personagem de caráter duvidoso, trabalho difícil, mas que ele tirou de letra. Amy Adams, com toda a inocência pedida pela personagem, mostra mais uma vez porque é uma das atrizes mais promissoras da nova geração. Viola Davis, que aparece uma única vez no filme em uma sequência de tirar o chapéu também trabalhar extremamente bem.Embora esses dois fatores (roteiro e interpretações) sejam os pontos mais altos do filme, ainda assim, sobra destaque para o lado técnico da produção, desde a cuidadosa fotografia de Roger Deakins até a conveniente trilha sonora de Howard Shore, passando ainda pelos cuidados da figurinista Ann Roth e da direção de arte de Peter Rogness. Por mais que eu concorde que a direção do John Patrick Shanley não chega a emplogar, eu ainda assim acho que não é isso que vai tirar do filme todos os outros méritos alcaçados, seja na parte técnica, seja nos trabalhos dos atores e até no roteiro bem adaptado!
Cotação: 9,012 de fevereiro de 2009
Ghost Town
Título Original: Ghost TownPaís de Origem: EUA
Gênero: Comédia Romântica / Fantasia
Ano de Lançamento: 2008
Direção: David Koepp
Bertram Pincus (Ricky Gervais) é um dentista anti-social e egocêntrico que adquire a habilidade de ver espíritos após morrer brevemente durante uma colonoscopia (!!!!), habilidade que se mostra muito irritante, e piora cada vez mais quando cada fantasma que passa por ele em Manhattan decide pedir um favor. Mas é particularmente um, o mais irritante de todos: Frank Herlihy (Greg Kinnear). Ele quer que o Dr. Pincus ajude ele a evitar que Gwen (Téa Leoni), a viúva dele, case-se com um advogado comprometido com direitos humanos, Richard (Bill Campbell), e isso acaba por situar Dr. Pincus num dos vértices de um triangulo amoroso.
É com esse filme que o Ricky Gervais torna-se um americano por completo! Prova definitivamente que pode fazer qualquer coisa, inclusive a típica comédia romântica americana e mais, no papel do mocinho. Aparentemente, pelo tipo físico dele, os papéis mais prováveis que eu achava que ele conseguiria numa comédia romântica seriam os de pai de algum dos protagonistas, ou irmão ou aquele melhor amigo engraçado que rouba a cena a todo o momento. Pode até ser meio preconceituoso falar isso, mas era realmente isso que eu pensava. Fiquei feliz de estar enganado, o Gervais convenceu no papel de mocinho e entregou um trabalho muito digno de premiação, isso já dava para notar pelas primeiras cenas do filme. E o melhor de tudo é que ele faz a coisa muito bem e sem perder o típico humor britânico!
Pode soar exagerado, mas eu acho que o roteiro do filme tem um que de clássico, não estou dizendo do filme em si, mas eu notei ali o típico humor que segue a linha Charlin Chaplin, aquela coisa de primeiro mostrar uma casca de banana, depois um homem andando, depois o pé pisando na casca e finalmente o homem caindo. Claro que no filme não tem nenhuma cena de um homem escorregando numa casca de banana, o que acontece são variações, mas que seguem essa mesma linha de mostrar antes o que está prestes a acontecer e assim mesmo continuar interessante, o que é mais importante. Além disso, o roteiro ainda tem umas pitadinhas de identidade britânica aqui e ali, além dos evidentes espaços para a improvisação irônico-sarcástica do Gervais, como não poderia deixar de ser.
É basicamente ele quem faz toda a comédia, e ele faz do jeito que ele sabe fazer melhor, como na cena em que ele volta para o hospital para confrontar a cirurgiã (brilhantemente interpretada pela Kristen Wiig do SNL). Ela, achando que ele vai querer processar o hospital entra numa espécie de pânico, negando tudo antes mesmo dele começar a perguntar alguma coisa e assim continuam por um bom tempo, sem conseguir manter uma conversação, típico estilo de comédia do Gervais, que parece que está fazendo escola.
Mas enfim, voltando ao filme, ele conta com ótimas locações e uma fotografia muito bonita de uma Manhattan que está saindo do outono, com direito a árvores amarelinhas no Central Park e tudo mais. E além de tudo isso, a trilha do filme, que vai de The Beatles a John Mayer, também é muito boa.
É com esse filme que o Ricky Gervais torna-se um americano por completo! Prova definitivamente que pode fazer qualquer coisa, inclusive a típica comédia romântica americana e mais, no papel do mocinho. Aparentemente, pelo tipo físico dele, os papéis mais prováveis que eu achava que ele conseguiria numa comédia romântica seriam os de pai de algum dos protagonistas, ou irmão ou aquele melhor amigo engraçado que rouba a cena a todo o momento. Pode até ser meio preconceituoso falar isso, mas era realmente isso que eu pensava. Fiquei feliz de estar enganado, o Gervais convenceu no papel de mocinho e entregou um trabalho muito digno de premiação, isso já dava para notar pelas primeiras cenas do filme. E o melhor de tudo é que ele faz a coisa muito bem e sem perder o típico humor britânico!
Pode soar exagerado, mas eu acho que o roteiro do filme tem um que de clássico, não estou dizendo do filme em si, mas eu notei ali o típico humor que segue a linha Charlin Chaplin, aquela coisa de primeiro mostrar uma casca de banana, depois um homem andando, depois o pé pisando na casca e finalmente o homem caindo. Claro que no filme não tem nenhuma cena de um homem escorregando numa casca de banana, o que acontece são variações, mas que seguem essa mesma linha de mostrar antes o que está prestes a acontecer e assim mesmo continuar interessante, o que é mais importante. Além disso, o roteiro ainda tem umas pitadinhas de identidade britânica aqui e ali, além dos evidentes espaços para a improvisação irônico-sarcástica do Gervais, como não poderia deixar de ser.
É basicamente ele quem faz toda a comédia, e ele faz do jeito que ele sabe fazer melhor, como na cena em que ele volta para o hospital para confrontar a cirurgiã (brilhantemente interpretada pela Kristen Wiig do SNL). Ela, achando que ele vai querer processar o hospital entra numa espécie de pânico, negando tudo antes mesmo dele começar a perguntar alguma coisa e assim continuam por um bom tempo, sem conseguir manter uma conversação, típico estilo de comédia do Gervais, que parece que está fazendo escola.
Mas enfim, voltando ao filme, ele conta com ótimas locações e uma fotografia muito bonita de uma Manhattan que está saindo do outono, com direito a árvores amarelinhas no Central Park e tudo mais. E além de tudo isso, a trilha do filme, que vai de The Beatles a John Mayer, também é muito boa.
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