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20 de junho de 2009

O Mágico de Oz

"Toto, I've a feeling we're not in Kansas any more.
We must be over the rainbow!"


Título Original: The Wizard of Oz
País de Origem: EUA
Gênero: Musical
Ano de Lançamento: 1939
Direção: Victor Fleming

Dorothy (Judy Garland), uma garota órfã, vive com seus tios, Henry (Charley Grapewin) e Emily (Clara Blandick), em uma fazenda do Kansas. Um problema com a desagradável Senhorita Gulch (Margaret Hamilton) leva a garota a fugir de casa com o seu cãozinho, Totó, que estava envolvido na confusão. No caminho ela conhece o Professor Marvel (Frank Morgan), um vidente charlatão que diz a ela que sua tia está doente por ela ter fugido de casa. Quando ela volta para a fazenda, um tornado levanta a casa e após muito rodopiar, aterrissa na Cidade dos Munchkins, em cima de uma das mais poderosas bruxas da região: a Bruxa Má do Leste (Margaret Hamilton). Em agradecimento os habitantes dão uma festa e Dorothy recebe de presente sapatos de Rubi. É quando surge A Bruxa Má do Oeste (Margaret Hamilton), que de imediato torna-se inimiga da garota por almejar os sapatos encantados que antes pertenciam à Bruxa Má do Leste.

Dorothy preocupada com os tios, segue pela estrada de tijolos amarelos, para chegar ao Mágico de Oz (Frank Morgan), o único que poderia ajudá-la a voltar para casa. No caminho ela conheceu um Espantalho (Ray Bolger), que desejava muito ter um cérebro. Um Homem de Lata (Jack Haley) que queria um coração. E um Leão Covarde (Bert Lahr), que desejava ter muita coragem. Juntos os quatro seguem em busca dos seus desejos, rumo à Cidade Esmeralda. Um historia que atravessou gerações e segue viva até hoje na cabeça dos ‘velhos jovens’ e até mesmo dos mais novos jovens. Uma historia sobre o amor e sobre a valorização da família.

A fantasia no filme é criada a partir de uma técnica que não há como não se deslumbrar. As cores, o cenário, tudo novidade na época, (vale lembrar que o filme é de 39 e o primeiro longa colorido é de 35) mas usada de maneira tão eficiente, com uma riqueza tão grande de detalhes que não tem como não impressionar. É tudo incrivelmente encantador, desde os detalhes até as pinturas que servem de fundo.

Cheio de simbolismos e musicais inesquecíveis, o filme possui um encanto único, e não por acaso foi imortalizado como um dos clássicos infantis que agrada pessoas de todas as idades. A trilha desse musical dispensa comentários é simplesmente fantástica. Um dos momentos mais marcantes do filme é quando Judy Garland canta a imortal Over The Rainbow, IMPOSSIVEL não ficar no mínimo hipnotizado, não é simplesmente uma cena do filme, e ‘A’ cena do filme.

O Mágico de Oz é para mim um dos melhores filmes já feitos. É perfeito o equilíbrio entre arte caprichada e as boas interpretações.

Cotação: 10,0



Texto de 20/01/08

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15 de outubro de 2008

A Noviça Rebelde

Título Original: The Sound of Music
País de Origem: EUA
Gênero: Musical
Ano de Lançamento: 1965
Direção: Robert Wise

Maria (Julie Andrews) é uma noviça que não consegue seguir as rígidas regras do convento onde vive. Sem saber o que fazer com ela, a Madre do convento resolve mandá-la para a casa de um capitão da marinha que está precisando de uma governanta para cuidar de tudo, inclusive dos seus sete filhos. Na casa do Capitão Von Trapp (Christopher Plummer), ela submete-se a um rígido regime e orientada a lidar com crianças da mesma forma. Aos poucos, e com muita música, Maria acaba conquistando a todos, até o Capitão, retomando a alegria da casa, ausente desde a morte da esposa do capitão. O plano de fundo do filme é a Áustria dos anos 30, pouco antes da sombra nazista começar a aterrorizar o mundo.

O filme tem duas partes, a primeira (até 1h45) é muito boa. Assistimos a Maria tendo que devolver a ‘vida’ da casa do capitão, e usando a música para isso. Tem um clima descontraído e um humor leve e na medida. Na segunda o parte o filme foge mais disso e torna-se um pouco político, mostrando o nazismo tomando a Áustria e como o capitão não se curva ao nazismo e enfrenta as conseqüências disso, colocando sua família em perigo, o que torna essa parte densa, um pouco mais dramática.

O elenco é uma grande arma do filme, Julie Andrews muito carismática, conquista o público logo nos primeiros minutos da projeção, com sua doçura e ousadia. Christopher Plummer consegue definir a mudança do personagem com relação à vida. E as crianças também estão fantásticas. Destaque para a mais nova, Gretl (Kym Karath) que rouba as poucas cenas em que consegue uma fala. E inclusive na canção de despedida “So Long Farewell”. Por falar em canção, a cada composição percebe-se a criatividade dos compositores, a canção de despedida é fantástica, assim como à clássica “The Sound of Music”.

Cotação: 8,8
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6 de setembro de 2008

A Última Noite

Título Original: A Prairie Home Companion
País de Origem: EUA
Gênero: Comédia / Musical
Ano de Lançamento: 2006
Direção: Robert Altman

O filme conta a história de um programa de radio que é gravado ao vivo numa cidade do estado de Minessota. Apesar desse tipo de programa já não ser mais produzido há muitos anos, “A Prairie Home Companion” resistiu e continua indo ao ar todo sábado à noite. Mas a rádio foi comprada por um grupo do Texas, que pertence ao personagem do Tommy Lee Jones, que vai transformar o teatro onde o programa é gravado em um estacionamento. O filme trata especificamente da última noite do programa.

Os principais números musicais são das Irmãs Johnson (Meryl Streep e Lily Tomlin), e dos cantores caubóis Dusty e Lefty (Woody Harrelson e John C. Reilly) que só cantam bobagens de duplo sentido e fazem piadas em suas músicas, para desespero do estressado diretor do programa (Tim Russell) e sua assistente (Maya Rudolph). Lindsay Lohan é Lola Johnson, a filha de Meryl, que escreve poesias sobre suicídio e consegue uma chance de cantar no show e Kevin Kline é o detetive que procura emprego como porteiro e serve de narrador da trama. Ligando todos, está o apresentador do show, GK, vivido por ele mesmo: Gerrison Kellor. E em meio a tudo isso, um anjo, Virginia Madsen, vaga pelos camarins, amenizando a dor de algumas perdas.

Tomlin e Streep estão espetaculares como a dupla de irmãs caipira, assim como os ótimos Woody Harrelson e John C. Reilly. Todo mundo cantando bem as canções cafonas, mas com letras super criativas e engraçadas. Durante o programa eles lêem cartas dos fãs e fazem propaganda dos anunciantes através de jingles publicitários. O interminável, e engraçadissimo, anúncio de uma fita adesiva só perde para o anúncio de uma pizzaria satirizando “La Donna è Móbile”, de Verdi. Ótima sacada!

Em "A Última Noite", Altman mostra precisão ao entrelaçar as vidas dos mais variados personagens sem perder o fio da meada, nem cair na superficialidade. O humor simples, discreto e bizarro, no palco, é tão infalível quanto natural. É um filme que dá vontade de rever não só pelas ótimas atuações, principalmente dos quatro cantores principais, como também pelos criativos e divertidíssimos jingles publicitários.

Cotação: 8,0

CURIOSIDADE:
Do filme, quase tudo é verdade, o programa A Prairie Home Companion ainda existe. E inclusive o apresentador da ficção, Gerrison Kellor, é o apresentador na vida real. E é também o dono da idéia e do roteiro do filme. A única ficção da história é que o teatro não foi vendido e o show continua até hoje.


Off: Já tinha esse texto escrito há um tempo, resolvi postar hoje por que sonhei com o filme essa noite!! Oo Seria algum sinal?! auhsuahsuahsuahu
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16 de agosto de 2008

Dr. Horrible’s Sing-Along Blog

Sem muita coisa para fazer durante a greve dos roteiristas nos EUA, Joss Whedon, criador da esperada Dollhouse e da já cancelada Buffy, junto com seus irmãos Zack Whedon, Jed Whedon e Maurissa Tancharoen resolveram produzir o web-musical geek, super cool e criado por eles mesmo: “Dr. Horrible´s Sing-Along Blog” no qual um vilão nerd, Dr. Horrible, interpretado pelo excelente Neil Patrick Harris (How I Met Your Mother), tenta ser aceito pela classe dele (The Evil League of Evil), vencendo seu maior inimigo, o Captain Hammer (martelo), interpretado pelo Nathan Fillion (Desperate Housewives). Além disso a mini-série mostra as tentativas do Dr. Horrible em conquistar Penny, interpretada por Felicia Day (Buffy), uma garota que ele conheceu por acaso e que ficará dividida entre o herói e o vilão. E em meio a tudo isso, Dr. Horrible ainda encontra tempo para postar no vídeo-blog dele. O elenco conta também com o Simon Helberg (The Big Bang Theory), Rob Reinis (Eu e as Mulheres), Maurissa Tancharoen, Jed Whedon.

O projeto é fantástico, a inversão dos papeis fazendo do vilão um mocinho e do herói um vilão é tão bem conduzida que não tem como não torcer pelo adorável, Dr. Horrible. As músicas são oportunamente intercaladas entre os diálogos, naquele velho sistema conhecido dos musicais e não ficam devendo em absolutamente nada, boas vozes com letras bem escritas, um combo perfeito. A websérie conquistou em segundos a atenção de muitos e dividida em 3 atos, foi lançada dias 15 17 e 19 de Julho, conseguido no seu primeiro dia tirar o site do ar devido a quantidade de acesso. Os episódios também fizeram sucesso no iTunes e agora esperam um lançamento em DVD com muitos extras, já anunciado. A única coisa que eu lamento nisso tudo é que dificilmente teremos uma continuação, já que o Neil está comprometido com How I Met Your Mother, e Joss está com sua novíssima Dollhouse no gatilho.

"I have just one question: $howmuch.99 would we have to pay to get Whedon and company to keep making this show forever? […] Dr. Horrible may be foiled eternally, but his sing-along blog has conquered my world."
James Poniewozik, Times magazine

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1 de agosto de 2008

Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet

Título Original: Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street
País de Origem: EUA / UK
Gênero: Musical / Thriller
Ano de Lançamento: 2007
Direção: Tim Burton

O filme conta a historia de Benjamin Barker (Johnny Depp) um barbeiro, que há 15 anos foi afastado de sua mulher Lucy (Laura Michelle Kelly) e da sua filha sendo mandando à prisão injustamente pelo inescrupuloso juiz Turpin (Alan Rickman), que desejava a bela Lucy. A história começa com a volta de Benjamin a uma Londres completamente sombria em busca de vingança. Ele descobre que sua esposa cometera suicídio e que sua a filha foi adotada pelo juiz Turpin. Barker se autonomeia Sweeney Todd e reencontra a sra. Lovett (Helena Bonham Carter), proprietária de uma falida loja de tortas, tornam-se cúmplice do barbeiro, e no andar de cima da loja agem assassinando pessoas inocentes que saem da cadeira de Todd direto para as tortas da sra. Lovett, que passam a ser reconhecida em toda a cidade. Paralelo a isso ainda mostra a história de amor proibido entre o marinheiro Anthony Hope (Jamie Campbell Bower) e Johanna (Jayne Wisener).

O roteiro passeia entre os dois núcleos tentando não deixar espaço para calmaria durante os 116 minutos de filme. Quando Todd e Mrs. Lovett terminam de cantar, a trama corta para uma música dos dois jovens ridiculamente apaixonados, e assim segue (ridiculamente porque a rapidez que isso acontece é difícil de engolir). Teoricamente o filme poderia muito bem seguir em um bom ritmo, mas as músicas são parecidas, o que dá a clara sensação de falta de ação, de seguimento. Só quanto a historia se desenvolve e o barbeiro mostra sua verdadeira personalidade é que o filme poderia melhorar e ficar bem mais interessante, mas o Burton peca aqui pelo exagero nos surpreendendo com um banho de sangue a la Tarantino extremamente exagerado pegando muita gente desprevenida.

Em meio a trama trabalhada pelo roteiro de John Logan (O Aviador) temos músicas, como todo mundo já deve saber, mas são muitas músicas mesmo. Um musical daqueles em que cantam até para dizer que uma barata está passando. Mas o que incomoda mesmo são os arranjos repetitivos das canções e até as músicas algumas repetidas inúmeras vezes (ouvir um jovem cantando "I seeee you, Johaaaaaanna" inúmeras vezes pode fazer o filme uma experiência cansativa ainda mais quando os atores não são realmente bons cantores, pelo menos a mim não agradou).

Johnny Depp não consegue construir um personagem a altura do demoníaco barbeiro da Rua Fleet. Justo o Depp, que eu sempre acho tão caricato nas suas atuações resolve aqui, onde ele deveria ser caricato e exagerado (seria aqui onde caberia um exagero), se policiar deixando muito a desejar. Helena Bonham Carter, também não canta, mas sempre pálida e com os olhos bem arregalados oferece mais veracidade construindo um personagem denso e sombrio, mas ingênuo a partir de certo ponto. Um nome que rouba a cena no filme é o de Sacha Baron Cohen, que em uma marcante participação surpreende com sua naturalidade em um papel pequeno, mas muito divertido.

O mérito do filme é a excelência técnica. A Londres no filme é completamente cinza, suja e desprezível, com uma fotografia monocromática que chega quase ao preto e branco em algumas partes, e que é essencial para o filme. E há ainda, em contrapartida ao preto e cinza, um vermelho bem vivo cada vez que jorra sangue (o que não é pouco). A direção de arte também é excelente, e fundamental para que entremos no clima da história. A montagem e a edição de som no primeiro encontro de Todd com o juiz na barbearia são ótimas, as vozes de Depp e Alan Rickman fundindo-se com os sons do material do barbeiro só aumentam o suspense. Enfim, em meio a tantas tragédias, salva-se alguns detalhes interessantes também.

Cotação: 6,5
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