13 de dezembro de 2010
O Filho da Noiva

10 de novembro de 2008
Hora de Voltar
Título Original: Garden StateGênero: Dramédia
Ano de Lançamento: 2004
Direção: Zach Braff
Andrew (Zach Braff) é um ator relativamente conhecido por seu trabalho na televisão e que vive numa vida entorpecida pelo lítio devido a um trauma psicológico do passado. Após a morte de sua mãe ele volta à sua casa em Garden State, 9 anos depois de ter partido. Apesar de um reencontro um tanto amargo com o pai, Gideon (Sir Ian Holm), o reencontro com velhos amigos da escola faz Andrew se sentir em casa novamente e confortável com a situação ele decide tirar umas “férias” dos remédios. Na sua visita Largeman conhece Sam (Natalie Portman) uma garota que é tudo que ele não é, uma explosão cores, esperanças e tiques, que dá a ele coragem para abrir o coração para a alegria e a dor do abismo infinito que é a vida.
Cotação: 9,0
28 de setembro de 2008
Minha Vida em Cor-de-Rosa
Título Original: Ma Vie en Rose
País de Origem: Bélgica / França / Inglaterra
Gênero: Dramédia
Ano de Lançamento: 1997
Diretor: Alain Berliner
A mãe de Ludo, Hanna Fabre (Michèle Laroque), preocupa-se com tudo e com todos, mas acaba não percebendo que a sua própria compreensão sobre o comportamento do filho tem com limiar os olhos dos vizinhos: inicialmente, uma brincadeira que há de passar com o tempo. E o tempo passa, o que não passa são os gostos do garoto, que é obrigado a conviver numa família que não aceita o que não é padronizado, modelado. Numa família em que não existe momentos de pai-filho ou mãe-filho. Em que não se discute o que o garoto pensa, ou sente, apenas o pressiona para que ele se encaixe num modelo de vida que pra ele não faz sentido algum.
O excelente roteiro do filme concentra-se no ponto de vista da criança, porém não limitando-se ao universo dele. Os momentos de comédia, que ficam por conta das situações que o comportamento dele em público ocasiona, são oportunamente encaixados no drama da criança, que não consegue controlar seu desejo de ser menina. A ótima fotografia do filme brinca com cores chamativas e geralmente em tons de vermoelho e rosa, dando um ar mais feminino ao filme. Que além disso conta com a atuação maravilhosa do pequeno Georges Du Fresne, no papel de Ludo. O garoto dá um show e com muita segurança ele consegue transparecer a dúvida que ronda a cabeça do Ludovic. O filme conta ainda com as ótimas atuações da Michèle Laroque e do Jean-Philippe Écoffey, pais do garoto.
O que mais pesa no filme, que foi inclusive indicado ao BAFTA, Satellite Awards e foi o vencedor do Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro, é a necessidade do diálogo com a infância, não apenas ouví-las, mas entender ou, quando não for possivel, aceitar que nem todo mundo é igual e segue um padrão do que seria o certo aos olhos da maioria.
Cotação: 8,5
7 de julho de 2008
Tomates Verdes Fritos

Título Original: Fried Green Tomatoes
País de Origem: USA
Gênero: Dramédia
Ano de Lançamento: 1991
Direção: Jon Avnet
Evelyn (Kathy Bates) é uma dona de casa reprimida, que afoga suas mágoas comendo doces. Ela e seu marido Ed, sempre fazem visitas à uma tia dele que está em um asilo. E ela (Evelyn) é sempre forçada a esperar em outra sala já que não é bem quista por essa tia. É assim que ela acaba conhecendo a Ninny (Jessica Tandy), uma velhinha adorável de 83 anos que adora contar histórias.
Por causa do seu jeito de levar a vida, Idgie "provoca" os cidadãos menos tolerantes de Whistle Stop. Quando Frank desapareceu misteriosamente muitos moradores suspeitam logo que Idgie, Ruth e seus amigos poderiam ser os responsáveis. Toda essa história é contada em detalhes pela Ninny intercalada com ações do dia a dia de Evelyn e serve como um atrativo para um maior interesse no filme, esperar pela próxima visita. Assim como o personagem de Evelyn, nos vemos cada vez mais envolvidos na história de Ruth e Idgie.
Cotação: 8,0
26 de maio de 2008
Eu, Você e Todos Nós

Título Original: Me and You and Everyone We Know
País de Origem: EUA/UK
Gênero: Dramédia
Ano de Lançamento: 2005
Direção: Miranda July
Paralelo a isso temos o núcleo dos idosos para quem a Christine dirige - e aqui nesse núcleo é onde acontece uma das partes, mas sensíveis em sua simplicidade, quando em uma das suas viagens eles percebem que no carro do lado o motorista esqueceu, no teto do carro, o peixinho que a filha tinha acabado de comprar, percebendo a situação eles concordam que aquelas são as ultimas horas do peixe e decidem dizer algumas palavras em memória, caso aconteça o que eles imaginam que está para acontecer. É uma situação boba e aparentemente simples, mas retratada de uma forma tão sensível que chega a ser tenso descobrir qual será o destino do peixe.
O filme tenta sempre passar uma mensagem para o espectador como, por exemplo, quando o colega de trabalho de Richard alerta para os perigos de se criar os filhos na sociedade atual, cheia de pervertidos e pessoas de má índole. E logo em seguida prova que é realmente muito difícil, pois os dois personagens que poderia de forma perfeita se encaixar nessas características (a de pervertido seria o próprio colega de Richard, e a de má índole seria a curadora do museu onde Christine deseja expor seu trabalho) são retratados como pessoas solitárias e tímidas. Incapazes de atos incoerentes aos ditados pela sociedade.
A ambientação do filme é bem contemporânea, com citações da cultura pop como a referencia a "Freak Friday", personagens excêntricos com famílias desestruturadas buscando retratar a dificuldade desses personagens em se relacionar uns com os outros. Tudo isso narrado através de um trabalho de fotografia e montagem simples (porém satisfatório), intimista e bastante sensível.
Todo o elenco do filme está excepcional desde o casal principal até o casal de idosos passando pelos filhos do Richard, e aqui destaco o mais novo que demonstra uma melancolia sem dar sequer um sorriso, mostrando que apesar de criança a vida adulta chegou cedo pra ele. O roteiro do filme é muito inteligente e sensível retratado de forma satisfatória pela iniciante Miranda July que faz o papel da Christine.
Se fosse para escolher as melhores cenas do filme (não dá pra escolher só uma), eu escolheria a do encontro de dois personagens num banco de uma praça (não vou dizer quais, para não estragar a surpresa de quem ainda não viu). É o encerramento da trama que se referia à comunicação por internet, um encontro que poderia ser facilmente ridicularizado é resolvido da maneira mais compreensiva e sensível possível, com gestos que dizem muito mais que diálogos desnecessários. Seguida de perto pela cena do peixe e logo depois pela metáfora criada com a vida de casados através de uma simples caminhada do casal principal, da loja de sapatos até seus carros.
Cotação: 10,0
12 de maio de 2008
O Último Beijo
Título Original: L'Ultimo BacioPaís de Origem: Itália
Gênero: Dramédia
Ano de Lançamento: 2001
Direção: Gabrielle Muccino
Carlo (Stefano Accorsi) é um jovem de quase 30 anos que namora a belíssima Giulia (Giovanna Mezzogiorno) há algum tempo. Às vésperas do casamento, e com toda a insegurança de ir adiante com o compromisso, ele ‘descobre’ que a jovem Francesca (Martina Stella) de 18 anos, com quem ele flertou no casamento de um amigo, talvez seja sua última oportunidade de liberdade antes de assumir as responsabilidades de marido e pai. Apesar de o matrimônio ser uma coisa natural ele se sente sufocado com essa possibilidade e a traição vem como um último respiro pondo em risco a estabilidade da sua relação com a Giulia. Dividido, entre a juventude, da qual está prestes a se despedir, e a vida adulta que parece chegar com força total, Carlo, sem se sentir preparado para ser marido e pai, começa a questionar suas escolhas: encarar a maturidade casando-se com a bela Giulia ou partir para um universo descompromissado e inconseqüente com a atraente Francesca?
A insegurança dele só aumenta quando ele percebe que todos os casais ao seu redor estão em crise. A começar pelo amigo Paolo (Claudio Santamaria) que já começa o filme separado da mulher que ama. Logo descobrimos a insatisfação da mãe da Giulia, a dona de casa Anna (Stefania Sandrelli) que está dividida entre a alegria de casar sua filha e o espanto de descobrir que já tem idade para ser avó e já não se sente mais amada pelo marido. E por ultimo o Adriano (Giorgio Pasotti), que se vê preso a um relacionamento com uma pessoa neurótica, a Livia (Sabrina Impacciatore), com quem ele tem um filho.
Com um misto de elementos que falam sobre três gerações, Muccino constrói uma ampla gama de personagens igualmente confusos, são todos adultos jovens que têm dificuldade em aceitar suas condições. Enquanto cada personagem compara seus desejos com a realidade, alguns optam por algo diferente e outros aceitam o rumo tomado por suas vidas.
Não é um filme livre de clichês, mas também nem parece muito preocupado com isso, trabalha bem em cima de seu tema, tem um bom roteiro e um bom elenco. A direção do Muccino é muito ativa e aliada com a edição imprime um ar de “tem sempre algo pra acontecer”, prende a atenção e o espectador que vai se interessando aos poucos pela película. É um filme harmonioso, narrado através de oito personagens que têm suas vidas entrelaçadas na luta contra seus medos e busca por suas paixões.
Cotaçao: 8,0