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1 de fevereiro de 2009

In Treatment - Sophie



Fazer terapia atualmente é praticamente elemento obrigátorio do dia-a-dia de quase todo mundo. Com todo o stress da rotina das pessoas hoje, com tanta informação junta numa velocidade absurda, com todos os conflitos, nada mais compreensível do que a necessidade de expressá-los. Entretanto é um assunto ainda alvo de muitos tabus. Por mais que o século XXI avance, a terapia continua a ser tratada por muitos como "coisa de maluco".

Porém, a nossa sociedade está cada dia mais ligada à curiosidade sobre o que acontece com a vida alheia. A cultura às celebridades só faz aumentar, com paparazzis se matando por uma foto de uma certa cantora de cabelos raspados ou de uma certa outra com resquícios brancos em suas narinas: tudo isso em nome da enorme curiosidade que todos temos pela vida dos outros. Não fosse por isso, reality shows como big brother não fariam o sucesso que fazem. Levando isso em conta, o tema da série da HBO In Treatment se mostra tão coerente com a sociedade contemporânea que é até possível se perguntar como que ninguém havia pensado em fazer algo neste formato antes: afinal, quem não gostaria de saber todos os segredos e problemas ouvidos por um psicólogo em seu consultorio. E mais, quem não gostaria de ver o próprio psicólogo sendo consultado? É uma proposta que tem tudo pra dar certo, mas tem seus enormes riscos: Ter um cenário limitado a um consultório e o núcleo de atores resumido a dois, geralmente, é extremamente ousado. O texto e as atuações precisariam ser brilhantes. E são.

Em especial, a menina do título e da foto. Sophie, vivida pela protagonista da nova versão de Alice, no país das maravilhas de Tim Burton ainda a ser lançada, Mia Wasikawska, é tão intrigante e misteriosa que você não consegue simplesmente não assistir a sua proxima sessão. A menina é uma ginasta de 15 anos que chega ao consultório de Paul (Gabriel Byrne, justamente aclamado e premiado pela crítica) com seus dois braços quebrados após ter sido atropelada. Os médicos da menina temem que ela tenha, na verdade, se jogado na frente do veículo e, por via das dúvidas, mandam-na para uma avaliação psicológica. A partir daí, Sophie se mostra tão absurdamente complexa que chega a perturbar o próprio Paul - como vemos em suas sessões com Gina. Resumir sua mente a uma possível suicida é subestimá-la.

Mia carrega uma profundidade no olhar que te dá medo. As expressões da menina perturbada por experiências a frente da sua idade juntamente com os econômicos, porém extremamente calculados, movimentos, fazem da menina um dos talentos mais "assustadores" (e injustiçados, já que não conseguiu nenhum Emmy ou Globo de Ouro pelo papel - ainda) vistos na televisão recente. Apesar de todos os personagens da série da HBO (que já garantiu uma segunda temporada) serem extremamente interessantes, nenhum deles é tão inteligente, bem construído ou viciante como Sophie.

7 comentários:

Vinícius P. disse...

A Sophie também é minha personagem favorita de "In Treatment"! Acho a Mia Wasikowska uma atriz fantástica, por isso fiquei triste por ela ser a única do elenco principal que não recebeu maior atenção das premiações (além daquele casal que era um pé no saco). Acho difícil algum personagem da nova temporada superá-la...

Kau Oliveira disse...

Breno, In Treatmeent, pra mim, é maravilhosa. Cnseguiu me conquistar já na primeira temporada e, de fato, tenho que afirmar que a culpada disso é Sophie. Uma personagem complexa e adorável ao mesmo tempo. Mia Wasikawska fora das premiações é uma HERESIA sem tamanho!!!

Abraços.

Kamila disse...

Para mim, Sophie foi o melhor personagem da primeira temporada de "In Treatment", ao lado da esposa do Dr. Paul. Foram as únicas que me deixaram intrigadas, que me fizeram ter vontade de querer conhecê-las cada vez mais.

Falando particularmente da Sophie, acredito que o que mais me chamou a atenção nela é que ela é uma jovem claramente problemática, que não tem uma estrutura familiar sólida, que estava perdida e tentando se encontrar. Todo mundo já passou por isso em algum momento de sua vida e, por isso mesmo, fiquei muito feliz de acompanhar toda a jornada dela. De vê-la ganhando autoconfiança e se transformando na jovem forte e decidida que vimos na sua última aparição, tentando aparar as arestas dos seus relacionamentos familiares e tendo a coragem de, finalmente, expor aquilo que lhe insatisfazia.

Adoro a Mia Wasikowska. Uma pena que ela não tenha sido reconhecida pelo Emmy, GG ou SAG. Mas, acredito que ela terá uma bela carreira pela frente! Talento e carisma, ela possui de sobra!!!

Rafael Moreira disse...

Por favor, não me pergunte nada re séries que eu só sei de "Lost". Talvez algum dia eu acompanhe "In Treatment", no momento vou me interessar por "Mad Men". Abraço!

Matheus Pannebecker disse...

Mia e sua Sophie são o melhor de "In Treatment"!

Museu do Cinema disse...

NUnca tinha ouvido falar

Anônimo disse...

Somente uma correção,Sophie relata no primeiro episódio que a idade dela é 16,e não 15.Mas gostei do seu texto,Sophie foi o personagem/paciente que mais gostei na primeira temporada de In treatment.