Título Original: Frost/Nixon
País de Origem: EUA
Gênero: Drama
Ano de Lançamento: 2008
Diretor: Ron Howard
Durante o período de campanha eleitoral cinco pessoas foram detidas tentando fotografar documentos e instalar aparelhos de escuta no escritório do Partido Democrata. Durante a investigação oficial foram apreendidas fitas que demonstram que o presidente tinha conhecimento das operações ilegais contra a oposição. Com as ligações entre os atos de espionagem e Partido Republicano, Nixon renunciou e foi substituído pelo vice Gerald Ford, que assinou uma anistia, retirando-lhe as devidas responsabilidades legais perante qualquer infração que tivesse cometido. Esse escândalo político ficou conhecido como o Caso Watergate (nome do edifício onde ficava o escritório do Partido Democrata). Na época Nixon tinha acabado de ser reeleito pela esmagadora maioria, 520 colégios eleitorais contra 17, traumatizando politicamente a nação americana com a sua atitude.
“Frost/Nixon”, como todos já devem saber, não trata exatamente sobre isso, mas achei necessário falar sobre o Watergate já que ele foi o principal motivo para a renúncia de Nixon (Frank Langella) e consequentemente, para entrevista dele com David Frost (Michael Sheen). E é isso que o filme retrata, a batalha de Frost para conseguir a entrevista com o presidente e os bastidores das gravações que resultaram em quase 30 horas de material. Foi ao ar em 1977, três ano após o escândalo, e durante a entrevista Frost confrontou Nixon sobre diversos assuntos dentre eles o escândalo do Watergate e a conduta do presidente enquanto estava na Casa Branca naquele período.
Frost, antes um apresentador de talk shows (o que colocava em dúvida a credibilidade dele para realizar tal entrevista), estaria preste a encarar aquela que seria ‘A’ entrevista da vida dele. E um dos méritos desse roteiro inteligente que o Peter Morgan desenvolveu foi justamente o foco no personagem do Frost. Morgan, que também escreveu a peça de mesmo nome estrelada pela mesma dupla de atores (Sheen e Langella), deu um ritmo mais atraente quando decidiu que os bastidores da entrevista, do ponto de vista do apresentador e dos seus assessores, poderiam tornar o filme menos enfastiante e até sair de um nível meramente político.
Michael Sheen e Frank Langella, com a facilidade e a segurança de quem já está acostumado com aquele complexo nível de atuação, conduzem os personagens com competência e de forma magistral. Sheen demonstrando a inexperiência do Frost que diante do Nixon ficava até sem saber como conduzir a entrevista e cortar todos os discursos floreados do presidente, e Langella, numa caracterização espetacular, demonstra toda a fragilidade do presidente ser humano e cheio de defeitos, que apesar da disposição de se reconstruir socialmente, acaba por confessar verbalmente sua atitude corrupta e esteticamente sua vergonha, que àquela altura da entrevista já estava visivelmente estampada no rosto dele, misturada a sensação de fracasso.
O resultado foi um filme simples, linear e que foi muito bem executado pelo Ron Howard. O embate entre Frost e Nixon é o acontecimento central do filme, é fato que nada mais acontece, porém apesar disso em nenhum momento o espectador fica entediado. A excelente edição, aliada ao roteiro inteligente do Peter, deu fôlego suficiente para filme chegar ao final e ainda deixar um gostinho de quero mais. Esse será com certeza um do melhores e mais surpreendentes filmes dessa temporada.
Cotação: 9,0

País de Origem: EUA
Gênero: Drama
Ano de Lançamento: 2008
Diretor: Ron Howard
Durante o período de campanha eleitoral cinco pessoas foram detidas tentando fotografar documentos e instalar aparelhos de escuta no escritório do Partido Democrata. Durante a investigação oficial foram apreendidas fitas que demonstram que o presidente tinha conhecimento das operações ilegais contra a oposição. Com as ligações entre os atos de espionagem e Partido Republicano, Nixon renunciou e foi substituído pelo vice Gerald Ford, que assinou uma anistia, retirando-lhe as devidas responsabilidades legais perante qualquer infração que tivesse cometido. Esse escândalo político ficou conhecido como o Caso Watergate (nome do edifício onde ficava o escritório do Partido Democrata). Na época Nixon tinha acabado de ser reeleito pela esmagadora maioria, 520 colégios eleitorais contra 17, traumatizando politicamente a nação americana com a sua atitude.
“Frost/Nixon”, como todos já devem saber, não trata exatamente sobre isso, mas achei necessário falar sobre o Watergate já que ele foi o principal motivo para a renúncia de Nixon (Frank Langella) e consequentemente, para entrevista dele com David Frost (Michael Sheen). E é isso que o filme retrata, a batalha de Frost para conseguir a entrevista com o presidente e os bastidores das gravações que resultaram em quase 30 horas de material. Foi ao ar em 1977, três ano após o escândalo, e durante a entrevista Frost confrontou Nixon sobre diversos assuntos dentre eles o escândalo do Watergate e a conduta do presidente enquanto estava na Casa Branca naquele período.
Frost, antes um apresentador de talk shows (o que colocava em dúvida a credibilidade dele para realizar tal entrevista), estaria preste a encarar aquela que seria ‘A’ entrevista da vida dele. E um dos méritos desse roteiro inteligente que o Peter Morgan desenvolveu foi justamente o foco no personagem do Frost. Morgan, que também escreveu a peça de mesmo nome estrelada pela mesma dupla de atores (Sheen e Langella), deu um ritmo mais atraente quando decidiu que os bastidores da entrevista, do ponto de vista do apresentador e dos seus assessores, poderiam tornar o filme menos enfastiante e até sair de um nível meramente político.
Michael Sheen e Frank Langella, com a facilidade e a segurança de quem já está acostumado com aquele complexo nível de atuação, conduzem os personagens com competência e de forma magistral. Sheen demonstrando a inexperiência do Frost que diante do Nixon ficava até sem saber como conduzir a entrevista e cortar todos os discursos floreados do presidente, e Langella, numa caracterização espetacular, demonstra toda a fragilidade do presidente ser humano e cheio de defeitos, que apesar da disposição de se reconstruir socialmente, acaba por confessar verbalmente sua atitude corrupta e esteticamente sua vergonha, que àquela altura da entrevista já estava visivelmente estampada no rosto dele, misturada a sensação de fracasso.
O resultado foi um filme simples, linear e que foi muito bem executado pelo Ron Howard. O embate entre Frost e Nixon é o acontecimento central do filme, é fato que nada mais acontece, porém apesar disso em nenhum momento o espectador fica entediado. A excelente edição, aliada ao roteiro inteligente do Peter, deu fôlego suficiente para filme chegar ao final e ainda deixar um gostinho de quero mais. Esse será com certeza um do melhores e mais surpreendentes filmes dessa temporada.
Cotação: 9,0





























































